Bangladesh quer enviar 100 mil refugiados rohingyas para ilha deserta que pode sumir do mapa

Iniciado por noticias, 08Agosto2018, 21:01

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Bangladesh quer enviar 100 mil refugiados rohingyas para ilha deserta que pode sumir do mapa

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   Projeto do país asiático recebeu críticas de ONGs e da ONU. Etnia foge de repressão em Mianmar, vizinho a Bangladesh. Um refugiado rohingya caminha ao lado de uma lagoa no início da manhã no campo de refugiados de Balukhali, perto de Cox's Bazar, em Bangladesh
Tyrone Siu/Reuters
Em busca de uma solução para enfrentar o número crescente de refugiados, o governo de Bangladesh pretende transferir, em setembro, uma parte dos cerca de um milhão de rohingyas para Bhasan Char, uma ilha situada na costa do país atingida com frequência por inundações.
O projeto, que está recebendo críticas de ONGs e das Nações Unidas, é controverso, analisa o jornal "Le Monde", que divulga os dados de um relatório sobre o assunto publicado nesta segunda-feira (6) pela Organização Human Rights Watch. Para a ONGs, essa transferência visando os muçulmanos de Mianmar, a antiga Birmânia, forçados ao exílio em países vizinhos para fugir da repressão, "os isola ainda mais".
Crianças refugiadas rohingya coletam água enquanto ajudam na construção de um poço artesiano em um campo de refugiados perto de Cox's Bazar, em Bangladesh
Damir Sagolj/Reuters
Sem contar que o risco da ilha desaparecer do mapa é real. Cercada pelo rio Meghna, no sul do Banglasdesh, ela poderia ser completamente inundada no caso de um ciclone mais potente. A organização também lamenta o desrespeito ao livre-arbítrio dos refugiados. Segundo a Human Rights Watch, nenhum rohingya está indo para ilha de livre e espontânea vontade.
O governo de Dacca argumenta que a transferência acontecerá na base do voluntariado ou, na pior das hipóteses, por sorteio. "Não se trata de um campo de concentração", disse o conselheiro do primeiro-ministro, Sheikh Hasina. Entretanto, ele disse que os refugiados serão submetidos a um certo número de restrições, deixando entender que eles seriam, "virtualmente", prisioneiros.
Acampamentos estão superlotados
Refugiados rohingya caminham pelo campo Kutupalong em Cox's Bazar, Bangladesh.
Mohammad Ponir Hossain/File Photo/Reuters
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados recentemente se declarou contrário

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