Investigação contra empresas de Trump em NY passa a ser criminal

Iniciado por noticias, 21, Maio, 2021, 03:00

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Investigação contra empresas de Trump em NY passa a ser criminal

Conglomerado que reúne negócios do ex-presidente americano é investigado por suspeita de fraudes bancárias e em seguros e evasão fiscal. Trump nega qualquer irregularidade. Imagem do então presidente dos EUA, Donald Trump, em 12 de janeiro deste ano
Carlos Barria/Reuters
A Trump Organization, conglomerado de empresas da família do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, passou a ser alvo de uma investigação criminal, não apenas civil.
O anúncio foi feito pela procuradoria-geral do estado de Nova York na terça-feira (18). O conglomerado do ex-presidente dos EUA é investigado por suspeita de fraudes bancárias e em seguros e por evasão fiscal.
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"Informamos à Trump Organization que nossa investigação sobre a organização não é mais puramente civil", anunciou Fabien Levy, porta-voz da procuradora-geral de Nova York, Letitia James.
"Agora estamos investigando ativamente a Trump Organization com bases criminais, juntamente com o promotor público de Manhattan", afirmou a porta-voz.
 O conglomerado reúne as empresas de Trump, que vão de hotéis a campos de golfe.
Imagem de arquivo mostra entrada do Trump International Hotel em Washington, no dia da inauguração
Kevin Lamarque/Reuters
A Trump Organization é investigada pelo promotor público Cyrus Vance Jr., do distrito de Manhattan, e também pela procuradora-geral de Nova York, Letitia James. Tanto Vance Jr. quanto James são filiados ao Partido Democrata.
O ex-presidente americano, que deixou a Casa Branca em janeiro, nega qualquer irregularidade e já havia chamado a investigação como "uma continuação da maior caça às bruxas política da história de nosso país".
No início de abril, a Trump Organization fortaleceu sua equipe jurídica com a contratação do veterano advogado criminal, Ronald Fischetti, de 84 anos.
A investigação
O promotor distrital Cyrus Vance Jr. inicialmente se concentrou em investigar pagamentos para comprar o silêncio de duas mulheres que afirmam ter tido casos com Trump, mas avançou para evasão fiscal e fraude.
O inquérito é conduzido de maneira sigilosa e, em março, conseguiu acesso a oito anos de declarações de Imposto de Renda de Trump, após uma decisão da Suprema Corte do país (veja no vídeo abaixo).
Suprema corte dos EUA determina que Trump apresente imposto de renda
A decisão foi uma resposta a um pedido feito pelos advogados de Trump, em 7 de novembro, que tentavam manter as informações fiscais do ex-presidente sob sigilo.
Em 2018, o ex-advogado de Trump, Michael Cohen, foi preso após reconhecer que havia pago pelo silêncio de duas mulheres que acusavam o então candidato republicano de ter mantido relações sexuais fora do casamento.
Antes de ser preso, Cohen alegou que Trump – com o apoio de seus familiares – cometeu diversas fraudes fiscais e bancárias ao longo dos anos.
Segundo o ex-advogado, o republicano teria "inflado seus ativos" para aparecer na lista dos homens mais ricos da revista "Forbes", mas mentiu e desinchou os números para não pagar impostos imobiliários.
Michael Cohen, na saída de seu apartamento em Nova York, antes de se entregar à Justiça
Jeenah Moon/Reuters
IR presidencial
Durante os quatro anos em que foi presidente dos EUA, Trump se recusou a divulgar as suas declarações de Imposto de Renda – algo que foi feito por todos os seus antecessores.
Os presidentes americanos sempre divulgaram suas declarações, detalhando as fontes de renda e impostos pagos, em nome da transparência. Na segunda-feira (17), Biden retomou a tradição rompida por Trump e publicou a sua declaração de impostos.
O atual presidente americano e sua esposa, Jill, ganharam US$ 607 mil (cerca de R$ 3,16 milhões) no ano passado, segundo a declaração.
Eles pagaram US$ 157 mil em Imposto de Renda federal, uma alíquota efetiva de 25,9%, e mais US$ 28,8 mil do mesmo imposto em Delaware, estado onde residiam antes de chegar à Casa Branca.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a primeira-dama, Jill, acenam ao chegar à Casa Branca no dia da posse presidencial
Patrick T. Fallon/AFP
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