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Judiciário do Tocantins começa retomada das atividades presenciais nesta segunda (24)

Iniciado por noticias, 13, Setembro, 2020, 21:00

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Em arrancada final, Biden visita a Geórgia, e Trump faz campanha em três estados

Candidato democrata tenta conquistar estado tradicionalmente republicano; atrás nas pesquisas, presidente faz comícios em Michigan, Wisconsin e Nebraska. Trump e Biden viajam pelos Estados Unidos em busca de votos
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o candidato democrata Joe Biden, cruzam o país em campanha nesta terça-feira (27), a uma semana das eleições de 3 de novembro.
Atrás nas pesquisas de intenção de voto, Trump faz comícios em três estados cruciais para sua reeleição: Michigan, Wisconsin e Nebraska. Enquanto isso, Biden luta pelos votos na Geórgia, estado tradicionalmente dominado pelos republicanos.
Estes são os "battleground states" — ou seja, estados campos de batalha, na tradução do inglês –, decisivos por causa do sistema eleitoral americano, que define o vencedor pelo Colégio Eleitoral, não pela maioria de votos (leia mais sobre esse sistema abaixo).
Um levantamento divulgado nesta terça pelo "Projeto Eleições", da Universidade da Flórida, aponta que metade dos votos antecipados nos EUA foram dados em estados campos de batalha. Até o momento, mais de 64 milhões de norte-americanos já votaram por correio ou presencialmente.
"Voto antecipado favorece o candidato democrata", diz Guga Chacra sobre eleições nos EUA
Campanha em meio a pandemia
A campanha presidencial de 2020 está sendo diferente de todas, já que a pandemia de coronavírus está impulsionando uma votação antecipada recorde. A sete dias da eleição, mais de 64 milhões de pessoas já depositaram suas cédulas – o número é a metade de todos os votos dados em 2016.
Este grande volume de votos pelo correio pode exigir dias ou semanas para uma contagem, dizem especialistas. Mas isso não é uma novidade no país. Nas últimas eleições presidenciais, um a cada quatro eleitores votou antecipadamente.
Na segunda (26), Trump disse em uma rede social que o total final será divulgado logo no dia 3 de novembro. O presidente já havia dito diversas vezes que a votação pelo correio está sujeita a fraudes, mas nunca apresentou provas de como isso realmente pudesse acontecer.
O presidente também anda prometendo não reconhecer o resultado das eleições, caso perca. E uma judicialização poderia ser favorável ao republicano que acabou de garantir mais uma indicação para a Suprema Corte, com a posse da juíza conservadora Amy Coney Barrett.
Montagem com os rostos de Donald Trump e Joe Biden
Jonathan Ernst e Kevin Lamarque/Reuters
Biden em território republicano
Nesta terça, Biden conta também com a ajuda do ex-presidente Barack Obama, que faz campanha na Flórida – o estado elegeu Trump nas eleições de 2016, com 29 delegados. Além disso, a equipe de Biden já vinha anunciando sua visita à Geórgia há semanas.
A incursão de Biden neste reduto republicano de longa data é um sinal do otimismo de sua equipe. Na segunda-feira, o democrata disse em entrevista coletiva que acredita ter "uma boa chance de levar a Geórgia" – e todos os seus 16 delegados.
Pesquisas mostram uma disputa acirrada ali, e uma vitória de Biden provavelmente seria um golpe duro nas perspectivas de Trump. O estado não apoia um democrata em uma eleição presidencial desde 1992.
Estados decisivos
Os "battleground states" são decisivos por causa do sistema eleitoral americano, que define o vencedor pelo Colégio Eleitoral, não pela maioria de votos.
Nesse sistema, cada estado tem um número de delegados e a votação estadual funciona no sistema apelidado de "o vencedor leva tudo": o candidato que ganha, independentemente da vantagem, leva os votos de todos os delegados do estado.
SAIBA MAIS: Como funciona a eleição presidencial dos EUA
O Colégio Eleitoral tem 538 delegados divididos pelos 50 estados e o distrito de Columbia (onde fica a capital, Washington). O pequeno Vermont, por exemplo, tem apenas três delegados, enquanto a Califórnia, o estado mais populoso, tem 55.
VÍDEOS: Eleições nos EUA 2020
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A região na América do Norte do tamanho do México em que não houve caso de coronavírus

Embora casos de Covid-19 continuem aumentando em várias partes do mundo, território no norte do Canadá que se fechou conseguiu permanecer livre do vírus. Duas crianças inuítes voltam da escola em Iqaluit
AFP via Getty Images
Os casos de Covid-19 estão aumentando em muitas partes do Canadá, mas Nunavut, um território ao norte, é o caso raro na América do Norte de um lugar que pode dizer que suas comunidades estão livres do coronavírus.
Em março, quando as fronteiras ao redor do mundo foram fechadas devido o aumento das infecções por coronavírus, as autoridades de Nunavut decidiram que não correriam riscos.
Eles impuseram alguns dos regulamentos de viagens mais rígidos do Canadá, impedindo a entrada de quase todos os não residentes.
Os residentes que voltam do sul para casa precisam primeiro passar duas semanas, às custas do governo de Nunavut, em "centros de isolamento", que são hotéis nas cidades de Winnipeg, Yellowknife, Ottawa ou Edmonton.
Guardas de segurança foram colocados em todos os hotéis e há enfermeiras que controlam a saúde de quem se isola.
Até o momento, pouco mais de 7 mil residentes de Nunavut (os nunavummiut) passaram algum tempo nesses centros como uma parada no caminho para casa.
Houve desafios: algumas pessoas foram flagradas violando o isolamento e precisaram permanecer por mais tempo.
Isso contribuiu para a formação de fila de espera para conseguir entrar em alguns centros. Também houve reclamações sobre a comida disponível para as pessoas confinadas.
Mas o fato é que, mesmo com as infecções por coronavírus se espalhando pelo Canadá e com o número de casos aumentando novamente, a contagem oficial de casos em Nunavut permanece zero.
Mãe Inuit com sua filha na Ilha Baffin, Nunavut
Getty Images via BBC
A decisão "bastante drástica" de introduzir essas medidas foi tomada devido à potencial vulnerabilidade da população à Covid-19 e aos desafios únicos da região ártica, explica o diretor de saúde pública de Nunavut, Michael Patterson.
Aproximadamente 36 mil pessoas vivem em Nunavut, delimitada pelo Oceano Ártico ao norte e pelos Territórios do Noroeste a oeste, em 25 comunidades espalhadas por seus dois milhões de quilômetros quadrados.
É a mesma área do México, ou o dobro da região Sudeste do Brasil.
Distâncias espantosas
As distâncias são "espantosas às vezes", diz Patterson.
O isolamento natural provavelmente é parte do motivo da falta de casos: essas comunidades só podem ser acessadas de avião durante todo o ano.
No final de setembro, houve um surto entre trabalhadores que voaram do sul para uma remota mina de ouro a 160 km do Círculo Polar Ártico. Esses casos são atualmente contados como infecções nas jurisdições de origem dos mineiros, mantendo a contagem oficial de casos de Nunavut em zero.
Esse surto "quase não tem chance" de ter se espalhado pela comunidade porque não há viagens entre a mina e qualquer uma das comunidades há meses, diz Patterson.
O isolamento natural de Nunavut é provavelmente parte da razão para a falta de casos
Getty Images via BBC
No entanto, embora o isolamento possa ajudar, também pode criar obstáculos.
A maioria das comunidades não tem capacidade de realizar testes de Covid-19 localmente, então as amostras precisam ser enviadas de avião.
Os resultados dos testes podem levar uma semana, o que significa que "você fica realmente atrasado no tempo que leva para identificar e dar uma resposta", diz Patterson.
Esforços estão em andamento para aumentar a capacidade de teste e os tempos de resposta para obter resultados no território.
Os recursos médicos também são limitados no norte.
O Hospital Geral Qikiqtani, na capital Iqaluit, tem 35 leitos de terapia intensiva e poderia tratar cerca de 20 pacientes com Covid-19, estima Patterson.
Em caso de surto, "entre as pessoas que precisam de tratamento, ou precisam de renda, muitas vão acabar tendo que ir para o sul e isso vai colocar mais um peso em nosso sistema de saúde".
Risco de infecções
Muitas comunidades inuítes, em Nunavut e em outros lugares, correm um risco muito maior.
Existem alguns fatores em jogo, incluindo condições de moradia inadequadas e inseguras e altas taxas de superlotação, uma realidade muito comum no território.
A alta prevalência de tuberculose é outra preocupação.
Os inuítes, que representam mais de 80% da população do território, são geralmente um grupo de alto risco para infecções respiratórias, incluindo tuberculose, diz o Inuit Tapiriit Kanatami, um grupo de defesa nacional inuíte.
Muitas comunidades inuítes, em Nunavut e em outros lugares, correm um risco muito maior de infecções
Getty Images via BBC
Devido a uma experiência na família com esta doença respiratória, Ian Kanayuk viu os perigos potenciais da Covid-19.
O estudante de 20 anos e sua mãe contraíram tuberculose há alguns anos. Ele passou nove meses sob medicação e sua mãe teve uma longa internação.
Ambos estão bem agora, mas "foi muito sério", diz o jovem.
Por isso, ele é favorável a medidas de distanciamento social, restrições a reuniões e regras de uso de máscaras que vêm sendo impostas em todo o território, apesar da inexistência de casos.
Patterson garante que as medidas ainda são necessárias porque "embora os centros de isolamento existam, eles não são perfeitos".
Existem também algumas exceções ao isolamento obrigatório fora do território, por exemplo, para certos trabalhadores essenciais.
No entanto, mesmo sem casos comunitários, a pandemia afetou o território de forma semelhante à forma como afetou as pessoas que vivem em todo o Canadá.
Kanayuk, como muitos estudantes universitários em outras partes do mundo, está desapontado por ter que estudar remotamente de sua casa em Iqaluit, e não em Ottawa, a capital nacional, onde ele planejava participar pessoalmente do Nunavut Sivuniksavut, um programa para jovens inuítes de todo o país.
"É de partir o coração não poder ir", diz ele. Os inuítes têm quase 300 vezes mais probabilidade de contrair tuberculose do que os canadenses não indígenas.
Mais de 80% dos residentes de Nunavut são inuítes
Getty Images via BBC
Há também o desafio adicional de que a baixa velocidade da internet no território afeta o aprendizado remoto.
A pandemia também colocou mais pressão em um sistema de correio que já estava pressionado, levando à frustração das longas filas para pegar entregas.
O correio de Iqaluit já era um dos mais movimentados do Canadá, com muitos residentes contando com a entrega gratuita da Amazon na cidade do Ártico.
Essa agência postal experimentou um aumento no número de pacotes durante a pandemia "além do que poderíamos ter previsto", disse em um comunicado o Canada Post, principal operador postal do país.
Desde que as medidas de restrição entraram em vigor em Nunavut em março, já houve algum relaxamento das regras.
Com algumas condições, os residentes de Nunavut agora podem viajar para os Territórios do Noroeste e retornar sem isolamento, assim como as pessoas que vão a Churchill, Manitoba, para tratamento médico.
Mas, como explica Patterson, é necessário que existam medidas para limitar o contágio quando o vírus chegar a Nunavut, pois ele não acredita que a região ficará livre da covid-19 para sempre.
"Não, não indefinidamente", diz ele. "Eu não teria apostado que ficaria assim por tanto tempo."
Algumas regiões do Canadá impuseram restrições às atividades internas
Getty Images via BBC
Como está o restante do Canadá?
Como um todo, o Canadá conseguiu conter o surto durante os meses de verão graças aos bloqueios impostos na primavera, até a chegada da reabertura.
Até a última semana de outubro, há mais de 10 mil mortes registradas e cerca de 222 mil casos.
Com o período mais frio do ano se aproximando, as infecções têm aumentado drasticamente em muitas partes do país, impulsionadas pelas províncias altamente populosas de Quebec e Ontário.
O número médio de pessoas internadas em hospitais a cada dia também está aumentando nos locais com mais casos, e as autoridades de saúde alertaram que, se houver um grande aumento, o sistema de saúde pode ficar sobrecarregado.
Além disso, as infecções começaram a reaparecer em lares de idosos e outros centros de cuidados.
Partes de Ontário e Quebec adotaram algumas medidas restritivas para tentar controlar as infecções, com a suspensão de eventos com refeições em ambientes fechados e fechamento de academias nos locais com mais casos, como Montreal e Toronto.
Outras partes do Canadá estão se saindo melhor.
As províncias na costa do Atlântico (as quatro províncias a leste de Quebec) conseguiram limitar a propagação de infecções e implementaram "bolhas de viagens", com liberdade de movimento para os residentes e ordens de isolamento de 14 dias para visitantes externos.
O país ainda está atrasado em termos de capacidade de teste e tem enfrentado longas filas e lentidão nas respostas aos resultados em algumas áreas, conforme as crianças voltavam à escola.
Cerca de 77 mil canadenses são testados diariamente, mas a meta é poder testar até 200 mil pessoas diariamente em todo o país.
VÍDEOS: Mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Source: A região na América do Norte do tamanho do México em que não houve caso de coronavírus

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Novo aeroporto de Berlim é inaugurado com oito anos de atraso

A inauguração do BER estava marcada para meados de 2012. Em vez disso, se realiza neste 31 de outubro, após incontáveis panes técnicas e políticas. Como tal desastre pôde ocorrer no país da eficiência e alta tecnologia? Imagem do novo aeroporto de Berlim em 31 de outubro de 2020
Tobias Schwarz/Reuters
Foram tantos erros na construção do Aeroporto Berlim-Brandembugo (BER), que é difícil dizer qual foi o maior. Só a inspeção realizada após a primeira inauguração cancelada, em junho de 2012, enumerou cerca de 120 mil defeitos.
Entre eles, alguns tão graves quanto um sistema anti-incêndio inoperante, milhares de portas automáticas sem ligação elétrica e tetos de estacionamento caindo. Milhares de quilômetros de cabos elétricos haviam sido enfiados em dutos estreitos demais, aparentemente ao acaso ou em combinações proibidas.
Arquitetos, engenheiros, técnicos e pedreiros precisaram de oito anos para consertar esse caos. "Se você abotoa errado o primeiro botão de um casaco e chega até em cima, não tem jeito: precisa desfazer todos os botões antes de poder começar a abotoar novamente", explicou, em 2014, Hartmut Mehdorn, que, por pouco tempo, foi diretor do aeroporto, mas logo desistiu.
Até a abertura, neste sábado (31), ao todo a data de inauguração oficial do BER teve que ser cancelada e adiada seis vezes. Os custos de construção saltaram dos 2,5 bilhões de euros iniciais para mais de 7 bilhões de euros – para um polo de aviação que funcionará abaixo de sua capacidade durante a pandemia de covid-19, mas que previsivelmente logo será pequeno demais. Assim, a sociedade do aeroporto já planeja para 2030 mais uma expansão, com custos calculados em 2,3 bilhões de euros.
Como pode ter dado tão errado assim um megaprojeto na Alemanha, país da alta tecnologia? Três comissões parlamentares de inquérito quebraram a cabeça para tentar responder. Após revirar arquivos sem fim e interrogar centenas de testemunhas, apresentaram um relatório de milhares de páginas, concluindo que o que levou ao desastre foi incompetência em todos os níveis. Mas acima de tudo, falta de expertise e má avaliação por parte da liderança política.
Estado entra de empreiteiro
A ideia de um polo de aviação na região Berlim-Brandemburgo nasceu logo após a reunificação da Alemanha. Cinco anos para planejar, cinco para construir, inauguração durante os Jogos Olímpicos do ano 2000 na capital alemã: essa era a equação proposta na época pelo governo federal e dos dois estados envolvidos.
Como se sabe, os planos olímpicos deram em nada. Além disso, os políticos brigaram até 1996 sobre onde, exatamente, o aeroporto seria erguido. O que não impediu a sociedade estatal do BER de comprar, profilaticamente, terrenos, no valor de 350 milhões em várias partes de Brandemburgo – que acabou não sendo escolhido como local.
Mais sete anos anos se passaram na inútil busca de investidores privados para projetar, construir e operar o aeroporto: devido aos elevados riscos financeiros, nenhuma companhia queria aceitar o negócio sem que houvesse garantias estatais. Em 2003 o projeto estava praticamente cancelado. Mas isso os políticos, e acima de tudo o então prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, não queriam permitir, de forma alguma: e o Estado entrou como empreiteiro.
"Vamos provar que três proprietários públicos são capazes de realizar um projeto assim", anunciou, grandiloquente, Wowereit no início das obras, em 2006. Na época, aliás, o projeto ainda se chamava BBI. Só três anos mais tarde a sociedade responsável se deu conta que a International Air Transport Association (Iata) já designara o código BBI ao aeroporto de Bhubaneswar, Índia.
Essa é apenas uma pequena nota de pé de página, que combina com algo que um veterano do conselho de supervisão declarou um 2017 à revista "Der Spiegel": competência é algo que nunca transitou pelos corredores da sociedade do aeroporto.
"Caixa preta BER"
Quando começaram as obras, havia, de fato, plantas e projetos prontos. Porém os contratadores não cessavam de vir com novos desejos e ideias para os arquitetos e engenheiros realizarem em meio aos trabalhos em curso: mezaninos adicionais, pontes para passageiros, áreas de comércio e zonas de alimentação. Como os regulamentos de segurança da União Europeia mudaram, as saídas de incêndio tiveram que ser totalmente redimensionadas.
Isso tudo não ficou sem consequências. Em retrospectiva, constatou-se que já em 2009 as obras estavam atrás do cronograma e indo em má direção. No ano seguinte, o escritório de engenharia encarregado da atualização técnica do prédio abriu falência. A inauguração, programada para 2011, foi adiada, embora em apenas oito meses.
Em seu livro "Blackbox BER", o arquiteto Meinhard von Gerkan revelaria mais tarde que as datas de inauguração eram definidas "de acordo com o calendário político, em geral com prazos abreviados ou calculados de forma apertada, e contrariando os protestos da gestão de obras".
Em retrospecto, Von Gerkan faz acusações graves: a sociedade do aeroporto tentou repetidamente ocultar as dificuldades do conselho de supervisão encabeçado pelo prefeito Wowereit. Entre dezembro de 2011 e março de 2012, relatórios de obras chegaram a ser manipulados.
"Nossas setas de advertência vermelhas indicando que os prazos não poderiam ser cumpridos foram mudadas em sinais amarelos, sinalisando que o prazo era factível, embora só a custas de esforços extras", acusa Blackbox BER.
Incompetência e desonestidade premiadas
Por sua vez, os políticos estavam ansiosos por acreditar nessa versão otimista dos fatos. Quando havia visitas às obras, os operários tinham que construir às pressas paredes de gesso, para que ninguém visse o que ocorria de fato no futuro BER.
Quatro semanas antes da inauguração planejada, ficou impossível continuar maquiando as falhas. Como o sistema anti-incêndio e, sobretudo, o sistema de aspersão não funcionavam, em maio de 2012 foi negada a licença para operar.
A política reagiu ao fiasco com acusações e demissões em massa. Também a agência de consultoria e o arquiteto Von Gerkan foram afastados – um grave erro, como se reconheceria mais tarde. Pois o problema não era só que os contratados para terminar a empreitada muitas vezes procuravam em vão pela documentação das obras – em 2014 encontraram-se num aterro sanitário pilhas de fichários: faltavam-lhes também informações sobre o que fora mal construído até então.
Ninguém foi punido por todo esse absurdo. Os políticos responsáveis há muito deixaram o cargo. Ao se despedir da prefeitura da capital, em 2014, Klaus Wowereit declarou que o BER "foi uma derrota amarga, e é até hoje".
A direção do projeto tampouco teve que responder pelo desastre. Pelo contrário: um dos dois diretores da sociedade do aeroporto, despedidos em 2012, conseguiu posteriormente uma indenização de 1,4 milhão de euros por honorários não recebidos.

Source: Novo aeroporto de Berlim é inaugurado com oito anos de atraso

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Trump fará campanha em cinco estados diferentes em um dia; Biden visita a Pensilvânia

No último domingo antes das eleições, nos EUA, os dois candidatos à presidência fazem campanha nos estados decisivos, que podem ser cruciais na decisão. Joe Biden e Donald Trump no último fim de semana antes das eleições nos EUA
Reuters
A dois dias da votação, o presidente americano, Donald Trump, fará eventos de campanha em cinco estados cruciais para as eleições neste domingo (1). Joe Biden, o rival democrata, concentrará seus esforços na Pensilvânia.
Eleições nos EUA 2020: entenda a influência dos protestos antirracistas na corrida presidencial
Na reta final da campanha, Obama se une a Joe Biden pela primeira vez, e Trump se concentra na Pensilvânia
No sábado, ele fez eventos na Pensilvânia, um estado que foi fundamental para sua vitória em 2016. Na ocasião, ele teve uma pequena vantagem sobre a democrata Hillary Clinton.
A primeira-dama, Melania Trump, fez campanha em Wisconsin e o vice-presidente, Mike Pence, passou pela Carolina do Norte, onde as pesquisas apontam uma disputa acirrada entre os dois candidatos.
Obama em um drive-in
O ex-presidente Barack Obama fez campanha pelo seu antigo vice, Joe Biden, no sábado. Ele falou com eleitores do democrata reunidos em drive-ins no estado do Michigan, que também é muito importante para as eleições de terça-feira.
Joe Biden e Barack Obama se unem em comícios em Michigan
"Tudo está em jogo na terça-feira", disse Obama, que usou uma máscara com a palavra "vote" e criticou a gestão da pandemia por parte de Trump.
Pandemia discutida nas eleições
Diante de seus seguidores, muitos deles sem máscara, o presidente continua minimizando a dimensão da Covid-19, mesmo depois de ter contraído a doença.
O número de infectados continua aumentando no país, com 77 mil. novos casos nas últimas 24 horas. Na sexta, houve o recorde nacional de novos casos, com 94 mil ocorrências, segundo o balanço da Universidade Johns Hopkins. Os EUA são o país mais afetado pela pandemia tanto em número absoluto de mortos (230 mil) como de casos (9,1 milhões).
Segundo as estimativas de economistas da Universidade de Stanford publicadas na quinta-feira, 18 comícios de campanha de Trump provocaram mais de 30 mil casos de coronavírus e mais de 700 mortes, mas não necessariamente entre os participantes.
Voto da população negra
Biden respeita as medidas de precaução. A equipe de campanha do presidente, que divulga boatos sobre o estado físico e mental do democrata, acusa o candidato do Partido Democrata de "esconder-se no porão".
Em uma espécie de resposta às acusações, Biden subiu ao palanque com uma corrida. "É hora de Donald Trump fazer as malas e voltar para casa", disse aos simpatizantes.
Em Michigan, os democratas esperam obter uma participação maior dos afro-americanos que em 2016. Há quatro anos, seu pequeno índice de comparecimento às urnas foi crucial para a vitória de Trump, que triunfou no estado por menos de 11 mil votos de vantagem.
Depois de um evento em Flint, Biden e Obama seguiram para Detroit, o coração histórico da indústria automobilística americana e, entre as cidades grandes, uma das mais pobres do país, onde quase 80% da população é afro-americana.
O ex-vice-presidente lidera as pesquisas mais recentes no estado por sete pontos de vantagem.
Sua companheira de chapa, Kamala Harris, visitou a Flórida no sábado para estimular os eleitores a votar de forma antecipada.

Source: Trump fará campanha em cinco estados diferentes em um dia; Biden visita a Pensilvânia

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Cresce número de roubo de parafernália nazista na Europa

Depois de uma série de roubos na Holanda, uniformes nazistas foram levados de um museu na Dinamarca. O que poderia estar por trás dessa tendência crescente? Nos últimos anos, o mundo tem observado um aumento no número de roubos e falsificações de parafernália nazista. Agora, os olhos se voltam para a Holanda e a Dinamarca, onde uma série de casos recentes provocou alerta.
Em agosto de 2020, seis pessoas invadiram o Eyewitness Museum na cidade de Beek, no sul da Holanda, roubando objetos nazistas e causando danos no valor de cerca de 1,5 milhão de euros (R$ 9,5 milhões). O ato levou seis minutos.
Um roubo semelhante ocorreu em outubro no Museu da Guerra em Ossendrecht, perto da fronteira da Holanda com a Bélgica, onde ladrões roubaram vários manequins da exposição que trajavam uniformes e armas históricos. Os danos, neste caso, são calculados em cerca de 1 milhão de euros (R$ 6,3 milhões).
Prevenção de futuros roubos
Frans van Venrooij, diretor de outro museu de guerra localizado na vila holandesa de Loon op Zand, decidiu não ficar simplesmente parado esperando que seu museu fosse o próximo: alguns de seus objetos mais valiosos, como talheres usados por Adolf Hitler e Heinrich Himmler, bem como vários uniformes da SS e da Juventude Hitlerista, foram colocados em locais seguros. Ele também fortificou a porta de entrada do museu com recursos especiais de segurança.
Enquanto isso, seus colegas do Museu da Guerra em Overloon devolveram empréstimos valiosos do Instituto Holandês de Documentação de Guerra como medida de precaução – incluindo um dos chamados livros de mortes do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau.
Todos ficaram surpresos quando o próximo assalto dessa natureza não aconteceu em nenhum lugar da Holanda: na noite de 3 de novembro de 2020, foram roubadas 20 peças do Museu Alemão de Nordschleswig em Sønderborg, na Dinamarca.
Um comunicado de imprensa do museu disse que os ladrões visaram claramente "objetos que lançam luz sobre o passado nazista da minoria alemã da região. Eles visaram sobretudo vários uniformes. Tais uniformes são tidos como troféus cobiçados e valiosos em certos círculos de colecionadores, o que poderia ser um possível motivo para o assalto."
Cresce interesse em parafernália nazista
Ainda não está claro se há uma ligação entre os recentes roubos na Holanda e na Dinamarca. Mas uma coisa é certa: objetos devocionais nazistas estão em alta hoje em dia.
A plataforma de mercado de artes online artnet relatou que, devido à demanda crescente, falsificações de itens nazistas também têm se tornado cada vez mais comuns. Um leiloeiro contou à artnet que réplicas e falsificações estavam sendo fabricadas em grande escala em lugares tão distintos como Bulgária, Polônia, Ucrânia e até mesmo o Paquistão com tal precisão que até mesmo especialistas podiam ser inicialmente enganados.
Um dos exemplos mais notáveis foi observado durante os preparativos para uma exposição sobre o Holocausto em Buenos Aires, onde se descobriu que a maioria dos objetos não eram originais.
Entre os itens de colecionadores mais procurados da era nazista estão uniformes, capacetes, ordens militares de mérito, adagas, bem como itens pessoais pertencentes a oficiais de alto escalão ou membros nazistas. Tais objetos são capazes de obter preços elevados em leilões.
A atração do mal
Especialistas observaram um aumento no interesse por objetos da era nazista na última década. Arnd Bauerkämper, professor de história dos séculos 19 e 20 na Universidade Livre de Berlim e especialista em história nazista, é um deles.
Na opinião do historiador, há três tipos diferentes de motivação em jogo: um certo fascínio pelo nazismo, uma abordagem cada vez mais distanciada e lúdica das questões nazistas e o aspecto comercial.
"Esses são os motivos demonstrados pelas pessoas que cometem tais atos. Mas também é preciso olhar para o outro lado: quem cria a demanda por esses itens? É aqui que encontramos um grupo de pessoas que exibem tendências extremistas de direita. Ao mesmo tempo, também encontramos algumas pessoas que não têm motivação política, mas são fascinadas pelo nazismo", diz Baukämper, acrescentando que tal fascínio e fetichização da época só é possível quando se cria um grande distanciamento entre o presente e os eventos do passado.
Crescente fetichização?
E é esse intervalo de tempo crescente entre o agora e a era nazista, com a morte das últimas testemunhas oculares vivas, que preocupa Baukämper: "Esse distanciamento histórico desempenha um grande papel; basta pensar na fantasia do príncipe Harry como [o general nazista] Rommel. Havia algo divertidamente inofensivo nisso", disse o pesquisador, referindo-se à gafe de 2005 quando Harry, um dos sucessores britânicos ao trono – então com 20 anos – vestiu um uniforme nazista. Mais tarde, ele se desculpou pelo ato.
No entanto, também existem aqueles que compram objetos devocionais nazistas para tirá-los de circulação, a fim de que não caiam em mãos erradas. Em 2019, por exemplo, o empresário libanês Abdallah Chatila comprou pertences pessoais da propriedade de Adolf Hitler para doá-los ao memorial do Holocausto israelense central, Yad Vashem.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos sete dias

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