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Offline marcosbr

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Corrupção. Doença?
« em: 12,Dezembro, 2015, 02:39:00 am »
Corrupção.
 Em momento algum esta palavra foi tão usada. E uma boa definição é a frase do Lord Acton. (historiador/escritor ingles)

"o poder tende a corromper - e o poder absoluto corrompe absolutamente"
 

 
 Atualmente existe uma outra que não sei a quem creditar:
 " Quer conhecer uma pessoa? Delegue poderes ou autoridade sobre outras"

 A corrupção tem tantos tentáculos, que ficaria muito longa uma descrição de todas as formas!
 Temos o suborno, extorsão, nepotismo, e peculato. (alguns exemplos)

 Vamos lembrar imediatamente da classe politica. Classe que sempre esta um passo a frente quando se fala em "corrupção" Mas e nós?

 Será que não elegemos estas pessoas para ajudar a corrompe-las, e para disfarçar nossa mente corrupta?
 Se fulano ganhar me arruma um emprego na prefeitura!!!!!

 Será que quando oferecemos um "dinheirinho" a uma autoridade, não assumimos o papel principal da corrupção?
 Será que quando damos "dinheirinho" a um funcionário para fazer um "gato" (furto de energia) Não estaríamos cometendo um crime?
 O verdadeiro corruptor, é aquele que gostaria de fazer... Mas ele sempre acha uma pessoa que vai levar a culpa!
 Ele sempre vai ter esta resposta na ponta da lingua... Hoje em dia todo mundo faz isto!

 Mas vamos ao ponto!


 
 Bem ou mau, chegamos a um ponto onde os politicos/juízes/policiais/magistrados estão sendo investigados e punidos.
 Vemos até mesmo um policial federal prendendo outro...
 Dilma, Lula, o filho, presidentes de camara/senado sendo investigados. E acusados publicamente!
 Não seria isto um passo para ao menos "diminuir" a corrupção?
 
E então a coisa muda...
 
 Damos um guinada, largamos tudo e vamos para o impeachment.
 Não seria uma forma de "corromper" o andamento de algo bom? Cortem uma "cabeça" e todos os crimes serão pagos!

 Enquanto o eleitor trocar seu voto por "bolsas" Sempre vai aparecer uma bolsa família, bolsa corrupto, bolsa cachaça, etc...

 Vamos aos Finalmentes...
 Preocupemo-nos sim com quem vamos tirar. Mas... Vamos começar a nos preocupar com quem vamos deixar!

 Eu acho que a corrupção é uma falha moral. Mas tem gente que acha ser uma doença!

Leia este trecho do Dr. Telmo Diniz.    (autor de todo trecho abaixo)

 Para alguns profissionais da área de saúde mental, os corruptos sofrem de transtornos de personalidade, onde o “doente” se encaixaria em uma das três sub-classificações deste transtorno, que são: transtorno de personalidade antissocial, transtorno narcísico e o transtorno borderline de personalidade. O corrupto antissocial é aquele que transgride a lei sem se importar com o prejuízo que está causando ao outro, e sem culpa alguma (mais conhecido por sociopata). Ele quer levar vantagem em tudo. É o indivíduo que fura fila, para em fila dupla, suborna o guarda etc. Já o corrupto borderline é impulsivo e facilmente se descontrola. É instável.
 Passa do amor ao ódio em segundos. E, finalmente, o corrupto narcísico tem mania de grandeza e uma enorme necessidade de ser admirado o tempo todo. É facilmente encontrado na política e na religião. Fala aos quatro cantos que tem uma missão salvadora.

Entretanto, outros (e eu estou inserido nesta classe) acreditam que a corrupção é uma “doença cultural”. A corrupção na política brasileira, por exemplo, é o reflexo de uma cultura já enraizada de pequenos e permissivos deslizes. No Brasil, para a maioria das pessoas seria normal dar propina ao guarda que te para na estrada. Mas para um finlandês, por exemplo, é impensável tal atitude. Os corruptos e corruptores não são doentes, são pessoas que percebem o mal que causam e não se importam com as consequências. Os grandes crimes de corrupção são feitos, na sua maioria, por pessoas saudáveis, com compra de votos e/ou desvios de verba.

O tratamento da corrupção deve ser muito mais amplo do que medidas jurídicas punitivas. Claro que acabar com a eterna impunidade que reina no Brasil deve fazer parte do protocolo terapêutico. Mas por ser uma “doença” epidêmica em nosso país, várias medidas devem ser tomadas no médio e longo prazos. O combate à corrupção passa por uma melhora da educação dos jovens (que apura os valores); melhora no campo social com intuito de reduzir o analfabetismo, o desemprego, melhorar as condições de saúde e moradia, além de uma maior participação da sociedade civil organizada (como ocorreu na última semana).

Na medicina, queremos exterminar a doença, sem matar o doente. De forma semelhante, temos o dever de debelar a corrupção sem matar a democracia.

 

 
 
Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta. (Chico Xavier)

 

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