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Última mensagem por noticias - 01, Fevereiro, 2025, 00:20
Após briga entre Trump e Petro, deportados colombianos chegam a Bogotá: 'Dignos, sem algemas'


     Governo colombiano havia se negado a receber voos militares com colombianos deportados dos EUA, mas voltou atrás após anúncio de tarifas e sanções por parte da administração Trump.  Cidadãos colombianos deportados pelos EUA desembarcam no aeroporto de Bogotá sem algemas, em 28 de janeiro de 2024.
Luisa Gonzalez/ Reuters
Após a crise diplomática entre Estados Unidos e Colômbia do fim de semana, o primeiro avião com cidadãos colombianos deportados dos EUA chegou nesta terça-feira (28) a Bogotá.
Os cidadãos deportados desembarcaram na capital colombiana sem algemas — ao contrário do que aconteceu com brasileiros que desembarcaram na semana passada em Manaus de um voo de deportação do governo norte-americano.
No fim de semana, o presidente da Colômbia, Gustavo  presidente dos EUA, Donald Trump, e o da Colômbia, Gustavo Petro, protagonizaram uma troca de ataques por conta dos deportados. Petro proibiu um avião das Forças Armadas dos EUA com os cidadãos colombianos de entrar na Colômbia (leia mais abaixo).
Os deportados foram transportados por duas aeronaves da Força Aérea da Colômbia, enviada aos Estados Unidos após o governo colombiano proibir a entrada de aviões militares norte-americanos.
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EUA x Colômbia: entenda a crise diplomática entre os dois países
As aeronaves colombianas haviam decolado rumo às cidades americanas de San Diego, na Califórnia, e Houston, no Texas, na segunda-feira (27). O primeiro voo, que chegou nesta manhã, transportou 110 cidadãos, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia.
"Nossos compatriotas vêm dos EUA livres, dignos, sem algemas. Estruturamos um plano de crédito produtivo, associativo e barato para o migrante. O migrante não é um criminoso, é uma pessoa humana livre", afirmou o presidente Gustavo Petro, postando fotos do interior dos voos, após superar as tensões diplomáticas com o governo de Donald Trump.
Petro se opôs ao uso de aviões militares dos EUA para deportar colombianos , dizendo que os cidadãos de seu país estavam sendo tratados como criminosos e se recusou a permitir que aviões que haviam saído de lá pousassem na Colômbia.
Deportados dos EUA chegando à Colômbia.
X / Reprodução
Colombiana deportada dos EUA
REUTERS/Luisa Gonzalez
Colombianos deportados dos EUA no Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá
REUTERS/Luisa Gonzalez
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Colômbia X EUA
Ao longo do fim de semana, Estados Unidos e Colômbia protagonizaram uma crise diplomática que envolveu ameaças de deportação em massa, aumento de tarifas e bloqueio de vistos e ameaçou a relação de dois aliados históricos.
A crise se desenrolou depois que o presidente colombiano, Gustavo Petro, proibiu a entrada em seu território de aviões norte-americanos transportando deportados da Colômbia. O desentendimento até desvalorizou o peso colombiano.
A crise, a primeira de Trump com um país da América Latina desde o início de seu novo mandato, pode ser uma mostra de como será relação do norte-americano com líderes latino-americanos.
Donald Trump, presidente dos EUA, e Gustavo Petro, presidente da Colômbia
Jim Watson, Yuri Cortez / AFP
Veja, abaixo, como o conflito diplomático começou, se desenrolou e pareceu se resolver em menos de 24 horas: 
Por que a crise começou?
Na sexta-feira (24), os Estados Unidos enviaram à Colômbia dois aviões militares com cidadãos colombianos que viviam ilegalmente nos EUA e haviam sido deportados — o mesmo aconteceu na sexta-feira com brasileiros.
Quando os aviões já haviam decolado dos EUA, Gustavo Petro proibiu as aeronaves de entrar em espaço aéreo colombiano. O presidente da Colômbia alegou que os EUA não respeitaram os direitos dos deportados e, por isso, não aceitaria as aeronaves, que tiveram de voltar ao território norte-americano.
"Migrante não é criminoso e deve ser tratado com a dignidade que um ser humano merece. Não posso obrigar os migrantes a permanecerem num país que não os quer, mas se esse país os devolver, deverá ser com dignidade e respeito por eles e pelo nosso país. Nos aviões civis, sem sermos tratados como criminosos, receberemos os nossos compatriotas", acrescentou.
Qual foi a reação dos EUA?
A decisão de Petro enfureceu o presidente dos EUA, Donald Trump, que na semana passada, logo após tomar posse, havia assinado ordem executiva determinando a expulsão de todos os imigrantes que vivem nos EUA em situação ilegal.
Como reação ao presidente colombiano, Trump anunciou que aplicaria uma série de sanções à Colômbia, como:
Criação de uma tarifa emergencial de 25% sobre todos os produtos colombianos que entrem nos EUA;
Bloqueio de viagens de colombianos aos EUA;
Revogação de vistos de autoridades do governo e aliados de Petro;
Inspeções rigorosas nas fronteiras e aeroportos na entrada de cidadãos colombianos nos EUA;
Sanções ao Tesouro, ao setor bancário e ao setor financeiro colombianos.
Em reação, Petro comprou a briga e anunciou que aplicaria as mesmas tarifas a produtos norte-americanos na Colômbia e que enviaria avião presidencial para buscar os deportados colombianos.
Houve um desfecho?
Trump responde Gustavo Petro por recusar deportados
Por enquanto, sim. As diplomacias de ambos os países entraram em ação e, no fim da noite de domingo (26), a Casa Branca anunciou, em um comunicado, que iria pausar a aplicação das tarifas extras e demais sanções anunciadas por Trump.
Como contrapartida, Bogotá concordou em aceitar o voo com os deportados, com as garantias de proteção dos direitos dos cidadãos colombianos.
"O governo da Colômbia concordou com todos os termos propostos pelo presidente Trump, incluindo a recepção irrestrita de todos os imigrantes ilegais colombianos que retornam dos Estados Unidos, até mesmo daqueles transportados em aviões militares norte-americanos, sem limitações ou atrasos".
A chancelaria colombiana também publicou um comunicado, confirmando a superação "do impasse com o governo dos Estados Unidos".
Mas é preciso aguardar outros voos de deportados para saber se a postura seguirá.
O embaixador da Colômbia em Washington, Daniel García Peña, disse, nesta segunda-feira (27), que os voos com deportados colombianos dos Estados Unidos vão chegar nesta segunda ou "no mais tardar" na terça-feira, após superar as tensões diplomáticas com o governo de Donald Trump.
"Os aviões colombianos já estão em curso para recolher nossos concidadãos nos Estados Unidos. Espero que no dia de hoje estejam aterrissando, no mais tardar amanhã cedo", assegurou o embaixador em uma entrevista com a Blu Radio, sem detalhar a hora em que os voos chegariam.
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Como é a relação entre a Colômbia e os EUA?
Historicamente, a Colômbia é um dos principais aliados dos Estados Unidos na América Latina, e, por isso, a crise deste fim de semana representa um desafio diplomático para Washington, que ainda veem Bogotá como um parceiro estratégico no continente.
Mas Petro, de esquerda, vem criticando os anúncios de Trump de deportar imigrantes e fechar fronteiras e, mesmo no governo de Joe Biden, democrata, defendia que a política migratória norte-americana precisava ser reformulada.
Os dois países têm uma relação de cooperação em questões migratórias — a Colômbia sempre aceitou cidadãos seus deportados dos EUA e, em troca, Washington oferece apoio financeiro e militar, principalmente no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
No entanto, a chegada de Petro ao poder trouxe mudanças, com uma postura mais crítica e uma tentativa de reposicionar a Colômbia como uma potência regional independente.
Quem é o presidente da Colômbia e qual é sua posição sobre a deportação de imigrantes ilegais?
Presidente da Colômbia desde 2022, Petro, de esquerda, argumenta que os imigrantes são vítimas das desigualdades sociais e econômicas e que a solução não é a deportação, mas sim o investimento em políticas que ataquem as causas da migração.
Petro também vê a questão migratória como parte de uma crise global mais ampla por conta das mudanças climáticas.
Quantos imigrantes colombianos vivem nos EUA? O governo norte-americano se preocupa com eles?
Segundo o instituto de pesquisas Pew Research Center, há cerca de 190 mil colombianos vivendo nos Estados Unidos de maneira irregular — pouco menos que os 230 mil brasileiros na mesma condição, também de acordo com o Pew Research Center.
O governo dos EUA diz que houve um aumento expressivo de imigrantes colombianos nos últimos anos, motivados pela crise econômica e de aumento do custo de vida no país combinado com a perigosa rota da selva de Darién, que liga a Colômbia ao Panamá e começou a ser muito utilizada por traficantes de pessoas (os chamados coiotes).
No caso da Colômbia, Washington teme que a imigração descontrolada traga riscos à segurança nacional, especialmente com o aumento da criminalidade associada ao tráfico de drogas e pessoas. Além disso, há receios por parte do governo Trump de que a postura de Bogotá inspire outros países da região a desafiar as políticas migratórias americanas.
Como a crise pode afetar outras áreas da cooperação entre os dois países, como comércio e segurança?
Os EUA também são um dos principais parceiros comerciais da Colômbia, de quem importam produtos como café, petróleo e flores.
Além disso, os dois países trabalham juntos no combate ao narcotráfico. Se as tensões aumentarem, isso pode levar a uma redução da ajuda financeira e impactar negativamente a economia colombiana, além de enfraquecer os esforços conjuntos contra o crime organizado.
Como a população colombiana e a comunidade internacional estão reagindo a essa situação?
A população colombiana está dividida. Alguns apoiam a posição de Petro, enquanto outros temem que o impasse prejudique as relações com os EUA e afete a economia.
Internacionalmente, organismos como a ONU e a OEA pedem diálogo e soluções equilibradas. Outros países latino-americanos estão atentos à situação, já que o desfecho da crise pode influenciar políticas migratórias em toda a região — o Itamaraty não havia se pronunciado sobre a crise até a última atualização desta reportagem.
As ameaças de Trump à Colômbia
Trump usou a sua rede social, Truth Social, no domingo para atacar a decisão de Petro em negar a entrada de voos americanos com deportados colombianos.
Segundo o republicano, Petro teria colocado em risco a segurança nacional dos Estados Unidos. Em uma publicação na Truth Social neste domingo (26), o presidente americano afirmara que os EUA aplicariam tarifas emergenciais de 25% sobre todos os produtos colombianos que entram no país, aumentando essa taxa para 50% em uma semana.
Além das tarifas, Trump disse que imporia sanções a vistos de oficiais do governo colombiano, bem como seus aliados, apoiadores, membros de partidos e familiares. Todos os colombianos que entrarem nos EUA também, segundo Trump, passarão por inspeções mais rigorosas.
As sanções anunciadas à Colômbia incluíam:
Tarifas de emergência de 25% em todos os produtos colombianos que entram nos EUA, subindo para 50% em uma semana;
Bloqueio de viagens;
Inspeções rigorosas nas fronteiras e aeroportos na entrada de cidadãos colombianos nos EUA;
Revogação de vistos de autoridades do governo e aliados;
Sanções ao Tesouro, ao setor bancário e ao setor financeiro colombianos.
Petro então reagiu às falas de Trump, anunciando que, em retribuição, a Colômbia taxaria em 25% todos os produtos vindos dos Estados Unidos.  O governante colombiano também usou suas redes sociais para criticar a política de deportação de Trump, sugerindo que ele trata os migrantes como criminosos.
Em uma publicação no X, ele afirmou que o país sul-americano está disposto a receber os imigrantes deportados em aviões civis, ressaltando que eles devem ser "tratados com dignidade e respeito".
A recusa da Colômbia em aceitar os voos representava o segundo caso de um país latino-americano rejeitando aeronaves militares norte-americanas destinadas à deportação. A decisão seguia o México, que também recusou, na semana passada, a solicitação para permitir o pouso de uma aeronave militar norte-americana com migrantes.
Neste domingo , o governo brasileiro disse que um voo com imigrantes deportados dos Estados Unidos que chegou ao Brasil na sexta-feira (24) "viola os termos de acordo com os EUA, que prevê o tratamento digno, respeitoso e humano dos repatriados". Segundo o comunicado, os deportados tiveram "tratamento degradante" pois foram algemados nos pés e nas mãos no voo de repatriação.

Source: Após briga entre Trump e Petro, deportados colombianos chegam a Bogotá: 'Dignos, sem algemas'
#72
LEIA SEMPRE AQUI / Lewandowski afirma que deporta...
Última mensagem por noticias - 31, Janeiro, 2025, 00:19
Lewandowski afirma que deportados devem ser tratados com dignidade, mas que Brasil não quer provocar EUA


     Ministro da Justiça se referiu ao fato de que, no primeiro voo com deportados para o Brasil desde a posse de Trump, passageiros estavam algemados e acorrentados nos pés e nas mãos.  Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil
TV Globo
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta segunda-feira (27) que os brasileiros deportados dos Estados Unidos devem ser tratados com dignidade e devem ter os direitos fundamentais garantidos, mas que isso não deve ser tratado como provocação ou afronta por parte do governo norte-americano.
Lewandowski se referiu ao fato de que, no primeiro voo com deportados para o Brasil desde a posse de Donald Trump, os passageiros estavam algemados e acorrentados nos pés e nas mãos. A aeronave, com 158 pessoas a bordo, tinha Belo Horizonte como destino, mas precisou pousar em Manaus para manutenção.
O ministro contou que foi informado sobre a situação pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e que determinou, de forma imediata, que os brasileiros sem acusações criminais fossem desacorrentados:
"Aqui, vigem as leis brasileiras, vige a Constituição brasileira, que exige e obriga que os brasileiros e os estrangeiros residentes no Brasil sejam tratados com dignidade e tenham garantidos todos os direitos fundamentais que estão na nossa Carta Magna", disse.
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Em seguida, Lewandowski acionou o presidente da República:
"O presidente [Lula (PT)], de forma muito determinada, disse: 'Eu vou mandar o avião da FAB buscar esses brasileiros. Eles têm que ser tratados com dignidade e precisam retornar ao seu local de origem, pelo menos na maioria dos casos, que é Belo Horizonte, em segurança.' Assim foi feito".
Tivemos uma reação muito sóbria. Não queremos provocar o governo americano, até porque essa deportação está prevista em um tratado que vigora há vários anos entre o Brasil e os Estados Unidos e que autoriza a deportação.Não queremos afrontar quem quer que seja, mas queremos que os brasileiros inocentes, que foram buscar trabalho fora porque eventualmente aqui não tiveram oportunidade, sejam tratados com a dignidade que merecem. Hoje, enfrentamos um fenômeno mundial de migrações forçadas, e isso exige que tenhamos sensibilidade e respeito
A fala aconteceu durante almoço com empresários na cidade de São Paulo.
Brasil cobrará EUA por tratamento 'degradante'
Neste domingo (26), o governo brasileiro publicou uma nota dizendo que o Ministério das Relações Exteriores vai encaminhar pedido de esclarecimento ao governo norte-americano.
Segundo a nota, eles foram submetidos a um "tratamento degradante", já que foram algemados nos pés e nas mãos no voo de repatriação.
"O uso indiscriminado de algemas e correntes viola os termos de acordo com os EUA, que prevê o tratamento digno, respeitoso e humano dos repatriados", diz o comunicado.
 Segundo a Polícia Federal, no entanto, o uso de algemas em imigrantes é uma praxe em voos fretados dos EUA para repatriação, mas elas são retiradas ao pousar no Brasil, pois os deportados não são prisioneiros. No voo com escala em Manaus, houve um desentendimento com a tripulação devido ao calor, e os deportados abriram uma porta de emergência e desembarcaram por uma ponte inflável ainda algemados.
Lewandowski, ordenou a retirada das correntes e solicitou que os deportados fossem levados a Belo Horizonte em um voo da FAB.
Brasileiros deportados dos EUA relatam agressões e humilhações
Montagem/g1

Source: Lewandowski afirma que deportados devem ser tratados com dignidade, mas que Brasil não quer provocar EUA
#73
LEIA SEMPRE AQUI / Brasileira que desapareceu na ...
Última mensagem por noticias - 30, Janeiro, 2025, 00:19
Brasileira que desapareceu na África do Sul após pedir ajuda em live no Instagram é encontrada

Caroline Amanda foi achada em um hospital de Joanesburgo, com a perna imobilizada e vários hematomas. Informação foi confirmada pela agência de viagens que ela contratou para o intercâmbio no país.  A brasileira Caroline Amanda, que desapareceu na África do Sul após pedir ajuda em uma live no Instagram, foi encontrada neste domingo (26) em um hospital de Joanesburgo. Ela está no país para um intercâmbio desde o início de janeiro.
De acordo com a agência de viagens pela qual ela contratou o intercâmbio, Caroline está com a perna esquerda imobilizada e hematomas nas mãos e nos braços. Ainda não há mais informações sobre o que aconteceu com ela.
No comunicado, a agência também informou que está trabalhando para transferir Caroline de hospital e providenciar a passagem dela de volta ao Brasil.
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Caroline é fundadora da comunidade Yoni das Pretas, que aborda educação e saúde integrativa íntima e sexual. A conta do movimento no Instagram tem mais de 50 mil seguidores.
Pedido de ajuda
Amigos da Caroline contaram ao g1 que, na madrugada deste sábado (26), a brasileira apareceu visivelmente nervosa em uma live do Instagram, pediu ajuda e disse que estava machucada. Após algum tempo, a transmissão saiu do ar.
A polícia local foi acionada, e o caso ganhou repercussão nas redes sociais. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, chegou a publicar um comunicado afirmando que estava em contato com o Itamaraty e que a Embaixada do Brasil em Pretória estava ciente do caso.
"Estamos somando esforços e fazendo tudo o que está ao nosso alcance para que se resolva da melhor maneira", escreveu a ministra em um post no Instagram.
Após Caroline ser encontrada, Anielle escreveu: "Confirmado. Caroline está viva, não corre risco de vida, mas muito machucada. Carol está bem, na medida do possível. Investigação policial segue em curso, com polícia sul-africana e nosso Adido da PF acompanhando."
Ministério da Justiça faz campanha de coleta de DNA para identificar desaparecidos

Source: Brasileira que desapareceu na África do Sul após pedir ajuda em live no Instagram é encontrada
#74
LEIA SEMPRE AQUI / 'Made in China?': os produtos ...
Última mensagem por noticias - 29, Janeiro, 2025, 00:17
'Made in China?': os produtos endossados por Trump fabricados fora dos EUA


     Revitalizar a indústria americana foi uma das principais promessas de campanha do agora presidente dos EUA, que tem lucrado com a venda de uma lista longa de produtos, que em alguns casos vêm de fora do país. Vídeos de bonés com etiqueta com made in China viralizaram nesta semana.
Reuters via BBC
Em fevereiro de 2024, um dia depois de ter sido condenado por um juiz em Nova York a pagar US$ 355 milhões no caso de fraude contábil em que fora acusado de inflar ilegalmente o tamanho de seu patrimônio, Donald Trump lançou um par de tênis dourados com seu nome.
Vendido por US$ 399 (aproximadamente R$ 2.370), o Trump sneakers foi o primeiro de uma lista de produtos endossados no ano passado pelo agora presidente dos Estados Unidos, que inclui um medalhão de prata estampado com seu rosto comercializado por US$ 100 (R$ 596) e uma Bíblia de US$ 60 (R$ 360).
A memorabília tem feito sucesso entre apoiadores — a primeira edição dos tênis dourados, por exemplo, já está esgotada — e causado burburinho fora do universo trumpista, que chama atenção para o fato de que parte desses produtos é feita na China.
A Bíblia de US$ 60 é um deles, conforme revelou uma investigação da agência de notícias Associated Press, que apurou que o custo por unidade seria de US$ 3.
Outro produto são os bonés vermelhos bordados com Make America Great Again ("faça a América grande de novo", em tradução literal) que viralizaram nesta semana da posse de Trump porque tinham uma etiqueta informando que o design era americano e outra que deixava claro que a peça em si tinha sido fabricada bem longe dali: "made in China" (fabricado na China).
A China é um dos inimigos declarados dos Estados Unidos na retórica trumpista.
A ideia de que a importação de produtos chineses é uma das forças por trás da decadência da indústria americana motivou o republicano em seu primeiro mandato a impor uma enxurrada de tarifas e travar uma guerra comercial com a China, movimento que deve ter continuidade com seu retorno à Casa Branca.
Nos comícios durante a campanha, Trump prometeu reiteradamente revitalizar a indústria americana.
Essa é uma das ideias centrais expressas pelo slogan Make America Great Again.
Modelo autografado da guitarra de Trump é vendido por US$ 11,5 mil.
Reprodução via BBC
No mais recente lançamento, pouco depois de ter sido eleito, Trump emprestou seu nome a uma coleção de guitarras estampadas com uma águia e a bandeira dos Estados Unidos no corpo e o slogan Make America Great Again em maiúsculas no braço.
A comunidade musical reagiu imediatamente ao lançamento. Ao design, muito parecido com o da icônica Les Paul da marca Gibson — que imediatamente enviou uma notificação extrajudicial para a Trump Guitars alertando sobre a cópia — e especialmente à sua origem.
"Será que ela é feita na China? Eu estava me perguntando a mesma coisa", disse o músico e YouTuber americano Taylor Danley em uma transmissão ao vivo no Discord, respondendo a um seguidor, enquanto olhava as especificações no site da marca.
Quem fabrica as Trump Guitars?
O site da Trump Guitars é vago em relação ao local de fabricação dos modelos.
A seção de perguntas frequentes descreve que todas as guitarras "são desenhadas e desenvolvidas por uma empresa de um veterano das Forças Armadas com a ajuda de um mestre luthier".
E informa que foram "produzidas por diferentes fornecedores que são tanto domésticos quanto internacionais".
Isso, como aponta à BBC News Brasil Silas Fernandes, guitarrista e produtor musical brasileiro que mora nos Estados Unidos, é um forte indicativo de que o instrumento não é produzido em solo americano.
"Não existe uma empresa que fabrique nos Estados Unidos e não tenha uma seção dentro do site com as guitarras 'made in USA' anunciadas em letras garrafais", argumenta Fernandes, que também é um técnico de guitarras, profissional que acompanha bandas para fazer manutenção e regulagem do instrumento.
"É um ativo, um marketing muito poderoso o fato de ser americano."
Isso porque boa parte das guitarras vendidas no mundo são produzidas, por questões de custo, na Ásia.
Cerca de 70%, estima o músico, que tem mais de 30 anos de experiência e já chegou a visitar na China uma das maiores fabricantes, que distribui para diversas marcas.
Fernandes afirma que hoje há guitarras chinesas com diferentes níveis de qualidade e preço, a depender da madeira usada como matéria-prima e de peças como as tarraxas e a ponte.
Ainda assim, ele acrescenta, continua existindo um certo "fetiche" pelos modelos fabricados nos Estados Unidos, que costumam ser significativamente mais caros.
A veterana Jackson Guitars, por exemplo, anuncia os modelos da sua American Series como "made in California".
A reportagem questionou a Get Trump Guitars sobre o local de fabricação dos instrumentos vendidos no site, mas não teve retorno.
Músico chama atenção para o braço parafusado da guitarra, algo que não se observa nas Les Paul originais.
Reprodução via BBC
Com base nas características do modelo, Fernandes diz que ele "muito provavelmente" é fabricado na Ásia, mais precisamente na China, na Coreia do Sul ou na Indonésia.
A qualidade, em sua opinião, não é compatível com o preço, de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 8.950) a US$ 11,5 mil (aproximadamente R$ 68,6 mil), nesse caso para as peças autografadas pelo agora presidente.
O custo de produção, segundo ele, "exagerando" chegaria a US$ 100 (R$ 596).
"Me parecem aquelas guitarras da linha mais barata da Epiphone", avalia, referindo-se às versões de menor custo da Les Paul, fabricadas fora dos Estados Unidos.
O braço da guitarra, ele exemplifica, é parafusado, algo que não se observa nas Les Paul originais.
"Toda a comunidade já sacou que é feita na Ásia... o que é muito irônico, vindo de um cara que fez uma campanha política calcada em trazer de volta a indústria americana", opina Fernandes.
O músico Taylor Danley chegou a comprar um dos modelos para ver de perto como ela é feita e ainda aguarda a entrega.
No vídeo em que registrou o processo em seu canal do YouTube, ele chamou atenção para o nome da empresa que aparece na cobrança no cartão de crédito: "God Bless the USA Bible".
Os negócios de Trump
Apuração da AP mostrou que bíblias God Bless the USA eram feitas na China.
Reprodução via BBC
A God Bless the USA Bible está ligada à God Bless the USA, uma plataforma de comércio eletrônico recheada de produtos endossados por Trump, de camisetas a uma jukebox.
O site começou a funcionar em março de 2024, conforme suas redes sociais.
O nome faz referência à música homônima lançada em 1984 pelo cantor Lee Greenwood, que é amigo pessoal de Trump e se apresentou durante a posse.
O site pessoal do artista é listado, junto com o site que vende as Trump Guitars, entre os "amigos e parceiros" da página do God Bless the USA.
Não está clara qual relação ele tem com a marca e qual participação tem na empresa.
Lançado em fevereiro do ano passado, primeiro modelo do Trump sneakers está esgotado.
Reprodução via BBC
Os negócios recentes se somam à longa lista de projetos em que Trump investiu antes de entrar na política, que inclui um império imobiliário com hotéis e campos de golfe.
Ele também já ganhou muito dinheiro emprestando seu nome a dezenas de produtos por meio de contratos de licenciamento durante sua carreira na televisão, quando foi apresentador do reality show O Aprendiz, e em empreitadas próprias, de roupas masculinas a água mineral.
Desde que deixou a Casa Branca, expandiu os investimentos e se aventurou em uma série de novos negócios.
Criou, por exemplo, um grupo de comunicação, batizado de Trump Media & Technology Group, responsável pelo lançamento da rede social Truth Social em 2022.
No mesmo ano, lançou sua marca própria de NFTs (ativos digitais conhecidos como "tokens não fungíveis" e considerados únicos, como uma obra de arte).
A primeira leva de 45 mil cards colecionáveis, vendidos a US$ 99 (R$ 590), estampava imagens do agora presidente jogando golfe, por exemplo, e como super-herói.
O rol de negócios de Trump inclui ainda uma plataforma para negociação de criptomoedas, a World Liberty Financial, lançada em 2024, e, desde a última semana, uma criptomoeda com seu nome.
As empreitadas têm despertado uma discussão sobre potencial conflito de interesses, já que, como presidente, Trump pode tomar medidas que afetam diretamente seus negócios.
Trump diz que 'herdou caos econômico' de governo Biden

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#75
LEIA SEMPRE AQUI / Homem é preso no Japão por chu...
Última mensagem por noticias - 28, Janeiro, 2025, 00:14
Homem é preso no Japão por chutar um coelho


     Animal não resistiu aos ferimentos e morreu. Polícia investiga a morte de outros 77 coelhos na região. Coelho mini cresce pouco, em foto ilustrativa
Miguel Palacios/G1 MS
A polícia anunciou nesta quinta-feira (23) que um homem foi preso após chutar um coelho numa ilha no oeste do Japão. Uma investigação em curso no local busca esclarecer a morte de dezenas de animais nos últimos dois meses.
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Um porta-voz da polícia disse à AFP que o jovem de 25 anos foi preso na terça-feira (21), na ilha de Okunoshima, na província de Hiroshima, famosa por sua abundante população de coelhos.
Segundo a imprensa local, o coelho não resistiu aos ferimentos e morreu. O homem teria admitido ter maltratado o animal.
A detenção chama a atenção porque o Ministério do Meio Ambiente alertou, no início da semana, para mortes suspeitas de dezenas de coelhos desde o final de novembro passado. O órgão informou que 77 carcaças de coelhos foram encontradas na ilha desde 26 de novembro.
"A causa da morte pode ser uma doença infecciosa, um resfriado ou um fator humano, mas ainda não está clara nesta fase", afirmou o ministério.
"Continuamos a investigar a causa (das mortes) com veterinários e autoridades relevantes, ao mesmo tempo que reforçamos a vigilância", acrescentou.
A polícia investiga se o homem preso está envolvido na morte dos outros animais.
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Ilha dos Coelhos
O local, que ficou conhecido como "Ilha dos Coelhos", tem 70 hectares e faz parte de um parque nacional. 
Antigo complexo industrial, a ilha de Okunoshima abrigou uma central elétrica e uma fábrica de produtos químicos requisitada para produzir armas durante a Segunda Guerra Mundial. Deste passado inglório só restaram os coelhos abandonados, que se reproduziram rapidamente.
Outros, que pertencem a uma espécie de coelho europeu, também foram introduzidos na década de 1970, tornando-se hoje a principal população e atração deste pequeno pedaço de terra. O número oficial anuncia cerca de 700 animais.
Os coelhos de Okunoshima vivem "num estado de semiliberdade, alimentando-se da vegetação e contando muitas vezes com a ajuda do homem, incluindo turistas que lhes fornecem comida", informa um folheto do ministério.
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#76
LEIA SEMPRE AQUI / Biden deseja 'tudo de melhor' ...
Última mensagem por noticias - 27, Janeiro, 2025, 00:11
Biden deseja 'tudo de melhor' a Trump em carta e fala em necessidade de 'estabilidade nas inevitáveis tempestades da história'


     Ex-presidente fez oração para que nova gestão seja de 'prosperidade, paz e graça'. Conteúdo foi divulgado nesta quarta-feira (22). Biden deseja 'tudo de melhor' a Trump em carta
Joe Biden, ex-presidente dos Estados Unidos, deixou uma carta para Donald Trump na Casa Branca. O gesto de escrever uma mensagem para o sucessor é uma tradição entre os presidentes norte-americanos. O conteúdo da carta foi divulgado nesta quarta-feira (22) pela rede de notícias "Fox News". Leia a íntegra mais abaixo.
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A carta foi encontrada por Trump no Salão Oval na noite de segunda-feira (20). Naquele dia, o novo presidente abriu a gaveta da mesa presidencial enquanto conversava com repórteres e exibiu o envelope.
Na mensagem, Biden desejou tudo de melhor para Donald Trump nos próximos quatro anos e destacou que o mundo inteiro olha para a Casa Branca em busca de "estabilidade nas inevitáveis tempestades da história".
"Minha oração é para que os próximos anos sejam um tempo de prosperidade, paz e graça para nossa nação."
Na terça-feira (21), Trump comentou sobre a carta e disse ter gostado do gesto. "É uma carta muito boa. Basicamente, uma pequena carta inspiradora", declarou.
Em 2021, Trump também deixou uma carta para Biden quando deixou a Casa Branca. Naquela época, o conteúdo do documento não foi revelado. O democrata apenas disse que a mensagem era "generosa", mas privada.
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Leia a carta na íntegra
Trump segura carta deixada por Biden
Evan Vucci/AP
"Caro Presidente Trump,
Ao me despedir deste sagrado cargo, desejo a você e à sua família tudo de melhor nos próximos quatro anos. O povo americano – e pessoas ao redor do mundo – olham para esta casa em busca de estabilidade nas inevitáveis tempestades da história, e minha oração é para que os próximos anos sejam um tempo de prosperidade, paz e graça para nossa nação.
Que Deus o abençoe e o guie, assim como tem abençoado e guiado nosso amado país desde sua fundação.
Joe Biden"
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Source: Biden deseja 'tudo de melhor' a Trump em carta e fala em necessidade de 'estabilidade nas inevitáveis tempestades da história'
#77
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Última mensagem por noticias - 26, Janeiro, 2025, 00:09
Europa em crise está preparada para um novo governo Trump?


     Quão preparados estão a França, a Alemanha e o resto do continente para o retorno de Trump ao poder nos EUA? Presidente dos EUA pela segunda vez, Donald Trump chega à posse na rotunda do Capitólio; o que o governo dele deverá significar para a Europa?
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"É maluquice! Estamos caminhando para uma eleição geral. O país parece estar quebrado. Nossa economia está estagnada... e a maior parte da imprensa alemã simplesmente parece estar obcecada por Trump, Trump, Trump!"
A professora de engenharia Iris Mühler, do nordeste da Alemanha, é uma dentre uma série de eleitores com quem conversei sobre a expectativa ante as eleições antecipadas do seu país, em fevereiro. E ela não é a única a ter a mesma percepção.
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A Europa enfrenta toda uma série de dificuldades domésticas, especialmente nos principais países da União Europeia, a Alemanha e a França. Mas o continente se mostra muito mais preocupado com Donald Trump, desde que ele venceu as eleições presidenciais americanas, em novembro.
Na última vez em que Trump ocupou a Casa Branca, a Europa enfrentou sérias turbulências. E muitos receiam que o Trump 2.0 possa ser muito pior.
Isso sem falar que as tradicionais potências europeias já enfrentam seus próprios problemas.
A França e a Alemanha estão atoladas em suas dificuldades políticas e econômicas. A União Europeia, como um todo, perde espaço em relação à China e aos Estados Unidos, em termos de competitividade. E, no Reino Unido, o estado dos serviços públicos é lamentável.
Com tudo isso, será que o Velho Continente está preparado para Donald Trump ou foi pego cochilando na direção (de novo)?
Rejeitando alianças
Alemanha 'no topo da lista'
A preparação real da Europa
Comércio, defesa e o fator Musk
Massagear o ego ou acenar com dinheiro?
A Europa também deve ser autossuficiente?
A grande questão da defesa
Europa mais fraca e dividida?
Rejeitando alianças
Quando o assunto é comércio e defesa, Trump age mais como um homem de negócios do que como um chefe de Estado americano que valorize as alianças transatlânticas que datam da Segunda Guerra Mundial.
"Ele simplesmente não acredita em parcerias onde todos ganham", declarou à BBC a ex-chanceler alemã Angela Merkel. Ela conviveu com Trump durante seu primeiro mandato e concluiu que ele observa o mundo com a premissa de que existem vencedores e vencidos.
Trump está convencido de que a Europa se aproveita dos Estados Unidos há anos e que isso precisa ter um fim.
Os líderes europeus observaram boquiabertos as últimas semanas, desde que Trump venceu pela segunda vez as eleições presidenciais americanas.
Em vez de concentrar sua ira nos países que ele reconhece como ameaças estratégicas, como a China, ele preferiu criticar publicamente os aliados dos Estados Unidos na Europa e o Canadá.
Trump acena com a possibilidade de abandonar a Otan, a aliança militar transatlântica que garante a segurança da Europa há décadas. Ele declarou que "incentivaria" a Rússia a fazer "tudo o que quisesse" com seus aliados europeus se eles "não pagarem" muito mais e ampliarem seus gastos com a defesa.
Em relação ao comércio, Trump claramente está mais furioso com a União Europeia do que durante seu primeiro mandato.
O bloco vende muito mais para os Estados Unidos do que importa. Em janeiro de 2022, o superávit comercial era de 15,4 bilhões de euros (cerca de R$ 96,7 bilhões).
Qual foi a resposta de Donald Trump? Ele disse que irá impor tarifas generalizadas de 10% a 20% sobre todas as importações e impostos ainda mais altos sobre certos produtos, como automóveis.
Este cenário é desastroso para a Alemanha, que depende das exportações e da indústria automobilística em particular. Sua economia já está trepidando — no ano passado, ela encolheu em 0,2%.
E, por se tratar da maior economia da zona do euro, as dificuldades financeiras da Alemanha ameaçam prejudicar a moeda como um todo.
Com Donald Trump, a Otan passa a se preocupar com a possível saída dos Estados Unidos da aliança.
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Alemanha 'no topo da lista'
Para Merkel, quando ele foi presidente da última vez, Trump parecia determinado a prejudicar a Alemanha.
O vice-diretor do Centro para a Reforma da Europa, Ian Bond, acredita que o país irá permanecer no "topo da lista de prioridades de Trump [no continente]".
"Ele disse no passado que não quer ver carros Mercedes-Benz nas ruas de Nova York", relembra ele. "Mas isso é meio maluco, já que, na verdade, a maior parte dos Mercedes-Benz que você vê nas ruas de Nova York é fabricada no Alabama [EUA], onde a Mercedes possui uma grande fábrica."
"Muitas vezes, ele foi mais hostil com a Alemanha do que com qualquer outro país da Europa. Talvez fique um pouco mais fácil para a Alemanha, com um novo governo mais conservador [após as próximas eleições gerais], mas eu não contaria com isso."
O primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, pediu "cabeças frias" após as primeiras horas de Trump como presidente,
O líder alemão disse que as movimentações nas redes sociais sugerem "um mundo à beira de um ataque de nervos", mas que "nem toda entrevista coletiva em Washington, nem todo tuíte, deveria nos levar a debates existenciais".
O apelo de Scholz, ao qual muitos podem simpatizar, é por calma, mas seus críticos podem argumentar que sob sua liderança a Alemanha foi calma demais diante de um mundo em mudança radical.
Uma das críticas mais comuns contra o governo alemão é de que a maior economia europeia não conseguiu se fortalecer, sem gerar crescimento econômico ou aumentar suficientemente seus gastos em defesa.
Já o Reino Unido espera evitar as tarifas de Trump porque não detém esse desequilíbrio comercial com os Estados Unidos. Mas o país pode muito bem ser atingido pela onda de choque, no caso de uma guerra comercial entre os EUA e a União Europeia.
A preparação real da Europa
O estilo enérgico de Trump pode não surpreender seus aliados, após seu primeiro mandato na Casa Branca.
Mas o verdadeiro enigma para a Europa, agora, é sua imprevisibilidade. Quanto de Donald Trump é fanfarronice e intimidação e quanto é promessa de ação?
O vice-presidente do think tank (centro de pesquisa e debates) Fundo Marshall Alemão dos Estados Unidos, Ian Lesser, acredita que as ameaças de tarifas de Trump são reais e que a Europa está longe de estar preparada para elas.
"Eles não estão preparados — ninguém está, na verdade", explica ele. "Esta abordagem muito diferente do comércio global abala muitos alicerces da economia internacional, que passaram décadas evoluindo."
A Comissão Europeia afirma que está pronta para qualquer medida de Trump no seu retorno à Casa Branca. Afinal, trata-se de uma imensa potência comercial no cenário mundial.
Mas Lesser afirma que o maior impacto à Europa pode sobrevir se Trump lançar uma guerra comercial agressiva contra a China. Esta medida poderia resultar em interrupções de cadeias de fornecimento para a Europa e Pequim poderia descarregar uma quantidade ainda maior de produtos baratos nos mercados europeus, em detrimento das empresas locais.
"Para a Europa, a ameaça é dupla: o que os Estados Unidos poderão fazer e o que a China irá fazer em resposta."
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Comércio, defesa e o fator Musk
Uma pesquisa recente indicou que Donald Trump e Elon Musk despertam muita desconfiança na Europa.
Reuters via BBC
O que complica ainda mais as coisas é que o comércio e a defesa não são questões separadas para Donald Trump e seu governo.
O novo presidente americano se negou recentemente a descartar ações militares e/ou econômicas contra a Dinamarca, membro da União Europeia e da Otan, se o país não entregasse a Groenlândia, seu território autônomo, aos Estados Unidos.
E o vice-presidente de Trump, J. D. Vance, defendeu condicionar a defesa americana da Europa à não interferência dos órgãos reguladores europeus sobre a plataforma de rede social X, antigo Twitter.
Vance alertou que os Estados Unidos poderão retirar seu apoio à Otan se a União Europeia der prosseguimento à sua longa investigação do X, de propriedade do Menino de Ouro de Trump, Elon Musk.
Musk também demonstrou recentemente sua disposição de assumir lados na política europeia.
Ele lançou repetidos ataques online contra os líderes europeus de centro-esquerda Keir Starmer, do Reino Unido, e Olaf Scholz, o chanceler alemão que está deixando o governo do país. Musk também postou no X que o partido extremista anti-imigração AfD seria a única esperança da Alemanha.
Suas manifestações deixaram muitos chocados na Europa, mas as pesquisas indicam que, na verdade, as controversas postagens de Musk exercem pouca influência sobre a opinião pública europeia.
Trump e Musk despertam ampla desconfiança na Europa, como ilustra uma nova pesquisa encomendada pelo Conselho Europeu de Relações Exteriores, intitulada "A UE e a opinião pública global após as eleições americanas".
Massagear o ego ou acenar com dinheiro?
O presidente francês, Emmanuel Macron, foi um dos primeiros a felicitar Trump nas redes sociais pela sua vitória nas eleições presidenciais americanas pela segunda vez.
EPA via BBC
O fato é que os diferentes líderes europeus detêm técnicas diversas para "domar o Trump", como são chamadas estas tentativas. Alguns deles massageiam o ego nada pequeno do presidente americano.
Neste quesito, o especialista é o presidente da França, Emmanuel Macron. Ele foi um dos primeiros líderes mundiais a felicitar Donald Trump nas redes sociais após sua nova eleição em novembro — e o convidou rapidamente a comparecer à resplandecente reabertura da Catedral de Notre Dame, na capital francesa, repleta de autoridades.
Durante o primeiro mandato de Trump na Casa Branca, Macron recebeu Trump como convidado de honra na exibição anual de pompa e poderio militar do dia da Queda da Bastilha, em Paris.
Já o Reino Unido sabe que Trump tem uma queda pela Escócia, de onde veio sua mãe, e pela Família Real Britânica. Em 2019, ele apreciou visivelmente um banquete de Estado com a rainha Elizabeth 2ª (1926-2022) e fez vários elogios ao príncipe William, depois de se reunir com ele no ano passado.
Mas outras autoridades europeias preferem acenar com dinheiro.
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, aconselhou os líderes da Europa a adotar uma "estratégia de talão de cheques", negociando com Trump em vez de retaliar suas possíveis tarifas de importação.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fala em comprar mais gás natural liquefeito dos Estados Unidos (a preços mais altos), como parte dos esforços da Europa para diversificar suas fontes de energia. O continente vem abandonando sua dependência do gás russo, mais barato, desde a invasão da Ucrânia pelo Kremlin, em 2022.
Fontes da Comissão também falam na possível compra de mais produtos agrícolas e armas dos Estados Unidos.
A Europa também deve ser autossuficiente?
O retorno de Donald Trump à Casa Branca vem fazendo os líderes europeus examinarem as fraquezas do continente.
Macron defende, há muito tempo, o que ele chama de "autonomia estratégica" — essencialmente, que a Europa aprenda a ser mais autossuficiente, para poder sobreviver.
"A Europa... pode morrer e isso depende inteiramente das nossas escolhas", declarou ele no ano passado.
A pandemia de covid-19 mostrou como a Europa é dependente dos produtos importados da China, como remédios. E a invasão da Ucrânia por Vladimir Putin expôs a dependência excessiva da energia russa por parte da Europa.
Macron, agora, soa o alarme em relação aos Estados Unidos.
"Os Estados Unidos da América têm duas prioridades", segundo o presidente francês.
"Primeiro, os Estados Unidos, e isso é legítimo. Em segundo lugar, a questão da China. A questão europeia não é uma prioridade geopolítica para os próximos anos e décadas."
A grande questão da defesa
Quando o assunto é a defesa, a insistência de Trump para que a Europa aumente seus gastos é geralmente bem aceita — embora o valor desse aumento seja um acalorado tema de debate.
Mas, enquanto Trump fala em aumentar o gasto em percentual do PIB, os europeus discutem como gastar seus orçamentos de forma mais inteligente e conjunta, para fortalecer a segurança do continente.
Emmanuel Macron deseja uma política europeia para a indústria da defesa como um todo. Ele afirma que a guerra na Ucrânia demonstrou que "nossa fragmentação é uma fraqueza".
"Às vezes, nós descobrimos, como europeus, que nossas armas não são do mesmo calibre, que nossos mísseis não são compatíveis."
A preocupação da Europa é que Trump não queira continuar sendo o principal financiador da ajuda militar à Ucrânia, como ocorreu no governo Biden.
Em fevereiro, os líderes da União Europeia convidaram o Reino Unido — uma das duas grandes potências militares da Europa — para uma cúpula informal. A intenção é discutir como trabalhar melhor em conjunto sobre questões de defesa e segurança.
A chefe da defesa da União Europeia e ex-primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, acredita que seja necessária uma unidade de propósito na Europa.
"Precisamos agir de forma unificada", declarou ela. "Com isso, somos fortes. Com isso, também mantemos seriedade no cenário mundial."
Europa mais fraca e dividida?
Alguns acreditam que a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, pode priorizar o fortalecimento dos laços com Donald Trump e não a união na Europa.
EPA via BBC
Alguns analistas afirmam que a Europa está muito mais fraca e dividida para lidar com Trump 2.0 do que em 2016, quando ele foi eleito pela primeira vez.
Eu diria que a resposta é sim, mas também não.
Sim porque, como dissemos, o crescimento econômico é lento e a política é volátil. Os partidos nacionalistas, populistas e eurocéticos estão ganhando força em muitos países europeus.
Alguns desses partidos, como a AfD alemã, são flexíveis com Moscou. Outros, como o da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, podem estar mais dispostos a priorizar os laços transatlânticos com Trump, em detrimento da unidade europeia.
Mas é preciso ter cuidado ao olhar com lentes cor-de-rosa para a Europa da época em que Trump foi eleito presidente pela primeira vez.
Financeiramente, o norte da Europa certamente estava melhor do que agora. Mas, em termos de unidade, o continente estava profundamente dividido após a crise dos migrantes de 2015.
Os partidos populistas eurocéticos já estavam em crescimento e, após a votação do Brexit, em junho de 2016, surgiram previsões generalizadas de que a União Europeia logo perderia outros países membros e se desintegraria.
Avançando para 2025, a União Europeia superou o Brexit, a pandemia de covid, a crise da migração e o primeiro mandato de Donald Trump. E os países ficaram bastante unidos após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
O Velho Continente mais cambaleou do que navegou durante essas crises sucessivas, mas a União Europeia segue de pé e as feridas do Brexit, por exemplo, foram curadas com o passar do tempo.
A União Europeia considera o Reino Unido pós-Brexit como um aliado próximo, que compartilha os mesmos valores em um mundo ameaçado pela ambição chinesa, pelo expansionismo russo e por um novo presidente americano, enérgico e imprevisível.
Já a Otan, ainda que esteja preocupada com o comprometimento de Trump junto à aliança, vem se ampliando militar e estrategicamente com a entrada da Suécia e da Finlândia, vizinha da Rússia, após a invasão da Ucrânia pelo Kremlin.
Talvez, apenas talvez, Trump observe menos diferenças e frustrações que o antagonizem com a Europa desta vez.
Esta é uma Europa que reconhece a necessidade de gastar mais com a defesa, como ele exige; que é muito mais cautelosa com a China, como ele espera; e está muito mais voltada para a direita, como ele prefere.
Mas seria esta uma Europa cujos líderes também irão enfrentar Trump, com todas as suas ameaças e fanfarronice, se ele vier a cruzar um limite — seja sobre direitos humanos, liberdade de expressão ou perda de tempo com ditadores?
Está por ser escrito um novo capítulo nas relações entre os amigos rivais dos dois lados do Atlântico.
* Com colaboração de Jessica Parker, correspondente da BBC News em Berlim

Source: Europa em crise está preparada para um novo governo Trump?
#78
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Última mensagem por noticias - 25, Janeiro, 2025, 00:08
É #FAKE que Trump voltou a considerar proibição de voos do Brasil para os EUA; vídeo é de 2020


     Vídeo que circula nas redes sociais utiliza trechos de reportagem veiculada ainda no início da pandemia de Covid-19. É #FAKE que Trump voltou a cogitar proibição de voos do Brasil para os EUA em 2025
Reprodução
Circula nas redes sociais uma publicação que diz que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a considerar a proibição de voos do Brasil para os Estados Unidos. É #FAKE.
selo fake
g1
O que diz o vídeo enganoso
A legenda da publicação falsa é: "EUA podem proibir entrada de brasileiro".
O vídeo mentiroso usa trechos de uma reportagem do "Jornal da Record" no início da pandemia de Covid-19. A publicação enganosa, no entanto, não faz qualquer menção à doença.
Na abertura da reportagem, o âncora afirma: "O presidente Donald Trump disse hoje pela segunda vez que considera cancelar os voos do Brasil para os Estados Unidos".
Em seguida, o jornalista pede a uma correspondente em Nova York para explicar a declaração de Trump.
A repórter diz: "O presidente [Trump] disse que o Brasil está enfrentando um momento muito complicado e ele não quer que os voos tragam pros Estados Unidos pessoas que possam contaminar a população".
Fato ou Fake: a checagem passo a passo
▶️ O Fato ou Fake usou o Google Lens —ferramenta de busca reversa que permite encontrar a origem de imagens na internet — e verificou que o vídeo falso que está circulando foi publicado no Instagram em 19 de janeiro de 2025.
▶️ Com isso, foi possível encontrar o vídeo original: um trecho do "Jornal da Record" exibido em 19 de maio de 2020.
▶️ Naquele dia, Brasil registrou, pela primeira vez, mais de mil mortos por Covid-19 em 24 horas.
▶️ Na mesma data, Trump, então presidente americano, afirmou que cogitava banir viagens entre os dois países por conta do agravamento do cenário brasileiro diante da doença. Quatro dias depois, os EUA anunciaram oficialmente, em decreto, que a proibição valeria a partir de 29 de maio de 2020.
▶️ Ao comparar o vídeo verdadeiro com o mentiroso, o Fato ou Fake constatou que o post enganoso cortou estes três trechos do conteúdo original que mencionam a pandemia:
Na primeira, o âncora diz: "O presidente Donald Trump disse hoje, pela segunda vez, que considera cancelar os voos do Brasil para os Estados Unidos por causa da Covid-19."
A correspondente em Nova York, na sequência, explica: "É, o presidente disse que o Brasil está enfrentando um momento muito complicado da pandemia, e ele não quer que os voos tragam para os Estados Unidos pessoas que possam contaminar a população [americana]."
Por fim, complementa descrevendo que Trump lamentou as mortes no Brasil e estava enviando respiradores mecânicos para ajudar o país.
▶️ Nenhum decreto assinado por Donald Trump em 20 de janeiro de 2025, dia de posse para o novo mandato, menciona a proibição de voos do Brasil para os EUA.
VÍDEOS: Fato ou Fake explica
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Última mensagem por noticias - 24, Janeiro, 2025, 00:02
Trump assina ordem para rebatizar Golfo do México para 'Golfo da América'


     Medida foi publicada pela Casa Branca na noite desta segunda-feira (20). Montanha mais alta dos EUA também foi renomeada para homenagear ex-presidente. Trump assina decretos
Jim WATSON / POOL / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para rebatizar o Golfo do México como "Golfo da América". O decreto foi publicado pela Casa Branca na noite desta segunda-feira (20).
AO VIVO: acompanhe a cobertura em tempo real da posse de Trump
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A medida tem mais impacto político dentro dos Estados Unidos do que prático. Isso porque a troca deve ficar restrita ao território norte-americano, com pouca influência em outros países.
Nesta terça-feira (21), durante coletiva de imprensa, a presidente do México, Claudia Scheinbaum minimizou o decreto e afirmou:
"Vale só para seu território continental. Para nós e para o resto do mundo inteiro segue sendo o Golfo do México".
O Golfo do México é o maior golfo do mundo, sendo cercado por terras da América do Norte e da América Central. A região tem uma superfície de aproximadamente 1,55 milhão de km², e seu subsolo é rico em petróleo. Além dos EUA, o golfo banha o México e Cuba.
Recentemente, Trump afirmou que rebatizaria o Golfo do México como "Golfo da América" por uma questão de justiça. Ele disse ainda que o novo nome seria mais bonito.
"É apropriado porque o México tem um déficit enorme com a gente, e nós fazemos todo o trabalho lá", disse em janeiro.
Na ordem que troca o nome do Golfo, Trump justifica que a região foi uma artéria crucial para o comércio nos Estados Unidos e continua sendo uma área vital para a indústria marítima do país.
Trump assina decreto para rebatizar o Golfo do México como 'Golfo da América'
"O Golfo continuará a desempenhar um papel fundamental na formação do futuro da América e da economia global, e em reconhecimento a este recurso econômico florescente e sua importância crítica para a economia da nossa Nação e seu povo, estou determinando que ele seja oficialmente renomeado como Golfo da América", diz a ordem.
A nomeação deve ser refletida em mapas produzidos pelo governo dos Estados Unidos, além de contratos, documentos e comunicações internas.
Veja onde fica o Golfo do México
Equipe de arte/g1
Monte 'McKinley'
Na mesma ordem executiva, Trump renomeou o Monte Denali, no Alasca, como "Monte McKinley". A montanha, com mais de 6.000 metros, é a mais alta da América do Norte. A medida homenageia o presidente William McKinley, que governou os Estados Unidos entre 1897 e 1901.
Na prática, a ordem de Trump desfaz um decreto do ex-presidente Barack Obama, que havia determinado que o Monte McKinley se chamasse Denali. À época, o objetivo era utilizar o nome tradicionalmente usado pelos nativos para batizar a montanha.
Segundo Trump, McKinley liderou os Estados Unidos na vitória da Guerra Hispano-Americana e "defendeu tarifas para proteger a manufatura dos EUA, impulsionar a produção doméstica e levar a industrialização do país" a novos patamares.
Mulher observa o Monte Mckinley, no Alasca
Andy Newman/Holland America Line via AP

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Última mensagem por noticias - 22, Janeiro, 2025, 23:59
'MAGA', 'América' e 'Era de Ouro': o glossário do que Trump disse na posse


     Republicano assume a presidência nesta segunda, 20 de janeiro de 2025. O evento acontece no Capitólio, em Washington, D.C, reunindo celebridades e aliados de Trump. Trump discursa ao tomar posse nos EUA
CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Após uma vitória esmagadora nas eleições presidenciais, Donald Trump   toma posse como presidente dos Estados Unidos nesta segunda (20).
O republicano retorna ao poder após uma eleição polarizada, marcada por um vocabulário singular e cheio de bordões que refletem sua estratégia de comunicação, fortemente influenciada pelas redes sociais.
AO VIVO: acompanhe a cobertura em tempo real da posse de Trump
São mensagens que não apenas sintetizam os posicionamentos ideológicos de Trump, como também se espalham rapidamente, avaliam especialistas ouvidos pela reportagem da BBC em agosto de 2024. Relembre:
"Essas palavras e expressões são muito importantes porque, em primeiro lugar, são fáceis de memorizar e espalhar", avalia Lucas Leite, doutor em Relações Internacionais e professor da mesma disciplina na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). 
🗣� Conheça abaixo algumas das siglas usadas por Trump e suas origens:
MAGA (Make America Great Again)
O lema da campanha de Donald Trump desde 2016, "MAGA", é a sigla para "Make America Great Again" (em tradução livre, "Tornar a América Grande Novamente").
Originalmente usado pelo ex-presidente Ronald Reagan, esse slogan tornou-se amplamente utilizado por republicanos e apoiadores de Donald Trump na campanha de 2016, e retornou como sigla em estampas de boné e camisetas, que se destacaram nos comícios do republicano em 2024.
Frequentemente repetida pelo republicano, a frase evoca a nostalgia de um passado dos Estados Unidos, que seria considerado mais próspero, com uma identidade nacional cristalizada, sem o impacto de discussões sobre temas como imigração ou justiça social.
América
Donald Trump chama frequentemente os EUA de "América", se referindo ao país pelo seu último nome, Estados Unidos da América. Vale destacar que América também é o nome dado ao continente que engloba diversos países, como o Brasil.
 Promise Of A New 'Golden Era'
"A era de ouro dos Estados Unidos começa hoje", disse Trump ao iniciar seu primeiro discurso como o 47º presidente dos EUA. Ele afirmou estar retornando à presidência com "confiança e otimismo" e fez críticas duras ao governo Joe Biden, com o antigo presidente e sua vice, Kamala Harris, ouvindo tudo a seu lado.
"Nós agora temos um governo que não consegue sequer gerenciar uma pequena crise doméstica e, ao mesmo tempo, está tropeçando continuamente em eventos catastróficos no mundo todo. Não conseguimos proteger nossos cidadãos e dão santuário e proteção para criminosos perigosos, que ilegalmente entraram no nosso país, do mundo todo", afirmou, reforçando suas ideias anti-imigração.
Nas últimas semanas, o termo foi usado algumas vezes pelo novo presidente – bem como no primeiro mandato.
We will drill baby, drill you
Ao longo do discurso, Trump também disse: "wee will drill baby, drill you", expressão que em tradução literal significa: vamos perfurar bebê, perfurar você. O slogan tem sido utilizado por ele para falar sobre aumentar a produção de combustíveis fósseis, o que tende a ir na contramão das políticas climáticas.
Trump disse em outro momentos que irá retirar novamente os Estados Unidos do Acordo de Paris e apoiará o aumento da produção de energia nuclear. Ele também pretende revogar as determinações de Joe Biden sobre veículos elétricos e outras políticas destinadas a reduzir as emissões de automóveis. O republicano defende, ainda, a liberação rápida de todos os projetos de geração de energia, incluindo os combustíveis fósseis.
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Posse de Donald Trump

Source: 'MAGA', 'América' e 'Era de Ouro': o glossário do que Trump disse na posse
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