Governo Milei ameaça prender em flagrante manifestantes que bloquearem ruas na Argentina

Iniciado por noticias, 23, Dezembro, 2023, 03:07

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Governo Milei ameaça prender em flagrante manifestantes que bloquearem ruas na Argentina


     Ministra da Segurança, Patrícia Bullrich, disse que forças federais e serviço penitenciário federal intervirão diante de piquetes. Protestos estão marcados para ocorrer em 20 de dezembro contra o aumento de preços promovido pelo governo Milei. Patricia Bullrich, ministra da Segurança da Argentina, anunciou novo protocolo nesta sexta-feira (14)
Ministerio de Seguridad de la República Argentina
A ministra da Segurança Nacional da Argentina, Patrícia Bullrich, apresentou nesta quinta-feira (14) um pacote de medidas para evitar o bloqueio de ruas e pontes por manifestantes, ameaçando prender em flagrante quem fizer piquetes que impeçam a circulação total ou parcial da população.
Durante sua campanha eleitoral, o novo presidente argentino, Javier Milei, repetiu o slogan "el que corta no cobra" ("quem corta, não recebe", em português), para dizer que aqueles que bloquearem as ruas não receberão benefícios sociais. O bordão contraria o lema "viva la libertad, carajo" ("viva a liberdade, caralho"), também usado pelo político antes de ser eleito.
Segundo Bullrich, as forças federais e o serviço penitenciário federal intervirão diante de piquetes e bloqueios, sejam parciais ou totais, de acordo com os códigos processuais vigentes.
"Se houver crime em flagrante, eles poderão intervir. Os crimes serão apurados de acordo com o artigo 194 do Código Penal e as forças federais poderão intervir em flagrante", explicou.
O protocolo também determina que, no caso de bloqueio de vias durante protestos:
As autoridades atuarão até todas as ruas e pontes bloqueadas serem liberadas. Para isso, a mínima força necessária será utilizada.
Os responsáveis pelos bloqueios serão identificados, assim como cúmplices e instigadores, e suas informações serão enviadas para as autoridades competentes. Veículos utilizados em piquetes também serão assinalados.
As organizações sociais responsáveis pelos protestos deverão arcar com os custos das operações de segurança.
Um juiz competente será notificado se as ações resultarem em danos ambientais.
A participação de crianças e adolescentes resultará na notificação das autoridades e serão impostas sanções aos acompanhantes dos menores de idade.
Manifestantes estrangeiros com residência provisória serão identificados e suas informações serão enviadas para a Direção Nacional de Imigração da Argentina.
As organizações que participarem frequentemente na criação de piquetes serão colocadas em uma lista do governo.
"É hora de acabar com esta metodologia [de protestos] que tudo o que faz é gerar a desordem total e absoluta e o descumprimento da lei, além de não proteger quem tem que levar a vida normal e pacificamente", afirmou Bullrich.
Ela não deu mais detalhes sobre como as autoridades atuarão e o que o governo fará com o registro de pessoas e empresas envolvidas na criação de piquetes.
Manifestações na Argentina
As manifestações públicas são atitudes comuns entre a população argentina, principalmente nos últimos anos. Muitas vezes concentradas no centro de Buenos Aires, as revoltas populares servem como uma forma de indicativo ao governo sobre o reflexo dos seus planos na sociedade.
Segundo um levantamento da consultoria Diagnosis Poítico divulgado pelo jornal "Clarín", só em novembro de 2023 ocorreram 568 piquetes em todo o país. O recorde foi registrado em agosto deste ano: 882 interdições.
Um dos principais grupos revoltosos é o Polo Obrero — formado por trabalhadores, desempregados e pessoas de baixa renda — que, inclusive, organiza uma manifestação em todo o país para o dia 20 de dezembro.
"As organizações que vão à luta são fortemente atacadas pelo governo e pelo sistema de justiça porque somos uma referência no combate à fome, aos ajustes e ao desemprego em todo o país", diz um comunicado do Polo Obrero.
Os membros do grupo criaram um partido próprio e criticam os governos peronistas, kirchneristas e também massistas.
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