Após fuga do Talibã e vida nas ruas da Turquia, jovens afegãos chegam ao Brasil com visto humanitário: veja encontro com família

Iniciado por noticias, 14, Novembro, 2021, 02:00

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Após fuga do Talibã e vida nas ruas da Turquia, jovens afegãos chegam ao Brasil com visto humanitário: veja encontro com família

Quatro estrangeiros conseguiram visto humanitário e agora vivem na cidade do Rio. GloboNews mostrou preocupação dos tios e dificuldades com embaixada brasileira. Jovens que fugiram do Afeganistão conseguem reencontrar família no Brasil
Quatro jovens afegãos que moraram nas ruas e dormiram em parques de Ancara, capital da Turquia, por quase dois meses conseguiram viajar ao Brasil após a emissão do visto humanitário prometido pelo Brasil e se reencontraram com os tios. Como a GloboNews mostrou, a família acompanhava com preocupação o risco que eles corriam.
"A gente chegou a acreditar que não ia dar certo. E isso deixava a gente muito agoniado com as pessoas davam falsas esperanças. Quando esses meninos chegaram, foi uma felicidade enorme e renovou nossas esperanças para conseguir trazer o resto da família", conta a engenheira Magda Amiri, tia dos garotos.
Com idades entre 18 e 24 anos, Akbar e Omar Amiri são irmãos e primos dos também irmãos Shadaab e Shahzad Mohammadi e hoje vivem com o tio, também afegão Ahmad Jawid Amiri, e a tia brasileira. "Agora estou tão feliz, estou tão feliz, minha mente está tão livre. Estou tão feliz que meus sobrinhos puderam vir aqui", comemorou Ahmad Amiri.
Recém-chegados ao novo país, eles ainda enfrentam a dificuldade da língua porque não falam português nem inglês. Mas agora se sentem livres e seguros. Do Rio de Janeiro, a família falou com a GloboNews sobre a nova vida na cidade.
O afegão Ahmad Jawid Amir abraça os sobrinhos em sua chegada ao Rio de Janeiro
Ahmad Jawid Amir/Arquivo pessoal
Segundo o tio, a ideia é que - assim que possível - eles voltem a estudar. "Eu só espero que eles aprendam inglês, saibam como trabalhar, eles são jovens, eles vão entender, serem educados, indo para a universidade, para a escola, eles são jovens e eu sei que eles vão tenha um bom futuro aqui no Brasil".
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"Nesse primeiro momento, eles estão numa situação de ir pra PF, solicitar o refúgio, que ainda precisa ser agendado. Estamos aproveitando pra curtir, matar a saudade e conhecer a cidade, o lugar bonito que eles escolheram e mostrar um futuro melhor. É hora de relaxar até eles conseguirem o refúgio", contou Magda.
Até o mês passado, a rotina de Akbar, Omar, Shadaab e Shahzad era muito diferente. Foram cinco meses entre a fuga do Afeganistão, dificuldades na Turquia até a emissão do visto humanitário pelo Brasil. Eles chegaram em Guarulhos, em um voo vindo de Ancara, no fim de outubro. Depois, pegaram outro voo para o Rio de Janeiro, onde de fato se reencontraram com os tios.
A ideia agora é trazer o restante da família, que ainda está em risco no Afeganistão. "Esse é o próximo passo, trazer o restante da família. Eles tão em uma situação um pouco mais difícil, porque os meninos estavam em Ancara e tinham acesso à embaixada brasileira. Mas a restante da família está em Cabul, e a gente ainda tem o desafio de levá-los até à embaixada brasileira em Islamabad", completou Magda.
Vistos humanitários
Até o fim de outubro, segundo o Itamaraty, o Brasil havia concedido 132 vistos humanitários a afegãos, entre eles os emitidos a juízas afegãs que estão em Brasília.
O afegão Ahmad Jawid Amir abraça os sobrinhos em sua chegada ao Rio de Janeiro
Ahmad Jawid Amir/Arquivo pessoal
Mas nem todos já estão em território nacional. A Organização Não-Governamental (ONG) I Know My Rights (IKMR) colaborou com a vinda dos quatro jovens afegãos e acompanha de perto a situação de dezenas de famílias - principalmente mulheres e crianças - que estão em risco no Afeganistão e pretendem pedir acolhida no Brasil.
"Agora a gente tem outras imagens de meninas e mulheres que vivem em porões com medo das casas serem invadidas, sequestradas. Então a gente respirou, teve um alívio, mas precisa voltar a batalhar pra conseguir recurso. É preciso mobilizar um valor alto pra trazer essas famílias, mas a gente está com eles", afirmou a diretora-geral da IKMR Vivianne Reis.
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