Na primeira visita oficial ao Brasil, chanceler argentino pede ajuda para renegociar dívida com FMI

Iniciado por noticias, 14,Fevereiro, 2020, 09:03:49 am

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Na primeira visita oficial ao Brasil, chanceler argentino pede ajuda para renegociar dívida com FMI


   Argentina deve cerca de U$S 44 bilhões ao Fundo Monetário Internacional. Felipe Solá visitou Brasil pela primeira vez desde a posse do peronista Alberto Fernandéz. O chanceler argentino, Felipe Solá, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo
Luiz Felipe Barbiéri / G1
O ministro de Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto da Argentina, Felipe Solá, pediu nesta quarta-feira (12), na primeira visita oficial ao Brasil, a ajuda do governo brasileiro na renegociação da dívida do país junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
A Argentina está conversando com os detentores de títulos e outros credores para reestruturar cerca de US$ 100 bilhões em dívida, entre outros, com o FMI, ao qual deve cerca de US$ 44 bilhões.
"Pedimos aos nossos irmãos brasileiros que nos apoiem como puderem junto ao FMI", disse o chanceler argentino. Ele disse que também fez um "périplo" junto com o presidente Alberto Fernández para tentar obter apoio de países europeus.
Fernández estabeleceu o prazo de 31 de março para renegociar a dívida pública galopante da Argentina. Segundo ele, um Fundo Monetário Internacional mais "inovador" aprova a direção que o governo argentino está adotando.
O chanceler Felipe Solá participou de uma reunião no Palácio do Itamaraty, em Brasília, com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. À tarde, esteve no Palácio do Planalto, onde foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro.
No encontro com Araújo, segundo o Itamaraty, discutiram temas da agenda bilateral e regional, além de questões internas do Mercosul e dos relacionamentos externos do bloco.
Solá disse entender que o fortalecimento do Mercosul não é um retrocesso e afirmou que a Argentina não será uma barreira a acordos do bloco com outros países.
"Entendemos que, como estratégia, o Mercosul, para crescer, deve celebrar acordos de comércio com outros países", declarou.
"Encaramos com mentalidade aberta a perspectiva destes acordos e esperamos não ser nenhuma barreira", afirmou o ministro argentino.
Encontro com Bolsonaro
O chanceler argentino, Felipe Solá, afirmou que Bolsonaro sugeriu a possibilidade de uma reunião com o presidente Alberto Fernández no Uruguai, em 1º de março, em razão da posse de Luis Lacalle Pou como presidente do Uruguai.
 "Falamos sobre o futuro, falamos sobre a possibilidade de se encontrem em 1º de março no Uruguai o presidente Alberto Fernández com o presidente Jair Bolsonaro. No Uruguai, por razão da posse do presidente constitucional do Uruguai", disse Solá.
 Questionado sobre quem propôs a reunião, o chanceler argentino disse se tratar de uma proposta feita por Bolsonaro.
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Após a reunião no Itamaraty, Solá seguiu para um audiência com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.
Na saída do encontro, o chanceler afirmou em entrevista que existe a possibilidade de uma reunião entre Bolsonaro e Fernández em 1º de março no Uruguai, em razão da posse de Luis Lacalle Pou como presidente do país.
"Falamos sobre o futuro, falamos sobre a possibilidade de que se encontrem em 1º de março no Uruguai o presidente Alberto Fernández com o presidente Jair Bolsonaro. No Uruguai por razão da posse do presidente constitucional do Uruguai", disse Solá.
 O ministro argentino disse que a sugestão de uma reunião em Montevidéu partiu de Bolsonaro, o que lhe surpreendeu. Ele ainda disse que Bolsonaro enviou um "abraço" para Fernández.
Solá lembrou que em 1º de março ocorrerá a sessão de abertura dos trabalhos do Congresso argentino. Assim, Fernández deverá fazer o "possível" para participar da abertura e seguir até Montevidéu para posse de Lacalle Pou.
Solá disse que está aberto o convite para que o presidente do Brasil visita Buenos Aires e que a agenda no Uruguai seria uma passo "intermediário".
O chanceler reforçou que pediu apoio a Bolsonaro sobre o ajuda do FMI ao seu país. Segundo o chanceler, o presidente analisará com sua equipe a questão.

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