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Última mensagem por noticias - 20, Maio, 2026, 00:02
Suíça vai divulgar arquivos secretos sobre Mengele, o 'Anjo da Morte' nazista que morreu no Brasil

        Família despreza restos mortais do 'Anjo da Morte' nazista, Josef Mengele
O Serviço Federal de Inteligência da Suíça disse que vai tornar públicos os arquivos secretos sobre o criminoso de guerra nazista Josef Mengele, que fugiu da Europa após a Segunda Guerra Mundial e morreu no Brasil em 1979.
Durante anos, havia rumores de que ele teria passado algum tempo na Suíça, embora houvesse um mandado internacional pedindo a sua prisão.
Historiadores têm solicitado repetidamente acesso aos arquivos, mas até agora as autoridades suíças se recusaram a conceder o acesso.
Mengele era médico e serviu na Waffen-SS, um ramo da organização paramilitar nazista SS. Ele foi destacado para o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia ocupada pelos nazistas, onde selecionava aqueles que seriam enviados às câmaras de gás – estima-se que 1,1 milhão de pessoas morreram, incluindo cerca de um milhão de judeus.
Conhecido como o Anjo da Morte, ele também selecionava prisioneiros, principalmente crianças e gêmeos, para experimentos médicos sádicos, antes de mandá-los também para a morte.
O médico nazista da SS Josef Mengele enviou cerca de 400.000 pessoas, a maioria delas judias, para a morte
CRÉDITO, ULLSTEIN BILD / GETTY/BBC
Após a guerra, Mengele, como muitos nazistas de alto escalão, rapidamente mudou tanto seu uniforme quanto seu nome.
Com uma identidade falsa, ele obteve documentos de viagem da Cruz Vermelha no consulado suíço em Gênova, no norte da Itália, e os utilizou para fugir para a América do Sul.
A Cruz Vermelha tinha como intenção fornecer documentos a milhares de pessoas em toda a Europa que haviam sido deslocadas ou tornadas apátridas pela guerra, mas os nazistas que tentavam escapar da Justiça também conseguiram adquiri-los, algo pelo qual a Cruz Vermelha posteriormente se desculpou.
Então, qual é a conexão de Mengele com a Suíça?
Embora tenha fugido da Europa em 1949, Mengele passou férias esquiando nos Alpes suíços com seu filho Rolf em 1956. Essa informação é conhecida desde a década de 1980.
Oficialmente, depois disso, ele passou o resto de sua vida na América do Sul.
Mas a historiadora suíça Regula Bochsler sempre se perguntou se Mengele retornou  à Europa depois que um mandado internacional de prisão foi emitido em 1959.
Bochsler, ao pesquisar o possível papel da Suíça como país de trânsito para os nazistas em fuga, descobriu que, em junho de 1961, o serviço de inteligência austríaco alertou os suíços de que Mengele estava viajando com um nome falso e poderia estar em território suíço.
Além disso, a esposa de Mengele havia alugado um apartamento em Zurique e solicitado residência permanente.
"Parece haver evidências de que Mengele estava planejando uma viagem à Europa em 1959", disse a historiadora à BBC. "Por que a Sra. Mengele alugou um apartamento em Zurique?"
O apartamento ficava em um subúrbio modesto, e a família Mengele tinha recursos para algo muito mais sofisticado. Mas ficava perto do aeroporto internacional.
Bochsler conseguiu consultar arquivos da polícia de Zurique que comprovam que, em 1961, o apartamento foi colocado sob vigilância; a polícia chegou a registrar a Sra. Mengele dirigindo seu Volkswagen, acompanhada por um homem não identificado.
Mengele é visto aqui com uma mulher não identificada na década de 1970 no Brasil, onde viveu por décadas
CRÉDITO, ROBERT NICKELSBERG / GETTY IMAGES/BBC
Seria o seu marido?
A prisão de um criminoso de guerra procurado, como Mengele era em 1961, teria envolvido a polícia federal suíça. Em 2019, Bochsler solicitou ao Arquivo Federal Suíço acesso aos seus arquivos.
O pedido foi negado. Os arquivos estavam lacrados até 2071 por razões de segurança nacional e para a proteção da família ampliada.
Bochsler não foi a primeira nem a última a ter o acesso recusado. Em 2025, o historiador Gérard Wettstein tentou novamente. Ele também teve o pedido negado.
"É ridículo", disse ele à BBC. "Enquanto estiverem fechados até 2071, isso alimenta teorias da conspiração; todos dizem 'eles devem estar escondendo alguma coisa'."
Wettstein contestou a decisão levando as autoridades suíças aos tribunais, um processo caro para o qual buscou financiamento coletivo. "Arrecadamos 18 mil francos suíços (cerca de R$ 100 mil) em apenas alguns dias."
E foi então que o Serviço Federal de Inteligência da Suíça finalmente mudou de posição. Em um comunicado neste mês, que sugere que a transparência total ainda pode levar algum tempo, afirmou: "O solicitante terá acesso ao arquivo, sujeito a condições e requisitos ainda a serem definidos."
Nem todo mundo tem certeza de que os arquivos revelarão muito sobre o próprio Mengele.
Sacha Zala, presidente da Sociedade Suíça de História, tem "certeza absoluta de que não há nada relevante sobre Mengele", mas acha que pode haver referências a um serviço de inteligência estrangeiro ou a informantes estrangeiros.
No final da década de 1950, o Mossad de Israel trabalhou ativamente para rastrear criminosos de guerra nazistas fugitivos, e Zala suspeita que eles possam ter entrado em contato com os suíços. Isso daria às autoridades suíças motivos para manter os arquivos selados, já que informações confidenciais relacionadas a agências de inteligência estrangeiras costumam ser omitidas.
Mas será que uma simples menção ao Mossad, relacionada à sua conhecida perseguição a nazistas há 70 anos, realmente é algo tão sensível?
"Isso mostra a estupidez do processo de desclassificação de documentos sem conhecimento histórico", acredita Zala. "Dessa forma, o governo alimentou teorias da conspiração."
Outros historiadores, como Jakob Tanner, dizem que o sigilo sobre os arquivos revela mais sobre a Suíça do que sobre Mengele. "É um conflito entre segurança nacional e transparência histórica, e a primeira geralmente prevalece na Suíça."
Tanner integrou a Comissão Bergier na década de 1990, que examinou as relações da Suíça neutra com a Alemanha nazista, em particular o papel dos bancos suíços.
Ele está muito familiarizado com a sensibilidade da Suíça, e com o sentimento de vergonha, em relação ao seu papel na Segunda Guerra Mundial, quando refugiados judeus foram rejeitados na fronteira, enquanto bancos suíços mantinham o dinheiro de famílias judaicas que mais tarde morreram em campos de concentração nazistas. "É um problema para um Estado democrático que esses arquivos ainda estejam fechados", argumenta Tanner.
Ainda assim, ele considera plausível que Mengele estivesse na Suíça em 1961.
Mengele (centro) em 1944 com o comandante de Auschwitz Richard Baer (esquerda) e o ex-comandante Rudolf Höss (direita)
CRÉDITO, UNIVERSAL HISTORY ARCHIVE/BBC
O criminoso de guerra nazista procurado Adolf Eichmann havia sido preso pelo Mossad na Argentina em 1960, e há evidências de que outros nazistas que fugiram para a América do Sul acreditavam que também corriam risco no continente, e que a Europa, onde amigos e parentes permaneciam, poderia ser mais segura.
Tanner observa que Walter Rauff, outro criminoso de guerra nazista procurado que fugiu para o Chile, passou um tempo na Alemanha em 1960.
Um historiador integrante da Comissão Bergier teve permissão, brevemente, para examinar parte dos arquivos de Mengele em 1999 e concluiu que era impossível provar ou refutar sua presença em território suíço. Mas isso representava apenas algumas linhas em um relatório de 24 volumes sobre toda a guerra. Os arquivos foram novamente lacrados; o historiador morreu há sete anos.
Por ora, nenhuma data para a divulgação dos arquivos foi definida, e a declaração do Serviço Federal de Inteligência sobre "condições e requisitos" soa preocupante para Wettstein. "Temo que receberemos um arquivo mais preto do que transparente", diz ele.
Bochsler também teme que os arquivos sejam fortemente censurados. "Não confio nem um pouco [nas autoridades]. Temo que se pareça com os arquivos de Epstein. Por que esses arquivos de Mengele ficaram fechados por tanto tempo?"
Mengele tem sido objeto de mistério, boato e conspiração por décadas.
Ele nunca foi preso, muito menos condenado por seus crimes terríveis. Quando morreu no Brasil em 1979, ele foi enterrado sob um nome falso.
Mas os rumores continuaram circulando. Em 1985, seu corpo foi exumado e, finalmente, em 1992, testes de DNA confirmaram que o corpo era dele. O terrível médico de Auschwitz estava morto.
Mas ele já esteve na Suíça? Os suíços simplesmente não perceberam?
Eles teriam fechado seus olhos a uma presença potencialmente embaraçosa para evitar a atenção indesejada que uma prisão teria causado? Ou, como acontece com muito que envolve Mengele, tudo não passa de um boato?
"Talvez nunca cheguemos à verdade real", diz Wettstein. "Nunca saberemos se ele esteve aqui ou não... mas talvez possamos ter pelo menos uma ideia mais clara."
Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).    

Source: Suíça vai divulgar arquivos secretos sobre Mengele, o 'Anjo da Morte' nazista que morreu no Brasil

#62
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Última mensagem por noticias - 19, Maio, 2026, 00:00
Posição estratégica, venda de armas e chips: Por que Taiwan é tão importante para EUA e China

        Por que Taiwan é tão importante na disputa de poder entre EUA e China
Começou ontem (13) e deve ir até  sexta-feira (15) a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim. Entre os assuntos discutidos, uma pequena ilha deve ser uma das principais pautas entre as duas potências: Taiwan.
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Localizada ao sul da China, a ilha um dos territórios mais sensíveis do atual cenário geopolítico mundial — e um dos mais estratégicos para potências mundiais.
A China considera Taiwan uma província "rebelde" e afirma que a ilha faz parte de seu território. Já os Estados Unidos, embora não reconheçam formalmente a independência taiwanesa, atuam para preservar a autonomia da região.
Trump afirmou nesta segunda-feira (11) que pretende discutir com Xi Jinping a venda de armas americanas para a ilha, tema que irrita Pequim há anos. Segundo ele, "Taiwan sempre aparece durante as conversas com a China".
A seguir, entenda por que Taiwan é tão importante para China e EUA.
➡️​Localização estratégica e disputa histórica
Taiwan
g1/Alberto Correa
Taiwan fica em uma posição considerada estratégica no centro das rotas marítimas e militares da Ásia.
"Para os Estados Unidos, Taiwan funciona como um pilar estratégico para conter a expansão militar chinesa na região do Indo-Pacífico e preservar o equilíbrio regional construído pelos EUA desde a Segunda Guerra Mundial", explica o professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin.
Segundo ele, a ilha ocupa uma posição decisiva na chamada "primeira cadeia de ilhas", um arco estratégico que vai do Japão até as Filipinas e limita o acesso da marinha chinesa ao Oceano Pacífico.
"Se a China controlasse Taiwan, teria maior facilidade para projetar poder naval e aéreo sobre rotas marítimas fundamentais", afirma.
A ilha tem cerca de 23 milhões de habitantes e funciona, na prática, como um Estado independente: possui Constituição própria, governo eleito democraticamente, Forças Armadas e passaportes próprios.
Apesar disso, é reconhecida oficialmente como país por apenas 12 nações. O Brasil e os EUA, por exemplo, não fazem parte desse grupo.
Nas últimas décadas, China e Taiwan mantiveram uma espécie de equilíbrio: Pequim evitava uma invasão direta, enquanto Taipei não declarava independência formal.
Mas a tensão aumentou nos últimos anos, especialmente sob o governo Xi Jinping e após a posse de Lai Ching-te, em 2024. Desde então, a China ampliou exercícios militares ao redor da ilha e intensificou a pressão diplomática para isolar Taiwan.
➡️ Coração da fabricação de chips
Para além da localização, Taiwan também ocupa um papel central na economia mundial por causa da fabricação de semicondutores, os chamados chips.
Eles são usados em celulares, computadores, carros, aviões, cartões bancários, eletrodomésticos e sistemas de inteligência artificial.
Embora os EUA abriguem gigantes da tecnologia como Apple, Amazon e Microsoft, a maior parte dos chips mais avançados do planeta é fabricada em Taiwan.
A ilha produz cerca de 90% dos semicondutores mais sofisticados do mundo, segundo o The New York Times. Por isso, uma eventual interrupção da produção teria impacto global.
"Se aquela ilha for bloqueada e essa capacidade for destruída, será um apocalipse econômico", afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, de acordo com o jornal norte-americano.
Fábrica de chips da TSMC, a maior produtora do mundo no setor, sediada em Taiwan
Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., Ltd.
Taiwan investiu no ramo a partir dos anos 70, deixando de ser uma região conhecida pela produção agrícola e se transformando no centro de exportação dos chips mais avançados do mundo.
A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), maior fabricante de chips do mundo, fica na ilha. A empresa fornece componentes para gigantes como Apple e Nvidia, responsável por chips usados em sistemas de inteligência artificial.
O domínio taiwanês se tornou ainda mais estratégico em meio à corrida global pela liderança em inteligência artificial.
"A China vem se aproximando da vanguarda tecnológica, e isso gera preocupação nos Estados Unidos, que ainda dependem do know-how de Taiwan", afirma Brustolin.
Por isso, Taiwan se tornou não apenas um ponto de disputa territorial, mas também uma peça-chave na corrida tecnológica e militar entre China e Estados Unidos.
➡️​ Venda de armas e apoio militar dos EUA
Taiwan testa sistema de lançamento de mísseis fornecido pelos EUA
REUTERS / AGÊNCIA DE NOTÍCIAS MILITAR DE TAIWAN
Embora não mantenham relações diplomáticas formais com Taiwan, os EUA são o principal aliado internacional da ilha e seu maior fornecedor de armas.
A relação é baseada na chamada Lei de Relações com Taiwan, aprovada pelo Congresso dos EUA em 1979. A legislação regula a relação não oficial entre EUA e a ilha e permite que Washington forneça equipamentos "defensivos" para garantir a segurança da ilha.
Ao mesmo tempo, os EUA reconhecem oficialmente a política de "Uma Só China", segundo a qual Pequim é o único governo chinês legítimo.
Isso criou uma situação chamada de "ambiguidade estratégica": Washington não afirma claramente se defenderia Taiwan em caso de invasão chinesa, mas também não descarta essa possibilidade.
"Existe uma ambiguidade dos Estados Unidos em relação a Taiwan. Ao mesmo tempo em que reconhecem a soberania chinesa, os EUA se reservam o direito de fornecer armas para Taiwan e até defender a ilha", explica Brustolin.
Nos últimos anos, porém, o apoio militar americano aumentou. No primeiro governo Trump, os EUA venderam mais de US$ 18 bilhões em armamentos para Taiwan, segundo centro de pesquisas norte-americano o Council on Foreign Relations.
Em dezembro de 2025, Taiwan aprovou um pacote de US$ 11,1 bilhões para a compra de armas dos EUA, incluindo sistemas de foguetes Himars, mísseis antitanque Javelin, drones e peças militares.
A China reagiu imediatamente e realizou novos exercícios militares ao redor da ilha. Em outras ocasiões, Pequim já afirmou que as manobras servem como "aviso aos separatistas".
China mobiliza quantidade recorde de navios de guerra e deixa Japão e Taiwan em alerta
Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30).
Reuters/Evelyn Hockstein    

Source: Posição estratégica, venda de armas e chips: Por que Taiwan é tão importante para EUA e China

#63
CIÊNCIA e RELIGIÃO / Re: Deixe-me ir... Quero rir p...
Última mensagem por marcosbr - 17, Maio, 2026, 22:40
A musica do grande Cartola diz tudo. O pobre vive uma "ilusão" de um lugar paradisíaco.
Sabe onde ele alcança?
Somente na morte o pobre tem sossego.
 DEIXE-ME IR...

https://youtube.com/shorts/RlXBFfEDDuw?si=Hsv-foiZWGKwAUbe
#64
CIÊNCIA e RELIGIÃO / Deixe-me ir... Quero rir pra n...
Última mensagem por marcosbr - 17, Maio, 2026, 22:30
 O brasileiro esta sendo dominado por uma classe politica defendida por "pastores" safados e comprometidos em ganhar dinheiro dos pobres. O pior de tudo é que as pessoas se fazem de cegas mas não são. A maioria busca justificativa para as merdas que fazem.
 Jesus conhece o coração e as obras de cada um.
 Só existe um que pode te perdoar. JESUS!
 E neste agente pode confiar!
#65
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Última mensagem por noticias - 17, Maio, 2026, 17:30
O abuso sexual como arma no conflito entre Israel e Hamas

        Dois novos relatórios detalharam uma série de denúncias de abuso sexual no conflito entre Israel e o Hamas
Gareth Fuller/empics/picture alliance
Mesmo em meio ao turbilhão de opiniões, há pouca dúvida de que a guerra em Gaza desencadeou uma crise humanitária.
Além da fome, morte e destruição, dois relatórios divulgados esta semana lançam luz sobre a dimensão de alegados abusos sexuais ocorridos em 7 de outubro de 2023 e depois, envolvendo os dois lados do conflito.
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Do lado israelense, uma investigação de dois anos conduzida pela Comissão Civil de Israel, que se apresenta como um grupo independente não governamental, concluiu que o grupo terrorista Hamas "utilizou violência sexual e baseada em gênero (SGBV, na sigla em inglês) de forma deliberada e sistemática como parte inerente de uma estratégia mais ampla do ataque, visando principalmente mulheres e reféns, enquanto menores também foram submetidos a formas graves desse tipo de violência e abuso".
Do lado palestino, testemunhas relataram ao jornal The New York Times, dos EUA, que sofreram violência sexual por agentes de segurança israelenses. As testemunhas, segundo o jornal, "relataram um padrão de violência sexual generalizada cometida por soldados, colonos, interrogadores da agência de segurança Shin Bet e, sobretudo, por guardas prisionais de Israel contra homens, mulheres e até crianças" palestinas.
Comandante de Israel afirma que 70 mil palestinos foram mortos durante a guerra em Gaza
Retrato gigante de menina morta na guerra de Gaza é estendido em praia de Barcelona
Abuso nos ataques de 7 de outubro de 2023
A Comissão Civil em Israel afirma ter analisado milhares de fotos e vídeos e entrevistado centenas de testemunhas dos ataques de 7 de outubro.
Segundo o relatório, abusos foram cometidos no Festival de Música Super Nova, assim como em bases militares e, em alguns casos, na frente de familiares.
Acrescenta ainda que o Hamas e milícias associadas "usaram tortura sexual para maximizar dor e sofrimento. As vítimas sofreram atos brutais, incluindo queimaduras, mutilações, estupros, imobilizações, inserção forçada de objetos na genitália, tiros no rosto e na região genital, assassinatos e abusos na frente de familiares, além de execuções".
O relatório também inclui um vídeo em que reféns israelenses libertados relatam histórias emocionantes e perturbadoras de abusos sofridos por eles e por outras pessoas.
"Os homens retiraram uma mulher do veículo", disse Raz Cohen, sobrevivente do festival. "Removeram roupas dela à força e a estupraram, depois a esfaquearam repetidamente, matando-a. Eles continuaram a abusá-la mesmo após sua morte."
O Hamas tem negado consistentemente essas alegações.
Os autores do relatório, liderados por Cochav Elkayam-Levy, disseram que o documento foi "orientado por metodologias reconhecidas internacionalmente para documentar crimes de guerra e violência sexual".
Ele também conta com o respaldo de diversas figuras relevantes da política, do direito e dos direitos humanos, incluindo Hillary Clinton e o ex-ministro da Justiça do Canadá, Irwin Cotler.
ONU duvida que dimensão total venha a ser conhecida
Um relatório da ONU de 2024 concordou amplamente com as alegações feitas por Israel. Nele, a representante especial sobre violência sexual em conflitos, Pramila Patten, concluiu, durante uma missão de apuração, que há "motivos razoáveis para acreditar que ocorreu violência sexual relacionada ao conflito, incluindo estupro e estupro coletivo".
As conclusões de Patten não tinham caráter investigativo completo, e ela visitou Israel e a Cisjordânia ocupada, mas não a Faixa de Gaza, devido às hostilidades.
Durante uma visita a Ramallah, na Cisjordânia ocupada, Patten e sua equipe também constataram que "interlocutores levantaram preocupações sobre tratamento cruel, desumano e degradante de palestinos sob detenção, incluindo várias formas de violência sexual, como revistas corporais invasivas, ameaças de estupro e exposição forçada prolongada, além de assédio sexual e ameaças durante incursões em residências e em postos de controle".
NYT: relatos de abusos cometidos por forças israelenses
Esses padrões de comportamento também são detalhados em um artigo recente de Nicholas Kristof no jornal americano The New York Times. Classificado como texto de opinião, ele se baseia em diversas entrevistas com habitantes dos territórios palestinos ocupados por Israel.
Kristof descreve "conversas com 14 homens e mulheres que disseram ter sido vítimas de violência sexual por colonos israelenses ou membros das forças de segurança", além de familiares, investigadores e autoridades. O texto relata abusos extremamente graves.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou essas acusações, classificando-as como "mentiras infundadas" e "difamação", parte de uma "campanha anti-Israel".
ONG identifica abusos generalizados contra crianças palestinas
O artigo de Kristof também cita um estudo da organização Save the Children, de 2025, sobre o tratamento de crianças palestinas em detenção israelense.
Mais da metade das crianças entrevistadas afirmou "ter testemunhado ou sofrido violência sexual durante a detenção", segundo o documento, que acrescenta: "O número real provavelmente é muito maior, já que casos de violência sexual costumam ser subnotificados devido ao estigma e ao sentimento de vergonha".
O relatório descreve formas de abuso como: "toques ou agressões nos genitais, obrigar crianças a realizar atos humilhantes enquanto estavam despidas, assédio sexual incluindo ameaças, e agressão sexual. Algumas crianças afirmaram ter sido ameaçadas com estupro. Advogados relataram que muitas das crianças atendidas sofreram agressões sexuais, incluindo casos de estupro".
Tais alegações também aparecem em relatórios do B'Tselem (Centro Israelense de Direitos Humanos), de agosto de 2024, e do Centro Palestino de Direitos Humanos, de maio de 2025. Testemunhos indicam repetidos atos de violência sexual por soldados israelenses e guardas prisionais contra detentos palestinos, usados como forma de punição.
Violência sexual como ferramenta de guerra
Enquanto a Comissão Civil sustenta que o Hamas utiliza a violência sexual como ferramenta de guerra, o artigo de Kristof afirma que "não há evidências de que líderes israelenses ordenem estupros".
Apesar disso ele acrescenta que "foi criado um aparato de segurança em que a violência sexual se tornou, como descreveu um relatório da ONU no ano passado, um dos 'procedimentos operacionais padrão' de Israel e um 'elemento importante nos maus-tratos de palestinos'".
As dificuldades enfrentadas pela equipe da ONU liderada por Pramila Patten para reunir provas em um conflito tão violento a levaram a concluir que a "verdadeira dimensão da violência sexual durante os ataques de 7 de outubro e seus desdobramentos pode levar meses ou anos para emergir – e talvez nunca seja totalmente conhecida".    

Source: O abuso sexual como arma no conflito entre Israel e Hamas

#66
LEIA SEMPRE AQUI / Mensagem de atriz seria motivo...
Última mensagem por noticias - 17, Maio, 2026, 17:30
Mensagem de atriz seria motivo de tapa de primeira-dama francesa em Macron, diz jornalista

        Após 'tapa', esposa de Macron nega dar o braço para o marido
A cena viralizou em maio do ano passado: a primeira-dama da França, Brigitte Macron, dando um tapa no rosto do presidente Emmanuel Macron antes do desembarque do avião no Vietnã. Veja acima.
Quase um ano depois, o jornalista Florian Tardif, da revista Paris Match, revelou na quarta-feira (13) que a suposta agressão foi resultado da descoberta de uma conversa que o líder teve com seu "amor platônico".
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"Durante vários meses, Macron manteve uma relação platônica com mensagens que iam muito além do que se pensava, segundo fontes próximas a mim", disse Florian Tardif.
"Isso causou tensão no casal, que culminou nessa cena privada que se tornou pública", afirmou o repórter em entrevista à rádio RTL.
Segundo Tardif, autor do livro "Un Couple Presque Parfait" (Um Casal Quase Perfeito, em tradução livre), Brigitte Macron teria dado um tapa no presidente devido a uma discussão.
O incidente teria sido motivado pela suposta relação "platônica" que Macron mantinha com a atriz franco-iraniana Golshifteh Farahani.
O vídeo do tapa, divulgado por várias agências de notícias estrangeiras e amplamente compartilhado nas redes sociais, mostra o presidente Macron tendo o rosto empurrado na entrada da aeronave, antes do desembarque em Hanói, onde o chefe de Estado iniciava uma turnê pelo Sudeste Asiático.
Quando o presidente percebe que está sendo filmado, ele sorri e faz um rápido aceno com a mão.
O Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, descreveu a cena, registrada pela agência Associated Press, como um "momento de cumplicidade".
Um ano depois, o livro do jornalista da revista Paris Match, publicado nesta quarta-feira, aprofunda-se no ocorrido, apresentando uma versão diferente.
'Ela jamais deveria ter lido'
Momento em que mãos da primeira-dama da França, Brigitte Macron, atinge o rosto do marido, o presidente francês Emmanuel Macron, em 26 de maio de 2025.
Chalinee Thirasupa/ Reuters
Em seu livro, Tardif escreve que Brigitte descobriu, durante o voo, uma mensagem enviada ao celular de Macron por Golshifteh Farahani, de 42 anos.
"Uma mensagem que ela jamais deveria ter lido", afirma um amigo próximo do casal citado pelo autor.
"O que magoará Brigitte não é tanto o conteúdo da mensagem, mas o que ela implicava: uma possibilidade. Uma porta entreaberta para um mundo que ela pensava controlar. Nada tangível, nem verdadeiramente condenável, mas a mera ideia de que tal coisa pudesse ter existido foi suficiente", declara o repórter.
Brigitte Macron teria se sentido "rebaixada". "E por uma mulher muito mais jovem!", enfatiza ele.
À época, o Palácio do Eliseu primeiramente negou a existência do tapa, que acabou sendo confirmado posteriormente como sendo apenas "uma briguinha de casal".
A atriz Golshifteh Farahani em novembro de 2025
Patrick Baz/Qatar Creates/Factstory via AFP
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Source: Mensagem de atriz seria motivo de tapa de primeira-dama francesa em Macron, diz jornalista

#67
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Última mensagem por noticias - 17, Maio, 2026, 11:29
Cuba diz que diesel e combustível acabaram; manifestantes vão às ruas

        Imagens de satélite mostram apagão em Cuba após colapso no fornecimento de energia; FOTO
Cuba está completamente sem diesel e combustível, afirmou o governo local nesta quarta-feira (13). A escassez ocorre enquanto a capital, Havana, enfrenta apagões rotativos no pior nível em décadas.
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"Não temos absolutamente nenhum combustível e absolutamente nenhum diesel", disse o ministro de Energia e Minas, Vicente de la O, em meios de comunicação estatais.
Ele acrescentou que o sistema elétrico nacional está em estado crítico: "Não temos reservas."
Logo após a fala, centenas de cubanos foram às ruas de Havana para protestar contra os cortes de energia, segundo uma testemunha da Reuters.
A agência informou ainda que os manifestantes bloquearam vias com montes de lixo em chamas e bateram panelas. Moradores também gritaram "acendam as luzes!" e "o povo unido jamais será vencido!".
Blackout em Havava nesta quarta-feira (13) de maio.
Yamil Lage / AFP
A crise acontece em meio ao bloqueio dos Estados Unidos que restringe o acesso de Cuba a combustíveis. Mais cedo, o governo norte-americano anunciou que está pronto para fornecer US$ 100 milhões em assistência direta ao povo cubano.
Em comunicado oficial, o Departamento de Estado dos EUA disse a quantia seria "distribuída em coordenação com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes confiáveis".
"Cabe ao regime cubano decidir se aceita nossa oferta de assistência ou se nega uma ajuda essencial para salvar vidas, sendo, em última instância, responsabilizado perante o povo cubano por impedir essa assistência crucial", afirmou o departamento em nota.
O comunicado também citou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo o texto, os EUA fizeram diversas ofertas privadas ao governo cubano para fornecer ajuda ao país, incluindo apoio para internet via satélite gratuita e rápida e assistência humanitária.
Na terça-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Cuba estava "pedindo ajuda" e que seu governo iria "conversar" com a ilha caribenha. Trump também chamou o país de "fracassado".
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REUTERS/Norlys Perez
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Source: Cuba diz que diesel e combustível acabaram; manifestantes vão às ruas

#68
CIÊNCIA e RELIGIÃO / Adorar a Deus ou a minha coinc...
Última mensagem por marcosbr - 17, Maio, 2026, 00:09
 Estamos atravessando uma fase ruim! 
 Lembro (sempre lembro) da Cecilia Meireles: Ou isto ou aquilo?
 Tenho vontade de ser ateu, mas me recuso a admitir que não exista um ser superior.
 Como adorador da ciência... Procuro sempre acompanhar e "comparar" com a religião.
 A ciência atualmente só esta comprovando a existência de Deus. 
 Não existe a mínima chance de existir algo tão perfeito como o corpo humano.
 Ele foi "criado/ pensado e projetado" e a ciência procura imitar e não consegue!
 Sabe o que me desanima?
 Não acredito em algumas (muitas) religiões.
 A ciência é bem clara. Seu DNA é único. Pelo "exame" esta provado que você é único no mundo!
 Vejamos o que diz a bíblia:
 ¹⁰ "Eu sou o Senhor que sonda o coração e examina a mente, para recompensar a cada um de acordo com a sua conduta, de acordo com as suas obras. " Jeremias 17:10.
 É dai que vem a minha convicção. 
 Não se deixe ser enganado por "pastores/igrejas" comandadas por salafrários afim do seu dinheiro.
 Ou isto ou aquilo: 
"Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.

Qual é melhor é isto ou aquilo?
Isto me leva a crer que se acredito na Bíblia, Jesus é o único pastor. Se acredito no "pastor" eu não acredito na Bíblia...  Ou isto ou aquilo?
 Enquanto isto vou vivendo...

 
#69
LEIA SEMPRE AQUI / Copa do Mundo: como estão os p...
Última mensagem por noticias - 16, Maio, 2026, 17:28
Copa do Mundo: como estão os preparativos para os EUA receberem a seleção do Irã?

        Irã enfrenta Coreia do Norte nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Fifa, em junho de 2025.
Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency)
Diante do conflito no Oriente Médio, a seleção de futebol do Irã não sabe se disputar a Copa do Mundo, que começa em menos de um mês, mas seus anfitriões nos Estados Unidos avançam a todo vapor nos preparativos para a recepção da equipe.
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No complexo esportivo que deve receber o 'Team Melli' na quente Tucson, no Arizona, os funcionários irrigam e cortam a grama metodicamente como estipulado pelas regras da Fifa.
O gramado é mantido "nas mesmas condições em que vão jogar, tanto em Los Angeles quanto em Seattle", disse à AFP Sarah Hanna, diretora do Complexo Esportivo Kino, onde joga o clube local FC Tucson.
"Estamos felizes em recebê-los e vamos proporcionar a eles uma experiência positiva. Para nós, está 100% confirmado e nunca foi colocado em dúvida (...) até que escutemos algo diferente da Fifa", acrescentou.
Entre 12 e 20 reuniões semanais são realizadas no complexo para coordenar os arranjos logísticos de hospedagem, alimentação e segurança da Copa do Mundo que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México de 11 de junho a 19 de julho.
O trabalho não foi paralisado apesar da incerteza em que se encontra a seleção iraniana desde fevereiro, quando EUA e Israel entraram em guerra com o Irã.
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Kino Sports Complex, local onde a seleção iraniana ficará durante a Copa do Mundo.
REBECCA NOBLE / AFP
O "ambiente seguro" para os iranianos
A Fifa insiste que a seleção estará na Copa do Mundo. Mas, na última sexta-feira (8), o presidente da Federação Iraniana citou 10 condições para participar, incluindo a questão dos vistos e o respeito à comissão técnica.
Washington poderia vetar a entrada de membros da delegação ligados à Guarda Revolucionária, o exército ideológico de Teerã, considerada uma organização terrorista pelos Estados Unidos.
Teerã também exigiu segurança para sua equipe, ponto em que o presidente Donald Trump jogou mais lenha na fogueira. O republicano disse, em março, que a seleção seria bem-vinda, mas acrescentou em seguida que não via como "apropriada" a sua participação no torneio "por sua própria vida e segurança".
Em Tucson, cidade de maioria democrata, Hanna afirmou que as autoridades elaboraram "um plano de segurança adaptado", que prevê a maior parte dos treinos fechados ao público.
Jon Pearlman, presidente do clube local, busca acalmar as tensões. "Não acredito que o presidente Trump ou alguém em nosso governo queira fazê-los se sentirem indesejados ou em perigo. Eles vão criar um ambiente seguro porque queremos que nosso país continue sendo um anfitrião", afirmou Pearlman, que já vislumbra a Copa do Mundo Feminina de 2031.
Kino Sports Complex, local onde a seleção iraniana ficará durante a Copa do Mundo.
REBECCA NOBLE / AFP
Cidade de braços abertos
No Complexo Esportivo Kino, está previsto que os jogadores iranianos tenham uma academia equipada com aparelhos de musculação, banheiras de gelo e macas para massagem.
"Nós os recebemos de braços abertos. Somos parte da comunidade mundial do futebol (...) o jogo une as nações, não as separa", declarou Pearlman.
Um sentimento compartilhado na cidade de cerca de 540.000 habitantes, em ambos os lados do espectro político.
"Espero que eles se sintam bem-vindos aqui apesar do que estamos fazendo", disse Rob McLane, um crítico da guerra contra o Irã.
Por outro lado, os eleitores republicanos separam a política do esporte.
"Fico feliz que venham e não tenho más intenções nem reservas", comentou Michael Holley, um veterano que aprova a guerra por considerá-la necessária para impedir que o Irã desenvolva uma bomba atômica.
Para Holley, as palavras de Trump não deveriam ser lidas como uma ameaça. Ele "temia que os atletas fossem punidos por seu próprio governo se tivessem voz própria", comentou.
Já a comunidade iraniana que reside em Tucson está dividida. Para alguns, como Ali Rezaei, a seleção é um instrumento de propaganda do regime dos mulás.
"É impossível para mim apoiá-los. Se houver um protesto contra eles, talvez eu participe", afirmou.    

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Última mensagem por noticias - 16, Maio, 2026, 11:27
Israel diz que se reuniu secretamente com os Emirados Árabes Unidos durante guerra contra o Irã; EAU nega

        Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Ronen Zvulun/Reuters/Arquivo
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou os Emirados Árabes Unidos e se reuniu com o presidente do país, Mohammed bin Zayed, durante a guerra contra o Irã, segundo um comunicado divulgado por seu gabinete nesta quarta-feira (13).
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O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos negou nesta quarta-feira (13) que Netanyahu tenha ido ao país e chamou de "infundadas" que quaisquer alegações sobre visitas não anunciadas.
Apesar disso, uma fonte ouvida pela agência de notícias Reuters afirma que o encontro ocorreu em Al-Ain, uma cidade oásis na fronteira com Omã, no dia 26 de março, e durou várias horas.
De acordo com a nota oficial do governo israelense, que não confirma esses detalhes, a reunião resultou em um "avanço histórico" nas relações entre os dois países - os Emirados Árabes Unidos são um dos poucos estados árabes que mantêm relações diplomáticas com Israel, oficializadas durante os Acordos de Abraão de 2020.
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O comunicado do governo israelense foi divulgado dois dias após uma reportagem, publicada pelo jornal americano "The Wall Street Journal" dizer que os Emirados Árabes estariam atacando secretamente o Irã durante a guerra no Oriente Médio. O país não reconhece publicamente os ataques.
Nesta terça-feira (12), o embaixador de Israel nos EUA, Mike Huckabee, afirmou que o país enviou baterias e pessoal do sistema de defesa aérea Domo de Ferro para o país. A informação foi confirmada por fontes à CBS News.
Anwar Gargash, assessor do presidente dos Emirados Árabes Unidos, declarou, também nesta quarta, que o país permanece comprometido com soluções políticas e diplomacia em meio às tensões regionais.
Disse que os Emirados não buscaram o conflito e que trabalharam para evitá-lo, mas enfatizou o direito do país de defender sua soberania.
Ataques secretos do EAU contra o Irã
De acordo com a reportagem do Journal, um dos bombardeios secretos dos Emirados Árabes Unidos durante a guerra atingiu uma refinaria de petróleo iraniana, na ilha de Lavan, no Golfo Pérsico, no início de abril.
À época, Teerã disse que a refinaria havia sido atingida por um "ataque inimigo" e, como resposta, forças iranianas dispararam mísseis e drones contra os Emirados Árabes e o Kuwait.
Segundo o jornal, os Estados Unidos não se importaram com o ataque, já que o cessar-fogo ainda não tinha começado, e avaliaram de forma positiva o apoio do país na ofensiva.
Os Emirados Árabes estiveram entre os principais alvos do Irã durante a guerra, que segundo o WSJ, teve mais de 2,8 mil mísseis e drones lançados contra o país. O número é maior do que o de ataques contra Israel.
Suspeitas sobre a participação dos Emirados Árabes na ofensiva foram levantadas ainda em março, segundo o jornal, quando um caça que não pertencia aos Estados Unidos nem a Israel foi visto sobrevoando o Irã.    

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