Manifestantes voltam às ruas em Belarus em protesto contra Alexander Lukashenko

Iniciado por noticias, 01Setembro2020, 03:02

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Manifestantes voltam às ruas em Belarus em protesto contra Alexander Lukashenko


   Ruas da capital Minsk recebeu dezenas de milhares de bielorrussos em mais um domingo de atos contra o presidente, acusado de fraudar eleições para se manter no poder após 26 anos. Mais de 100 pessoas foram detidas. Manifestação contra os resultados das eleições presidenciais, perto do Palácio da Independência, em Minsk, Belarus
Reuters
Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de Minsk, capital de Belarus, neste domingo (30) em mais um dia de protestos contra o presidente Alexander Lukashenko. Ele é acusado de fraudar as eleições presidenciais de 9 de agosto para se manter no poder, que ocupa desde 1994.
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Mesmo com a principal praça de Minsk bloqueada, os manifestantes tomaram as ruas do centro da capital bielorrussa. Muitos deles carregavam balões, flores e bandeiras branca-vermelha-branca — que era a bandeira oficial de Belarus entre 1991, quando o país deixou a União Soviética, e 1995, quando um plebiscito organizado por Lukashenko trocou o símbolo.
Manifestantes voltam às ruas para protestar contra o presidente de Belarus
Manifestantes no centro de Minsk, Belarus, contra o presidente Alexander Lukashenko
Reuters
Manifestantes no centro de Minsk, Belarus, contra o presidente Alexander Lukashenko
Reuters
Motoristas de carros que passavam em frente aos manifestantes tocavam suas buzinas em solidariedade. Algumas mulheres se deitaram em protesto em frente a um cordão de homens das forças de segurança, de acordo com a Reuters.
Os manifestantes então se dirigiram à residência de Lukashenko, guardada por forças de segurança com escudos, canhões de água e camburões. Uma coluna de veículos militares blindados foi vista dirigindo em direção ao centro da cidade, informou a agência de notícias russa Interfax.
Mulher se ajoelha em frente a cordão policial em Minsk, capital de Belarus, neste domingo (30) de protestos contra Alexander Lukashenko
AP Photo
Policiais prendem apoiadores da oposição que protestavam contra o resultado das eleições presidenciais em Minsk
Reuters
A polícia fez detenções esporádicas ao longo do dia, amontoando pessoas nos camburões. Ao menos 125 pessoas foram detidas, disse a agência de notícias russa RIA, citando o Ministério do Interior. No entanto, organizações de direitos humanos dizem que o número de presos passou de 200. Alguns manifestantes resistiram à prisão em brigas com supostos policiais à paisana, disse uma testemunha.
Os primeiros protestos contra o resultado das eleições, no início de agosto, foram duramente reprimidos e resultaram em três mortes, dezenas de feridos e 7 mil pessoas detidas.
Alexander Lukashenko apareceu no domingo (23) com um colete à prova de balas e um fuzil Kalashnikov nas mãos.
State TV and Radio Company of Belarus via AP
A União Europeia também não reconhece o resultado e prepara novas sanções contra altos funcionários bielorrussos. Lukashenko nega fraude eleitoral.
Neste domingo, Lukashenko completa 66 anos e o presidente russo, Vladimir Putin, usou o telefonema de aniversário para convidar o presidente a visitar Moscou, em um sinal da disposição do Kremlin em apoiar Lukashenko enquanto ele resiste contra a agitação e a ameaça de novas sanções ocidentais.
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Jornalistas deportados
Na véspera, o governo de Belarus retirou as credenciais de jornalistas da imprensa estrangeira e chegou a deportar alguns desses profissionais.
Segundo o porta-voz da diplomacia bielorrussa, Anatoli Glaz, a decisão foi tomada de acordo com a recomendação da comissão interministerial de combate ao extremismo e ao terrorismo.
Neste sábado, um grupo de mulheres marchou pelas ruas de Minsk para pedir o fim da repressão policial aos manifestantes.
Liderada por Svetlana Tikhanovskaya, que encontra-se refugiada na Lituânia, a oposição organizou duas grandes manifestações nos dias 16 e 23 de agosto e convocou outro grande protesto para o domingo.
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