Bolívia aprova calendário eleitoral com possível segundo turno em outubro

Iniciado por noticias, 27 de Junho de 2020, 21:01

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Bolívia aprova calendário eleitoral com possível segundo turno em outubro


   Uma última pesquisa realizada em março colocou o herdeiro político do ex-presidente Evo Morales, o economista Luis Arce, como favorito do eleitorado com 33,3% dos votos, seguido pelo ex-presidente centrista Carlos Mesa (18,3%). Reprodução de imagem de vídeo mostra eleições na Bolívia
Reprodução GloboNews
O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia emitiu nesta sexta-feira (26) o novo calendário eleitoral que prevê um eventual segundo turno em 18 de outubro, caso não haja vencedor no primeiro turno em 6 de setembro. A transferência de posse será feita em novembro.
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A Constituição prevê o segundo turno caso nenhum dos candidatos obtenha a metade mais um dos votos válidos no primeiro turno ou não consiga atingir pelo menos 40% dos votos com 10 pontos de diferença sobre o segundo colocado.
O TSE afirmou que com esse calendário busca "garantir" as eleições, "com as devidas medidas de proteção da saúde pública" pelo coronavírus.
Até o momento, a pandemia deixou mais de 28 mil casos e 913 mortos na Bolívia e, segundo cálculos oficiais, até a data da votação esse número pode subir até 130 mil infectados.
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Devido à quarentena nacional pela Covid-19 decretada em março e em vigor até agora com flexibilizações, a agenda eleitoral sofreu várias mudanças, incluindo o adiamento dos comícios, inicialmente previstos para 3 de maio.
Com as novas disposições, a posse das novas autoridades - entre elas 36 senadores, 120 deputados e presidente e vice-presidente - ocorrerá entre 16 e 30 de novembro.
A nova data da eleição, dia 6 de setembro, foi acordada pelo TSE com quase todas as forças políticas e aprovada pelo Congresso bicameral em 30 de abril.
A presidente interina Jeanine Áñez emitiu no domingo a convocação às eleições, após expressar sua discordância, alegando a emergência pelo coronavírus.
Enquanto isso, o presidente do TSE, Salvador Romero, procurou aliviar a pressão afirmando que "haverá muitas semelhanças" entre a votação e "uma transação bancária".
No entanto, os bancos têm estado lotados, apesar de a Bolívia estar em quarentena.
Uma última pesquisa realizada em março colocou o herdeiro político do ex-presidente Evo Morales, o economista Luis Arce, como favorito do eleitorado com 33,3% dos votos, seguido pelo ex-presidente centrista Carlos Mesa (18,3%) e Áñez (16,9%).
Cerca de sete milhões de bolivianos devem voltar às urnas depois que as eleições de outubro de 2019 foram anuladas, após denúncias de irregularidades e protestos violentos contra Morales, que renunciou pressionado por militares e policiais após quase 14 anos no poder.

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