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#81
CIÊNCIA e RELIGIÃO / O pagode de Jesus...
Última mensagem por marcosbr - 12, Abril, 2026, 18:40
 Parece brincadeira mas se trata de um assunto sério...
 As pessoas esqueceram de uma coisa fundamental e que não tem negociação.
 Alguns "pastores" pregam a teologia da prosperidade, e colocam Deus como sendo obrigado a te dar dinheiro.
 Mas você sempre pobre, sem estudo e contribuindo com seu dizimo fiel. Ele é tesoureiro de Deus!
 Jesus ensinou isto? 
 Pelo contrario... Temos o exemplo de Lazaro e o rico!
 Mas vamos a prática...
 Me desculpe a sinceridade e experimentem para ver como funciona.
 Seu pastor sabe quem foi Buda? Sabe quem foi Kardec?  Quem foi Lutero? Leu ou conhece os livros apócrifos?
 Como eu posso discutir com um mecânico sem conhecer mecânica? Como alguém vai me dizer que eletrônica e eletricidade é a mesma coisa?
Como pode??????
 Para uma pessoa me afirmar que 2+2 são 5, eu vou discordar e pedir que me prove que tudo que aprendi esta errado!
 Não são todos, mas muitos abandonaram o ensinamento de Jesus: "Buscai primeiro o reino e todas as coisas vos serão acrescentadas"
 Próximo tópico será como identificar FALSOS Religiosos. Padres, pastores e picaretas. Mas a verdade esta neste pagode.
 
#82
LEIA SEMPRE AQUI / Vice de Trump diz que 1ª propo...
Última mensagem por noticias - 12, Abril, 2026, 10:00
Vice de Trump diz que 1ª proposta de paz do Irã 'parecia feita pelo ChatGPT, sinceramente'

        JD Vance
Matt Freed/AP
O vice-presidente de Donald Trump, JD Vance, disse nesta quarta-feira (8) que a proposta de paz apresentada pelo Irã parecia ter sido escrita pelo ChatGPT. Segundo ele, ao menos três versões distintas de um plano de 10 pontos teriam circulado nos bastidores, dificultando a definição de uma base comum para o diálogo.
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"Achamos que a primeira proposta teria sido escrita pelo ChatGPT, que foi jogada no lixo e recusada", disse Vance.
O republicano também chamou de 'completo idiota' o responsável pela proposta iraniana.
Em seguida, a segunda proposta foi mais razoável e passou a ser tratada como um ponto de partida para as negociações. Já a terceira proposta de 10 pontos que tem circulado nas redes sociais Vance classificou como "maximalista" e descartada.
Confira a fala de JD Vance na íntegra:
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LEIA MAIS: Indefinição e ataques põem em risco cessar-fogo entre EUA e Irã; saiba os pontos de divergência
Em um comunicado assinado pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Bagher Ghalibaf, o país afirma que "como o presidente dos EUA declarou claramente em sua [rede social] Truth Social, a proposta de 10 pontos da República Islâmica do Irã é 'uma base confiável para se negociar'".
A agência Mehr, controlada pelo governo iraniano, afirmou que os 10 pontos apresentados por Teerã são:
Não agressão.
Permanência do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz.
Aceitação do enriquecimento de urânio por parte do Irã.
Suspensão de todas as sanções primárias ao Irã.
Suspensão de todas as sanções secundárias ao Irã.
Revogação de todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
Revogação de todas as resoluções do Conselho de Governadores da AIEA.
Pagamento de indenização ao Irã.
Retirada das forças de combate dos EUA da região.
Cessação da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano.
Alguns dos pontos, no entanto, já teriam sido violados.
Isso porque Israel intensificou sua ofensiva no sul do Líbano, com bombardeios que deixaram mais de 250 mortos. Classificados pelo Exército israelense como "a maior onda de ataques" na guerra contra o grupo extremista Hezbollah, os bombardeios atingiram a capital, Beirute, e outras regiões do país.
Além disso, os EUA também teriam atacado ilhas iranianas no Golfo Pérsico.
Fumaça sobe após um ataque israelense aos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026.
REUTERS/Mohamed Azakir    

Source: Vice de Trump diz que 1ª proposta de paz do Irã 'parecia feita pelo ChatGPT, sinceramente'

#83
LEIA SEMPRE AQUI / Trump diz que Líbano não faz p...
Última mensagem por noticias - 11, Abril, 2026, 18:06
Trump diz que Líbano não faz parte do cessar-fogo, segundo imprensa dos EUA

        Bombardeio israelense em Tiro, no sul do Líbano, em 8 de abril de 2026.
REUTERS/Adnan Abidi
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que o Líbano, alvo de ataques de Israel nesta manhã, não faz parte do acordo de cessar-fogo entre com o Irã, segundo a imprensa norte-americana.
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Em entrevista à PBS, a rede de TV pública dos Estados Unidos, Trump disse que "eles (Líbano) não estão incluídos no acordo" de cessar-fogo. "Por causa do Hezbollah. Eles não foram incluídos no acordo também", disse.
Já a CNN Internacional afirmou ter ouvido da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que, em uma conversa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, Trump não se opôs a que Israel seguisse atacando o Líbano.
A posição de Washington contradiz a do governo do Paquistão, país que mediou o acordo de cessar-fogo e que sediará conversas entre os dois lados nas negociações pelo fim definitivo da guerra. Ainda na terça-feira (7), pouco depois de EUA e Israel anunciarem o cessar-fogo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse que a pausa em ataques ao Líbano está contemplada na trégua.
"Tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América, juntamente com seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano e outros, com efeito imediato", disse Sharif, em um comunicado publicado nas redes sociais.
O Irã também afirmou que o Líbano está contemplado na trégua e, em retaliação a ataques de Israel ao território libanês, voltou a fechar o Estreito de Ormuz nesta quarta.
Irã ameaça romper cessar-fogo
Bombardeio israelense destrói área residencial em Beirute
Segundo a agência Fars, o regime iraniano voltou a fechar o Estreito de Ormuz para o trânsito de navios comerciais e atribuiu a ação ao que chamou de "violações de Israel ao cessar-fogo".
🛢️ O Estreito de Ormuz é uma rota por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo. Seu fechamento desde o início do conflito teve forte impacto na economia global.
Além disso, o Irã prometeu "punir" Israel pelos "ataques ao Hezbollah que violaram a trégua", e as Forças Armadas iranianas já estão "identificando alvos para responder aos ataques desta quarta", segundo fontes ouvidas pelas agências estatais Tasnim e PressTV.
O endurecimento da postura do Irã ocorreu após Israel ter feito nesta quarta o maior ataque contra o território libanês em sua guerra contra o grupo terrorista Hezbollah (leia mais abaixo).
Os bombardeios israelenses em larga escala ocorreram após o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, ter dito que o cessar-fogo não se aplica ao Líbano. A fala contrariou o anúncio do Paquistão, que tem atuado como mediador do conflito, de que todas as frentes teriam os ataques interrompidos, e mencionou explicitamente o Líbano.
Fumaça sobe sobre a capital do Líbano após ataques israelenses
➡️ Em paralelo, países do Golfo Pérsico relataram ter sido atacados pelo Irã com mísseis e drones após a trégua entrar em vigor. O acordo de cessar-fogo previa que o Irã também pausaria os ataques retaliatórios que tem lançado contra países do Golfo Pérsico parceiros dos EUA.
Catar, Kuwait e Arábia Saudita denunciaram ataques iranianos. O governo catari disse que o país foi alvejado por artefatos vindos do Irã, mas que foram interceptados. Já uma fonte saudita disse à Reuters que um oleoduto em território saudita foi alvejado esta manhã, poucas horas após o cessar-fogo entrar em vigor. O Kuwait anunciou "dano material severo" causado por drones iranianos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à TV norte-americana PBS nesta quarta-feira que o Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo na guerra contra o Irã. "Por causa do Hezbollah, nós não incluímos o Líbano no cessar-fogo, e o Irã sabe disso", afirmou.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu que todas as partes respeitem o cessar-fogo e disse que violações prejudicam o espírito de paz buscado pelas negociações para colocar um fim definitivo à guerra do Oriente Médio.
Voltando à questão do Líbano, o premiê libanês Nawaf Salam acusou Israel de atingir áreas densamente povoadas e de ignorar esforços internacionais pela paz. Já o Ministério da Saúde libanês afirmou que os bombardeios deixaram centenas de vítimas, incluindo mortos e feridos, e pediu que a população libere as ruas de Beirute para a passagem de ambulâncias.
Israel e o Hezbollah retomaram uma guerra entre eles no início de março, em meio ao conflito contra o Irã. Isso porque o grupo terrorista é apoiado por Teerã e iniciou ataques aéreos contra o território israelense em retaliação a bombardeios de Israel contra o Irã. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária.
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Ataques de Israel ao Líbano após cessar-fogo
Fumaça sobe após um ataque israelense aos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026.
REUTERS/Mohamed Azakir
O Exército de Israel afirmou que realizou "a maior onda de bombardeios" da guerra contra o Líbano, que atingiu mais de 100 centros de comando e instalações militares do Hezbollah.
"Este é o maior ataque realizado contra a infraestrutura do Hezbollah desde o início da Operação 'Leão Rugindo'. A maior parte da infraestrutura atingida estava localizada no coração de áreas civis, como parte do que Israel descreve como o uso de civis libaneses como escudos humanos pelo Hezbollah (...) Continuaremos atingindo a organização terrorista e utilizaremos todas as oportunidades operacionais", afirmou a pasta.
Danos foram reportados em Beirute e em outros locais do país. Israel emitiu diversos alertas para evacuação para diversas regiões no sul do Líbano, na cidade de Tiro, e também em sete bairros da capital libanesa.
Mais cedo, o Hezbollah pediu contenção e advertiu Israel contra novos ataques. O grupo terrorista não havia se manifestado de forma oficial sobre os bombardeios reportados pelo Exército israelense até a última atualização desta reportagem.
O embaixador do Irã na ONU afirmou nesta quarta-feira que Israel deve respeitar o cessar-fogo no Líbano, e disse qualquer continuação dos ataques complicaria a situação e teria consequências.
Por que o Líbano faz parte da guerra?
Bombardeio israelense em Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026.
Reprodução/redes sociais via Reuters
O país tem sido alvo de constantes ataques israelenses desde os primeiros dias da guerra, iniciada em 28 de fevereiro. Israel afirma ter como alvos o grupo extremista Hezbollah, aliado do Irã que atua no país e lançou ataques contra o território israelense.
Alegando a proteção de seu território, Israel invadiu o sul do Líbano, tomando o controle militar de todo o território do país vizinho até o rio Litani. Ataques aéreos também foram realizados contra a capital, Beirute, e o Vale do Beqaa, no leste do país.
Segundo o governo libanês, mais de 1.500 pessoas morreram em ataques israelenses no país desde o início do conflito, e outras 4.800 ficaram feridas.
Fumaça sobe após um ataque israelense aos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026.
REUTERS/Mohamed Azakir
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Source: Trump diz que Líbano não faz parte do cessar-fogo, segundo imprensa dos EUA

#84
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Última mensagem por noticias - 11, Abril, 2026, 12:05
Indefinição e ataques põem em risco cessar-fogo entre EUA e Irã; saiba os pontos de divergência

        Após mais de um mês de guerra aberta no Oriente Médio, Estados Unidos e Irã anunciaram na noite de terça-feira (7) um cessar-fogo de duas semanas — um acordo que tem se mostrado frágil e cercado de incertezas. Na manhã desta quarta (8), foram registrados ataques no Líbano, em ilhas iranianas e nos países do Golfo Pérsico.
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A trégua previa que, durante duas semanas, EUA e Israel pausem os ataques ao território iraniano. Em contrapartida, o Irã se comprometeria a reabrir o Estreito de Ormuz, o que durou apenas algumas horas. A via marítima voltou a ser fechada no início da tarte desta quarta, e o Irã agora fala que o cessar-fogo foi rompido.
👉 Contexto: o cessar-fogo, por determinação, é apenas uma pausa. Neste caso, a trégua correrá em paralelo com as negociações oficiais entre as duas partes para um acordo definitivo de paz, que daria fim ao conflito. Essas conversas começarão nesta sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão, que media as tratativas.
Confira abaixo os principais pontos acordados entre EUA e Irã e as divergências.
 Pontos acordados entre Irã e EUA:
Duração da trégua: EUA e Irã concordaram com um cessar-fogo provisório de 15 dias (duas semanas);
Pausa em ataques: Nesse período, os EUA e Israel não podem atacar nenhum ponto do território iraniano — foi um bombardeio conjunto dos dois países ao Irã que deu início à atual guerra no Oriente Médio;
Reabertura de Ormuz: Como contrapartida, o Irã concordou em reabrir a via marítima — por onde passam 20% do petróleo mundial — com o trânsito coordenado pelas forças militares iranianas. O Irã, que margeia a maior parte do estreito, vinha atacando embarcações que passassem por lá, o que estacionou o trânsito na região e criou uma crise no preço do petróleo;
Pausa em ataques retaliatórios: O Irã também fica proibido de lançar mísseis e drones contra os países do Golfo Pérsicos parceiros dos Estados Unidos, que Teerã vinha atacando desde o início da guerra em retaliação;
Mediação e nova reunião: Ficou estabelecido que delegações de negociadores dos EUA e do Irã se reunirão em Islamabad, Paquistão, na sexta-feira (10) para buscar um acordo de paz duradouro.
Pontos de Divergência:
Plano de 10 pontos como base
Ao confirmar o cessar-fogo, na terça-feira, o Irã disse ter apresentado aos EUA, por meio do Paquistão, um plano de dez pontos como condição para dar fim à guerra. Trump inicialmente classificou a proposta como uma "base viável" ou "trabalhável" para iniciar as negociações definitivas. Mas, nesta quarta, disse que "apenas alguns pontos" são viáveis.
Já Casa Branca afirmou que o plano de dez pontos foi considerado "inaceitável" e descartado, e que as negociações com Teerã passarão a se basear em uma nova proposta iraniana, descrita pelos EUA como "mais condensada e razoável" e cujo conteúdo não foi divulgado.
As autoridades iranianas, por sua vez, indicam que a primeira lista segue válida e a defendem como base confiável para um acordo.
Compromisso nuclear
Um dos dez pontos do plano iraniano prevê a manutenção do enriquecimento de urânio. Nesta quarta, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã (espécie de Ministério da Segurança) alegou que Washington concordou com o termo. Já Trump negou e disse que vai "escavar" todo o urânio enriquecido do solo iraniano, inclusive com a ajuda de Teerã.
Na noite de terça (7), a Associated Press já havia informado sobre essas inconsistências nas versões do acordo. Segundo a agência, o plano divulgado pelo Irã, em língua persa, continha a frase "aceitação do enriquecimento" para seu programa nuclear, algo que estava ausente nas versões em inglês compartilhadas por diplomatas iranianos com jornalistas.
Inclusão do Líbano
Este é o maior impasse do acordo. O Paquistão e o Irã afirmam que a trégua inclui o Líbano — e, portanto, proíbe ataques ao país durante o período do cessar-fogo. No entanto, Israel e EUA declararam que o Líbano e o combate ao Hezbollah estão fora do acordo.
Forças israelenses fizeram nesta quarta (8) o maior ataque ao território libanês desde o início da guerra. Os bombardeios deixaram 254 mortos e mais de 830 feridos, segundo balanço das autoridades libanesas.
Controle do Estreito de Ormuz
Enquanto os EUA exigem a livre circulação e a criação de uma zona marítima livre, o Irã quer manter o controle coordenado pelas suas próprias forças navais sobre o tráfego no estreito. Após o cessar-fogo o Irã chegou a reabrir o estreito, mas voltou a fechá-lo horas depois, em retaliação aos ataques israelenses contra o Líbano.
Sanções e Reparações
O plano iraniano exige a suspensão total de todas as sanções (primárias e secundárias) e o pagamento integral de indenizações pelos custos de reconstrução do país, pontos que ainda não foram formalmente aceitos pelos norte-americanos.
Retirada de tropas
O Irã demanda ainda a retirada total das forças de combate dos EUA do Oriente Médio. Mas o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, disse nesta quarta que militares enviados à região continuarão por lá por enquanto.
Violações mútuas
O Irã afirma que ilhas iranianas foram atacadas e denuncia os ataques de Israel ao Líbano. Simultaneamente, países do Golfo (como Arábia Saudita e Kuwait) denunciaram ataques de mísseis e drones iranianos ocorridos já durante a vigência da trégua.
Fumaça sobe após um ataque israelense aos subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026.
REUTERS/Mohamed Azakir
Veja os vídeos que estão em alta no g1    

Source: Indefinição e ataques põem em risco cessar-fogo entre EUA e Irã; saiba os pontos de divergência

#85
LEIA SEMPRE AQUI / Irã está 'com as mãos no gatil...
Última mensagem por noticias - 11, Abril, 2026, 06:05
Irã está 'com as mãos no gatilho' apesar de trégua, diz Guarda Revolucionária

        EUA e Irã acertam cessar-fogo de duas semanas com mediação do Paquistão
Embora tenha alcançado um acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos na terça-feira (7), o Irã segue de prontidão para agir em casos de ataque.
A Guarda Revolucionária afirmou que está "com as mãos no gatilho" para bombardear vizinhos caso haja uma nova ofensiva por parte dos EUA e Israel durante o período de trégua, de acordo com a agência de notícias Tasnim.
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Ainda de acordo com a Tasnim, agência associada à Guarda Revolucionária, as forças iranianas seguem "prontas para agir a qualquer ataque com mais força".
Mais cedo, a agência de notícias iraniana Mehr relatou várias explosões na ilha iraniana de Sirri, mas ainda não havia informações sobre novos ataques ao Irã até a última atualização desta reportagem.
➡️ O cessar-fogo ao que ambas as partes chegaram na terça prevê uma pausa nos ataques ao território iraniano durante duas semanas. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz.
Durante a trégua, delegações dos Estados Unidos e do Irã vão se reunir no Paquistão para negociar um fim definitivo da guerra entre os dois países.
A reunião ocorrerá na sexta-feira (10) foi anunciada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador do conflito. As negociações ocorrerão na capital paquistanesa Islamabad.
"Tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América, juntamente com seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato. (...) Acolho calorosamente esse gesto sensato e expresso minha mais profunda gratidão à liderança de ambos os países, convidando suas delegações a Islamabad na sexta-feira, 10 de abril de 2026, para dar continuidade às negociações rumo a um acordo definitivo que resolva todas as disputas", disse Sharif em comunicado.
Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chanceler do Irã, Abbas Araqchi, o acordo de não agressão terá uma validade de duas semanas. Durante o período, o Estreito de Ormuz permanecerá aberto. Leia mais abaixo.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmou a participação do Irã nas negociações, disse Sharif nesta quarta. Agências estatais iranianas afirmaram que a delegação do país será liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. O regime, no entanto, ainda não decidiu a composição do restante da equipe.
Os Estados Unidos ainda não informaram oficialmente quem participará da delegação nas conversas no Paquistão. No entanto, os EUA disseram anteriormente que o vice-presidente J.D. Vance estava participando das negociações com o Irã, assim como o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner. É possível que essas três autoridades participem da nova rodada de tratativas.
Vance disse nesta quarta-feira que o presidente dos EUA, Donald Trump, está "impaciente" por progresso nas negociações com o Irã, e que os dois países conseguirão chegar a um acordo para pôr um fim definitivo à guerra caso Teerã negocie "em boa fé". O vice-presidente norte-americano, no entanto, não especificou o que quis dizer com isso.
Trump fala em 'objetivos cumpridos'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em coletiva na Casa Branca
Evan Vucci/Reuters
O presidente norte-americano, Donald Trump, alegou que todos os objetivos militares dos EUA no Irã já foram cumpridos e que as negociações para um acordo definitivo de paz estão avançadas.
Segundo ele, os EUA receberam uma proposta de plano de paz do Irã com 10 pontos, considerada uma base viável para negociação (veja quais são abaixo). Trump declarou que quase todos os pontos de divergência já foram acordados entre os dois países.
"Um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído", disse.
Leia o anúncio de Trump na íntegra mais abaixo.
Segundo autoridades da Casa Branca, Israel também fará parte da trégua. Na mesma linha, a mídia israelense disse que o cessar-fogo também inclui o Líbano.
O Paquistão confirmou que as conversas entre negociadores de EUA e Irã começarão na próxima sexta-feira (10), em Islamabad.
Irã confirma
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que um acordo entre os dois países havia sido fechado. Segundo ele, Teerã vai suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país sejam interrompidos.
Araghchi disse ainda que a passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante a trégua, com algumas condições.
"Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração às limitações técnicas."
O ministro iraniano também declarou que os Estados Unidos pediram negociações com base em uma proposta de 15 pontos e aceitaram o plano de 10 pontos do Irã como base para o diálogo. As conversas devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão.
A TV estatal do Irã classificou o acordo como um "recuo humilhante de Trump" e disse que os EUA aceitaram os termos de Teerã. A mídia iraniana também afirmou que a trégua não representa o fim da guerra.
Segundo Teerã, a proposta de paz enviada pelo país exige o fim das sanções dos EUA contra o Irã, o pagamento de compensação integral e a liberação de todos os ativos iranianos congelados.
Segundo a agência Mehr, do governo iraniano, os 10 pontos que Teerã apresentou aos EUA são:
Não agressão;
Permanência do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz;
Aceitação do enriquecimento de urânio por parte do Irã;
Suspensão de todas as sanções primárias ao Irã;
Suspensão de todas as sanções secundárias ao Irã;
Revogação de todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU;
Revogação de todas as resoluções do Conselho de Governadores da AIEA;
Pagamento de indenização ao Irã;
Retirada das forças de combate dos EUA da região;
Cessação da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano.
Tensões
Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz
Reuters
As ameaças de Trump elevaram a tensão na comunidade internacional e levantaram alertas sobre possíveis crimes de guerra em caso de ataques dos Estados Unidos a alvos civis iranianos. O impasse também aumentou o temor de uma escalada no conflito, com possíveis impactos globais.
Um eventual ataque dos EUA a usinas iranianas poderia interromper o fornecimento de energia para milhões de pessoas e provocar um colapso elétrico e econômico no país.
Também havia temores de que ataques a instalações nucleares provoquem um acidente radiológico grave, com impactos que poderiam ultrapassar as fronteiras do Irã.
O governo iraniano indicou que poderia retaliar bombardeando usinas de energia de países vizinhos, incluindo refinarias de petróleo, o que poderia pressionar ainda mais os preços.
Teerã também afirmou que poderia atingir usinas de dessalinização em países do Golfo, colocando em risco o abastecimento de água para milhões de pessoas na região.
Horas antes do prazo dado por Trump expirar, bombardeios foram registrados no Oriente Médio. Os Estados Unidos atacaram a estratégica ilha de Kharg, que concentra cerca de 90% do petróleo produzido no Irã, mas poupou áreas petrolíferas.
Já Israel afirmou ter realizado "amplos ataques" no território iraniano, atingindo pontes, ferrovias, aeroportos e edifícios. Entre os alvos está uma ponte em Qom, uma das maiores cidades do país. Uma petroquímica também foi atingida.
O Irã reagiu, convocou a população a formar escudos humanos ao redor de usinas e afirmou que a fase de "boa vizinhança" com países do Golfo chegou ao fim. Ataques foram lançados contra países como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein.
Anúncio de Trump
"Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e com o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva que seria empregada esta noite contra o Irã, e condicionado ao fato de a República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!
A razão para isso é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares, e estamos muito avançados em um acordo definitivo voltado para a PAZ de longo prazo com o Irã, e para a PAZ no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela representa uma base viável para negociação. Quase todos os pontos de divergência do passado já foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído.
Em nome dos Estados Unidos da América, como presidente, e também representando os países do Oriente Médio, é uma honra ver esse problema de longa data próximo de uma solução. Obrigado pela atenção a este assunto!
Presidente DONALD J. TRUMP"
VÍDEOS: mais assistidos do g1
O    

Source: Irã está 'com as mãos no gatilho' apesar de trégua, diz Guarda Revolucionária

#86
LEIA SEMPRE AQUI / Trump x Irã: da ameaça de exte...
Última mensagem por noticias - 11, Abril, 2026, 00:04
Trump x Irã: da ameaça de extermínio ao cessar-fogo - O Assunto #1696

        "Uma civilização inteira morrerá esta noite". Foi com esta ameaça que Donald Trump reforçou o ultimato dado ao governo iraniano caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até as 21h de terça-feira (7). Pouco antes do prazo se encerrar, o presidente dos Estados Unidos adiou o ultimato por mais duas semanas. O chanceler de Teerã disse que irá reabrir a passagem.
Depois que Trump postou a ameaça em sua rede social, o Irã disse que abandonaria a mesa de negociações e o regime convocou manifestantes para um ato simbólico: iranianos e iranianas formaram um escudo humano para proteger as usinas termelétricas do país.  
Nos últimos dias, o Paquistão tentou intermediar um acordo entre EUA e Irã para um cessar-fogo, mas ambos recusaram. O governo de Teerã exige o fim do conflito, indenizações pelos danos sofridos e garantias de que não será atacado novamente.  
 Neste episódio, Natuza Nery recebe Marcelo Lins, apresentador e comentarista de política internacional da GloboNews, para analisar o peso do que disse Trump e o que ele pode, de fato, fazer no Oriente Médio. Lins também analisa as perspectivas de acordos entre EUA e Irã – e como fica Israel no meio disso.
Convidada:  Marcelo Lins, apresentador e comentarista de política internacional da GloboNews.
O que você precisa saber:
Trump adia ultimato contra o Irã por 2 semanas e sinaliza reabertura do Estreito de Ormuz
Trump condiciona suspensão do ataque à abertura 'completa, imediata e segura' do Estreito de Ormuz
Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite'
Irã chama ameaça de Trump de acabar com 'civilização' de potencial genocídio e diz que 'não ficará de braços cruzados'
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Colaborou neste episódio Catarina Kobayashi. Apresentação: Natuza Nery.
Fim da guerra entre EUA e Irã?
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Donald Trump
Jonathan Ernst/Reuters    

Source: Trump x Irã: da ameaça de extermínio ao cessar-fogo - O Assunto #1696

#87
LEIA SEMPRE AQUI / Ameaças de Trump ao Irã são cr...
Última mensagem por noticias - 10, Abril, 2026, 18:04
Ameaças de Trump ao Irã são crimes de guerra? Entenda o termo e se os EUA podem ser punidos

        Professor explica o porquê da ameaça de Trump ao Irã se configurar crime de guerra
As ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã abriram um debate na comunidade internacional sobre possíveis crimes de guerra. Nesta terça-feira (7), os dois países chegaram a um acordo que resultou em uma trégua de duas semanas.
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AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra
▶️ Contexto: Trump elevou o tom contra o Irã nos últimos dias e disse que poderia atacar pontes e usinas de energia do país caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto. A via marítima é uma das principais rotas do petróleo mundial e foi fechada por forças iranianas após o início da guerra.
No domingo (5), o presidente usou palavrões em uma rede social ao se referir ao Irã e afirmou que o país iria "viver no inferno" se a rota marítima não fosse reaberta.
No dia seguinte, ele disse que poderia tomar o país inteiro e prometeu ataques capazes de destruir usinas e pontes em poucas horas.
Nesta terça, o presidente afirmou que "uma civilização inteira" morreria para "nunca mais ser ressuscitada".
Após as declarações, o governo iraniano disse que as falas violam o direito internacional. Trump respondeu que não estava preocupado.
"O que é crime de guerra é permitir que um país doente, com líderes dementes, possua uma arma nuclear", afirmou. "Eles mataram manifestantes, são animais. E nós temos que detê-los."
A ONU define crimes de guerra como violações do direito internacional humanitário em conflitos armados, sejam eles internacionais ou internos. Entre os exemplos estão:
assassinato e tortura;
ataques intencionais contra civis;
ataques contra trabalhadores humanitários;
ataques contra igrejas, escolas e hospitais;
uso de armas proibidas, como químicas ou de fragmentação.
🔎 A professora de direito internacional Priscila Caneparo, da Washington & Lincoln University, afirma que os crimes de guerra são definidos pelas Convenções de Genebra de 1949 e pelo artigo 8º do Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional.
Segundo Caneparo, apenas as declarações de Trump não configuram crimes de guerra, já que a legislação internacional não trata de incitação nesses termos. No entanto, ações mencionadas por ele, se tiradas do papel, poderiam ser enquadradas como violações. Entre elas estão:
ataques a infraestrutura civil, como pontes;
ações com impacto amplo sobre a população, com alto risco de mortes;
ataques a patrimônios históricos protegidos pela Unesco sem justificativa militar;
medidas que provoquem falta de água, alimentos ou medicamentos.
"A gente tem um rol muito extenso sobre o que seriam crimes de guerra, e Trump tem conseguido fazer um check em várias especificações desses crimes", disse. "Com essas falas, basicamente, a gente já identificaria quatro possíveis crimes de guerra."
Haveria punição?
Foto de arquivo de 7 de novembro de 2019 mostra sede do Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia, na Holanda
Peter Dejong/AP
Caneparo explica que a responsabilização no direito internacional pode ocorrer em duas frentes: contra o Estado e contra indivíduos, como o próprio Trump e integrantes do governo.
⚖️ Segundo ela, no caso dos Estados Unidos, uma possibilidade seria uma ação na Corte Internacional de Justiça (CIJ). Nesse cenário, o país não seria julgado por crimes de guerra, mas por descumprimento de tratados internacionais.
"A Corte Internacional de Justiça não pode simplesmente abrir esse processo. É preciso que outro Estado faça o pedido. O Irã, por exemplo, poderia requerer a abertura", explica.
Já a responsabilização individual pode ocorrer por meio do Tribunal Penal Internacional (TPI). Para isso, seria necessário seguir algumas etapas:
abertura de uma investigação;
instauração de um inquérito no TPI;
apresentação de denúncia pela promotoria contra os envolvidos.
Na prática, porém, esse caminho é considerado improvável.
Um dos motivos é que os Estados Unidos não fazem parte do Estatuto de Roma, o que reduz a capacidade de o tribunal impor decisões ou obter cooperação para a entrega de investigados. Além disso, segundo a especialista, o TPI sofre pressões políticas.
"Já houve tentativas de investigar o alto escalão dos Estados Unidos por crimes de guerra no Afeganistão e no Iraque, mas esses processos não avançaram diante da pressão do próprio país", afirma.
💡 Uma alternativa, segundo ela, é a chamada jurisdição universal. Nesse modelo, qualquer país pode julgar delitos internacionais, como crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade.
Isso significa que, fora do poder, um líder como Trump poderia ser preso e julgado por outro Estado ao viajar para o exterior. Casos históricos seguem esse modelo:
O nazista Adolf Eichmann, considerado um dos organizadores do Holocausto, foi julgado e condenado à morte em Israel após ser capturado na Argentina no início da década de 1960.
O ex-ditador chileno Augusto Pinochet foi detido no Reino Unido em 1998 após a Justiça da Espanha emitir um mandado de prisão internacional por violações de direitos humanos.
Acordo entre Irã e EUA
Donald Trump
Jonathan Ernst/Reuters
Trump anunciou na noite desta terça-feira que adiou por duas semanas o ultimato contra o Irã. Ele disse ter condicionado a medida à abertura completa do Estreito de Ormuz.
O presidente norte-americano alegou que todos os objetivos militares dos EUA no Irã já foram cumpridos e que as negociações para um acordo definitivo de paz estão avançadas.
Segundo ele, os EUA receberam uma proposta de plano de paz do Irã, considerada uma base viável para negociação. Trump declarou que quase todos os pontos de divergência já foram acordados entre os dois países.
"Um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído", disse.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que um acordo entre os dois países havia sido fechado. Segundo ele, Teerã vai suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país sejam interrompidos.
Araghchi disse ainda que a passagem pelo Estreito de Ormuz será segura durante a trégua, com algumas condições.
O ministro iraniano também declarou que os Estados Unidos pediram negociações conforme uma proposta americana de 15 pontos. Ele também disse que Washington aceitou um plano de 10 pontos do Irã como base para o diálogo. As conversas devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão.
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Source: Ameaças de Trump ao Irã são crimes de guerra? Entenda o termo e se os EUA podem ser punidos

#88
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Última mensagem por noticias - 10, Abril, 2026, 18:04
EUA e Irã expõem condições para o fim da guerra e declaram vitória após anúncio de trégua

        O mapa da guerra: veja os pontos sensíveis do Oriente Médio em meio a ameaças e ataques do Irã e dos EUA
Estados Unidos e Irã anunciaram na noite de terça-feira (7) um acordo para estabelecer uma trégua na guerra iniciada em 28 de fevereiro. Os dois países apresentaram condições para um cessar-fogo definitivo e reivindicaram vitória no conflito.
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A trégua foi mediada pelo Paquistão e envolve todas as frentes de batalha, incluindo Israel e o Líbano. Autoridades iranianas e norte-americanas devem se reunir em Islamabad na próxima sexta-feira (10) para iniciar negociações de um acordo de paz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia prometido atacar estruturas energéticas e pontes do Irã caso não houvesse acordo até as 21h de terça-feira. Ele chegou a afirmar que uma "civilização inteira" morreria.
Noventa minutos antes do fim do prazo, Trump disse em uma rede social que havia concordado em adiar os ataques por duas semanas. Segundo ele, a decisão foi condicionada à reabertura do Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã após o início da guerra.
Cerca de 20% das exportações mundiais de petróleo passam pela rota marítima.
O fechamento do Estreito de Ormuz pressionou os preços do petróleo e gerou impactos econômicos em vários países, incluindo os Estados Unidos.
Além da reabertura da via, os EUA já haviam listado outras condições para encerrar a guerra, como o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares. Entre os pontos estão:
limitação do alcance e da quantidade de mísseis iranianos;
desativação de usinas de enriquecimento de urânio;
fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah;
criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
Trump afirma que os EUA já venceram a guerra. Ao anunciar a trégua, ele disse que todos os objetivos americanos foram alcançados. Na sequência, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou a ofensiva como um sucesso.
"Esta é uma vitória para os Estados Unidos, conquistada pelo presidente Trump e pelas nossas forças armadas", disse Leavitt. "Graças às nossas capacidades militares, alcançamos e superamos os principais objetivos em 38 dias."
Donald Trump
Evan Vucci/Reuters
O lado do Irã
A mídia estatal iraniana classificou o acordo como um "recuo humilhante de Trump" e afirmou que os EUA aceitaram os termos de Teerã. Agências oficiais disseram que o Irã resistiu e que os americanos não atingiram seus objetivos.
Em comunicado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou o fim dos ataques e a reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo ele, a passagem de navios será segura, com coordenação das forças iranianas e dentro de limitações técnicas.
Araghchi disse ainda que as negociações entre os dois países terão como base um plano de 10 pontos elaborado pelo Irã.
O chanceler afirmou que os Estados Unidos aceitaram as condições da proposta.
Trump, por outro lado, disse que o plano é uma base viável, mas que ainda há divergências.
Segundo o governo iraniano, a proposta exige o fim das sanções dos EUA, pagamento de compensações e liberação de ativos iranianos congelados.
A agência Mehr, controlada pelo governo iraniano, afirmou que os 10 pontos apresentados por Teerã incluem:
Não agressão.
Permanência do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz.
Aceitação do enriquecimento de urânio por parte do Irã.
Suspensão de todas as sanções primárias ao Irã.
Suspensão de todas as sanções secundárias ao Irã.
Revogação de todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
Revogação de todas as resoluções do Conselho de Governadores da AIEA.
Pagamento de indenização ao Irã.
Retirada das forças de combate dos EUA da região.
Cessação da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano.
Bandeira do Irã é vista em frente ao prédio do Ministério de Relações Exteriores em Teerã em novembro de 2009
REUTERS/Morteza Nikoubazl
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Source: EUA e Irã expõem condições para o fim da guerra e declaram vitória após anúncio de trégua

#89
LEIA SEMPRE AQUI / Crise do petróleo e gás supera...
Última mensagem por noticias - 09, Abril, 2026, 18:03
Crise do petróleo e gás supera as de 1973, 1979 e 2022, diz chefe de agência internacional

        Governo anuncia novas medidas para tentar conter efeitos da alta do petróleo
A atual crise de petróleo e gás, provocada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, é "mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas", afirmou Fatih Birol, chefe da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla internacional), ao jornal Le Figaro.
"O mundo nunca enfrentou uma interrupção no fornecimento de energia dessa magnitude", disse em entrevista ao jornal francês, publicada na edição de terça-feira (7).
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Segundo Birol, países europeus, além de Japão, Austrália e outros, serão afetados pela crise. No entanto, as nações em desenvolvimento devem sofrer mais, com a alta dos preços do petróleo e do gás, o encarecimento dos alimentos e o avanço da inflação.
Os países-membros da IEA concordaram no mês passado em liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo. Parte desses estoques já foi utilizada, e o processo continua, afirmou Birol.
Em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos, o Irã bloqueou quase totalmente o tráfego no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, o que tem pressionado os preços da energia.
No mês passado, o chefe da agência de energia voltou a sinalizar a possibilidade de liberar mais petróleo dos estoques estratégicos caso a situação se agrave.
"Se for necessário, faremos isso. Vamos observar as condições, analisar os mercados e discutir com nossos países membros", afirmou Birol, durante evento em Canberra, na Austrália.
Nos bastidores, a IEA também tem mantido conversas com autoridades internacionais para coordenar possíveis respostas à crise, além de acompanhar cadeias logísticas e a demanda global por energia.
A própria agência também sugeriu uma série de medidas para aliviar a pressão dos preços da energia sobre consumidores. Entre as sugestões estão trabalhar de casa e evitar viagens aéreas.
Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia
Isabel Kua/REUTERS
EUA pressionam para a reabertura do Estreito de Ormuz
O preço do petróleo disparou e voltou a ficar perto de US$ 110 o barril nesta terça-feira (7), em meio à forte escalada das tensões no Oriente Médio.
O prazo dado por Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás do mundo — termina hoje, elevando ainda mais a incerteza no mercado.
A crise se agravou após novos ataques de Israel a instalações estratégicas no Irã, incluindo o maior campo de gás do mundo e áreas-chave para exportação de petróleo.
O cenário segue altamente instável, com risco de novos confrontos, o que mantém forte pressão sobre os preços da energia.
*Com informações da agência Reuters    

Source: Crise do petróleo e gás supera as de 1973, 1979 e 2022, diz chefe de agência internacional

#90
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Última mensagem por noticias - 09, Abril, 2026, 10:00
Israel bombardeia ferrovias e pontes no Irã após pedir que iranianos não viajem de trem

        Ponte B1, que liga cidades de Teerã e Karaj, no Irã, que foi bombardeada em abril de 2026.
Atta Kenare/AFP
O Exército de Israel realizou bombardeios contra a infraestrutura ferroviária e rodoviária do Irã após emitir um "alerta urgente" para que os iranianos não viajem de trem nesta terça-feira (7).
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"Hoje, nossos pilotos atacaram trilhos de trem e pontes utilizados pela Guarda Revolucionária do Irã. Eles as usam para transportar matérias-primas para armas, as próprias armas e os agentes que nos atacam, aos Estados Unidos e aos países da região. (...) Essas ações não têm como objetivo atacar o povo iraniano, e sim enfraquecer e esmagar o regime terrorista que os oprime há 47 anos", afirmou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
O Exército de Israel disse em comunicado que destruiu oito pontes pelo Irã, —nas regiões de Teerã, Karaj, Tabriz, Kashan e Qom— que disse serem utilizadas por militares iranianos. Os militares israelenses vem realizando a mesma prática no Líbano na guerra contra o grupo terrorista Hezbollah. A pasta não mencionou, no entanto, ataques a linhas ferroviárias.
"As travessias foram atingidas com o objetivo de impedir que o regime iraniano continuasse a utilizá-las para o transporte de armas e equipamentos militares", afirmou.
O Irã também denunciou ataques israelenses em linhas ferroviárias e rodovias, segundo a agência estatal Fars:
Teerã: Impacto de projétil na linha ferroviária que liga a capital a Mashhad;
Isfahan: ataque à ponte ferroviária de Yahyaabad, perto de Kashan, que deixou 2 mortos e 3 feridos;
Qom: ataque em rodovia no oeste da província;
Alborz: ataque à linha férrea perto de Karaj;
Zanjan: ponte ferroviária na rota Zanjan–Miyaneh foi atingida.
Azerbaijão Oriental: bloqueio temporário da estrada que liga Tabriz a Teerã.
Horas antes dos ataques, o Exército israelense emitiu um comunicado em persa pedindo que os iranianos não utilizem trens até as 14h30, no horário de Brasília, desta terça sob "risco de colocar suas vidas em perigo".
"Para sua segurança, pedimos que não utilizem trens em todo o Irã a partir deste momento até às 21h (horário do Irã). Estar em trens ou próximo às ferrovias coloca suas vidas em perigo", afirmou a pasta em comunicado em persa.
Não se sabe, no entanto, se a mensagem israelense chegou aos iranianos, porque o país passa por um apagão generalizado de internet —causado pelo governo— desde antes do início da guerra.
O alerta fez com que o regime suspendesse as operações nas linhas ferroviárias que ligam Mashhad, a 2ª maior cidade do Irã, ao resto do país e outras rotas.
Os ataques israelenses ocorrem no último dia do ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irã. Ele ameaça bombardear infraestrutura civil iraniana a partir das 21h, de Brasília, caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz e ceda às suas demandas. Trump disse na segunda-feira que demolirá todas as usinas de energia e pontes do Irã e "tomará o país em uma noite" caso não haja um acordo "aceitável" com o regime iraniano.
Bombardeios no Irã
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O Irã foi alvo de novos bombardeios dos EUA e de Israel nesta terça-feira, 39º dia de guerra. A mídia estatal iraniana afirmou que infraestrutura civil foi atingida, como uma área residencial em Tehranpars e Saadat Abad, uma rodovia e subestação de energia em Hakim, além do aeroporto de Mehrabad.
Também segundo a mídia estatal do Irã, o aeroporto de Khorramabad também foi atingido por um bombardeio, e um ataque aéreo na província de Alborz matou ao menos 18 pessoas e deixou outras 24 feridas.    

Source: Israel bombardeia ferrovias e pontes no Irã após pedir que iranianos não viajem de trem