Eleições no Equador: economista de 35 anos é favorito para vencer primeiro turno

Iniciado por noticias, 04Fevereiro2021, 21:01

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Eleições no Equador: economista de 35 anos é favorito para vencer primeiro turno

Aliado do ex-presidente Rafael Correa deve vencer a primeira etapa, apontam as pesquisas, mas o Equador deverá realizar um segundo turno. Guillermo Lasso e  Andres Arauz, principais candidatos à presidência do Equador
AFP e Reuters
Os eleitores do Equador vão votar no primeiro turno das eleições presidenciais do país no domingo (7).
O favorito, por enquanto, é Andres Arauz, um economista de 35 anos, aliado do ex-presidente Rafael Correa. O principal concorrente é Guillermo Lasso, um ex-banqueiro.
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Arauz tem sinalizado que vai aumentar os gastos do governo, uma marca dos anos de Correa no poder.
Uma de suas promessas de campanha é a distribuição de US$ 1.000 (R$ 5.350) para um milhão de famílias assim que ele assumir o poder.
O atual presidente, Lenin Moreno, também foi um aliado de Correa, mas os dois romperam. No poder, Moreno passou a fazer reformas pró-mercado.
Moreno poderia concorrer a uma reeleição, mas ele preferiu não disputar. Em 2018, o país decidiu em um referendo impor limites à reeleições, mas o atual presidente está no seu primeiro mandato e poderia tentar um segundo.
Pesquisas indicam favoritismo de Arauz
A maior parte das pesquisas de intenção de voto mostram que Arauz lidera a corrida. No entanto, os analistas afirmam que deverá haver um segundo turno, agendado para o dia 11 de abril.
O principal adversário é um ex-banqueiro, Guillermo Lasso, que concorre à presidência pela terceira vez. Sua campanha promete um aumento dos investimentos estrangeiros e um aumento da produção de petróleo.
Em terceiro lugar está o ativista dos povos indígenas Yaku Perez. Ele propõe uma proibição à mineração e limites à concessões de produção de óleo e gás.
Moreno foi eleito em 2017. Ele chegou ao poder com a promessa de dar seguimentos às políticas de Rafael Correa, mas rapidamente rompeu com seu ex-aliado, e o acusou de corrupção e de políticas e de má-gestão fiscal.
Moreno tentou reavivar a economia com novos acordos de comércio e incentivos à mineração, mas isso não foi suficiente.
Em 2019, ele tentou aumentar os preços dos combustíveis e enfrentou duas semanas de protestos violentos. Ele, então, precisou desistir da medida e precisou de um empréstimo de US$ 6,5 bilhões (R$ 34,7 bilhões, na cotação atual) do FMI.
Veja uma reportagem da época.
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Com a pandemia, foi preciso interromper a atividade das empresas. Estima-se que mais de 2 milhões de pessoas que estavam acima da linha da pobreza passaram para baixo.
Nesse cenário, a retórica de Correa ganha força. Durante anos, ele atacou o FMI. Sua dissertação de economia era sobre os danos causados por reformas econômicas feitas por órgãos multilaterais, como o fundo.
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