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Última mensagem por noticias - 02, Fevereiro, 2026, 21:47
Ucrânia 'estará tecnicamente pronta' para aderir à União Europeia em 2027, diz Zelensky


     Rússia ataca Ucrânia enquanto negocia a paz
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou, nesta sexta-feira (30), durante negociações em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, que a Ucrânia estará "tecnicamente pronta" para aderir à União Europeia (UE) em 2027.
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O presidente ucraniano afirmou que garantir uma adesão "acelerada" ao bloco é uma parte importante das garantias de segurança após o fim da guerra com a Rússia.
"Tecnicamente, estaremos prontos em 2027", disse Zelensky a repórteres, em declarações divulgadas por seu gabinete nesta sexta, acrescentando que, até o fim de 2026, a Ucrânia terá implementado os principais passos exigidos para a adesão.
"Eu gostaria que a Ucrânia recebesse um cronograma claro", afirmou, acrescentando que seu governo está comprometido com as reformas necessárias.
Na última terça-feira (27), Zelensky expressou seu desejo de que o país se junte à União Europeia até o ano que vem.
Em um post na rede social X, Zelensky contou que discutiu esse desejo com o chanceler da Áustria, Christian Stocker, em uma conversa telefônica, e que espera que todos os membros do bloco europeu apoiem a adesão do país:
"A adesão da Ucrânia à União Europeia é uma das principais garantias de segurança, não só para nós, mas para toda a Europa. Afinal, a força coletiva da Europa só é possível graças às contribuições da Ucrânia nas áreas da segurança, tecnologia e economia. Por isso, estamos falando de uma data concreta – 2027 – e contamos com o apoio dos parceiros à nossa posição".
Há semanas, a Ucrânia vem sofrendo com ataques à sua infraestrutura energética. Os moradores estão tendo que enfrentar o inverno rigoroso sem aquecimento ou fazendo uso de geradores.
Zelensky em videoconferências nesta terça (27)
X / Reprodução
"A Rússia ataca o setor energético diariamente, deixando os ucranianos sem luz e aquecimento, e é crucial que os parceiros respondam a essa situação", reclamou Zelensky.
As negociações pelo fim da guerra
Zelensky afirmou que, se a Rússia suspender os ataques à infraestrutura energética da Ucrânia, a Ucrânia não atacará a Rússia. Ele também disse que a Rússia interrompeu as trocas de prisioneiros de guerra.
Os EUA propuseram que Moscou e Kiev se abstivessem de usar capacidades de longo alcance, mas o presidente ucraniano afirmou que não existe nenhum acordo oficial de cessar-fogo sobre metas energéticas entre os países.
A suspensão dos ataques a alvos de energia "é uma iniciativa dos EUA e, pessoalmente, do presidente Trump. Acreditamos que isso é uma oportunidade, não um acordo", disse o presidente ucraniano.
A garantia de segurança para o país pós-guerra está entre as principais exigências do presidente ucraniano para chegar a um acordo de paz com a Rússia que dê fim à guerra entre os dois países, que em breve completa quatro anos.
Ainda na terça, uma reportagem do jornal britânico "Financial Times" revelou que o governo Trump sinalizou à Ucrânia que as garantias de segurança que os Estados Unidos proveriam no pós-guerra dependem de Kiev concordar com um acordo de paz que exigiria ceder à Rússia a soberania sobre a região de Donbas.
O presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
REUTERS/Jonathan Ernst
Ainda segundo o jornal, Washington também indicou que poderia oferecer mais armas à Ucrânia para fortalecer seu Exército no pós-guerra caso Zelensky aceitasse retirar suas forças dos territórios da região —Donetsk e Luhansk— que ainda controla.
O líder ucraniano tem dito diversas vezes que a integridade territorial da Ucrânia deve ser preservada em qualquer acordo de paz para encerrar a guerra. Em contrapartida, a Rússia exige que só vai concordar em encerrar o conflito se Zelensky aceitar ceder a soberania de todo Donbas.
No domingo (25), Zelensky declarou que um documento com as garantias de segurança que os EUA dariam à Ucrânia no pós-guerra estava "100% pronto" e que Kiev agora aguarda a definição de data e local para a assinatura.
Reuniões trilaterais
Zelensky afirmou nesta sexta (30) que a data ou o local da próxima rodada de negociações mediadas podem mudar. A próxima está prevista para domingo (1°), em Abu Dhabi, mas Zelensky afirmou não saber quando o encontro aconteceria.
"É muito importante para nós que todos com quem concordamos estejam presentes na reunião, porque todos esperam um retorno", disse ele. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, havia dito na quarta-feira (28) que os principais enviados do presidente Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, que participaram da rodada anterior de negociações, não participariam da reunião deste fim de semana em Abu Dhabi.
"Mas a data ou o local podem mudar, porque, em nossa opinião, algo está acontecendo na situação entre os Estados Unidos e o Irã. E esses desdobramentos provavelmente afetarão o momento", disse Zelensky .
Zelensky disse que é impossível para ele se encontrar com Putin em Moscou, mas que os acordos finais sobre o plano de paz só poderão ser alcançados em uma reunião de líderes.
O ucraniano disse estar pronto para qualquer formato de cúpula de líderes, mas não em Moscou ou na Bielorússia. "Estou convidando-o (Putin) publicamente (para Kiev) se ele se atrever, é claro", disse o presidente.
Segunda reunião trilateral entre EUA, Ucrânia e Rússia termina sem resolução sobre guerra
A reportagem do "Financial Times" foi publicada dias após Estados Unidos, Ucrânia e Rússia realizarem as primeiras reuniões trilaterais para tratar o fim da guerra, após um 2025 de negociações ineficazes e do presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que encerraria o conflito em 24 horas quando fosse reeleito à Casa Branca.
As duas reuniões trilaterais, ocorridas durante o final de semana em Abu Dhabi, terminaram sem um acordo entre as partes para finalizar o conflito.
Zelensky chamou as conversas de "construtivas", mesmo termo foi utilizado pelo governo dos Emirados Árabes Unidos. Já a Rússia afirmou que o encontro foi "um começo construtivo" e que as negociações pelo fim da guerra continuariam durante esta semana.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou na segunda-feira que Trump continua engajado pela paz na guerra da Ucrânia e chamou de "históricas" as reuniões ocorridas no último fim  de semana nos Emirados Árabes.

Source: Ucrânia 'estará tecnicamente pronta' para aderir à União Europeia em 2027, diz Zelensky
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Última mensagem por noticias - 30, Janeiro, 2026, 21:46
'Groenlândia não está à venda, nem será tomada', diz Macron ao lado dos premiês da ilha e da Dinamarca


     'Groenlândia não está à venda, nem será tomada', diz Macron
O presidente da França, Emmanuel Macron, se encontrou com os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia nesta quarta-feira (28) e fez um pronunciamento em apoio a eles, contra as pressões exercidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
GROENLÂNDIA: como é e quais são as belezas naturais da maior ilha do mundo
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Com os óculos escuros que viralizaram depois que ele os usou durante seu discurso no Fórum Econômico de Davos, Macron falou com a imprensa ao lado de Jens-Frederik Nielsen e Mette Frederiksen, após a reunião feita na sede do governo francês, em Paris, e afirmou:
"A França permanecerá comprometida com o Reino da Dinamarca. A Groenlândia não está à venda, nem será tomada. Os groenlandeses decidirão seu futuro", declarou, arriscando algumas palavras em groenlandês.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, o presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, juntos em Paris
Thomas Padilla/Pool via REUTERS
A Groenlândia tem um governo próprio, mas é um território autônomo da Dinamarca. Desde que Trump iniciou seu segundo mandato e afirmou que desejava anexar a ilha aos EUA, autoridades de ambos rejeitam a proposta.
No dia 22, Trump afirmou em entrevista que os EUA estão negociando "acesso total" à Groenlândia, mas não entrou em detalhes sobre a proposta.
"Se os bandidos começarem a atirar, tudo passa pela Groenlândia. É algo extremamente valioso. Os detalhes estão sendo negociados agora, mas essencialmente é acesso total. Sem um fim, sem prazo limite", declarou.
Mais cedo, no mesmo dia, o premiê da Groenlândia disse que pode negociar uma parceria mais estreita com os Estados Unidos, mas afirmou não estar disposto a ceder a soberania do território.
Um dia antes, em discurso no Fórum Econômico Mundial, o republicano descartou o uso da força para anexar a ilha, mas insistiu na compra.
Mais militares, novas bases e terras para os EUA: o que se sabe sobre as negociações envolvendo Trump e a Groenlândia
Por que Trump diz que a Groenlândia é vital para construir Domo de Ouro; INFOGRÁFICO
Por que Trump diz que a Groenlândia é vital para construir Domo de Ouro
A investida de Trump pela Groenlândia irritou até seus aliados da extrema direita na Europa.
Em apoio à Dinamarca, a União Europeia disse que vai se defender contra qualquer forma de "coerção" e anunciou planos para ampliar investimentos em segurança no Ártico, incluindo a compra de equipamentos militares adaptados ao ambiente polar.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, vem mediando um possível acordo entre os EUA e a Dinamarca. Segundo o jornal "The New York Times", a proposta que está na mesa envolve a entrega de áreas da ilha a Washington para a construção de bases militares.

Source: 'Groenlândia não está à venda, nem será tomada', diz Macron ao lado dos premiês da ilha e da Dinamarca
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Última mensagem por noticias - 28, Janeiro, 2026, 21:45
Trump envia seu 'czar da fronteira' para reforçar repressão a imigrantes em Minnesota


     Agentes federais dos EUA matam a tiros mais uma pessoa em Minneapolis
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que irá enviar Tom Homan, conhecido como seu "czar da fronteira", para Minnesota nesta segunda-feira (26), em um post na rede Truth Social.
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SANDRA COHEN: Gregory Bovino, o rosto da truculência contra imigrantes em Minneapolis
Sob grande pressão após uma segunda morte ocorrer durante as ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE na sigla em inglês) na cidade de Minneapolis, Trump mostrou que não irá recuar de sua forte política anti-imigração e da defesa dos agentes com a medida.
"Enviarei Tom Homan a Minnesota esta noite. Ele não tem experiência nessa região, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. Tom é rigoroso, mas justo, e se reportará diretamente a mim", afirmou.
Tom Homan em setembro de 2019
REUTERS/Jonathan Ernst
Além de reforçar ainda mais as operações contra os imigrantes com a decisão, Trump ainda contou que ordenou duas investigações.
A primeira será contra o que chamou de "fraude maciça" no sistema de assistência social do estado e que, segundo ele, é uma das causas dos protestos que tomaram as ruas de lá. As manifestações, no entanto, ganharam força depois uma cidadã americana, mãe de três filhos, foi morta por um membro do ICE há duas semanas.
"Paralelamente, está em andamento uma grande investigação a respeito da fraude maciça de mais de US$ 20 bilhões no sistema de assistência social em Minnesota, que é pelo menos parcialmente responsável pelos violentos protestos organizados que estão ocorrendo nas ruas", disse.
Criança como 'isca', ameaças e intimações: a disputa entre Trump e Minnesota após manifestante ser morta pelo ICE
A segunda é contra uma congressista de Minnesota que tem feito críticas a ele e ao ICE: deputada Ilhan Omar, que é da Somália. Trump levantou suspeitas sobre o patrimônio dela:
"O Departamento de Justiça e o Congresso estão investigando a congressista Ilhan Omar, que saiu da Somália sem nada e, agora, segundo relatos, possui um patrimônio de mais de US$ 44 milhões. O tempo dirá".
Ainda nesta segunda, após o anúncio feito pelo presidente nas redes sociais, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, garantiu que Trump mantém a confiança na secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e que ela seguirá no cargo, mesmo com todas as críticas das quais vem sendo alvo.
"A secretária Noem continuará a liderar o Departamento de Segurança Interna com a total confiança do presidente. Tom Homan está numa posição única para deixar tudo de lado e concentrar-se exclusivamente em Minnesota para resolver os problemas criados pela falta de cooperação das autoridades estaduais e locais", disse.
Câmera lenta: veja em detalhes como ICE agrediu, desarmou e matou enfermeiro nos EUA
Quem é Tom Homan?
Ex-agente da patrulha de fronteira dos Estados Unidos, Tom Homan foi encarregado por Donald Trump de cumprir a promessa de realizar a maior campanha de deportação da história do país logo no começo de seu segundo mandato.
Conhecido como "czar da fronteira", Homan iniciou o trabalho em ritmo acelerado e, após centenas de deportações apenas na primeira semana do novo governo, afirmou na TV:
"É um grande começo, mas não terminamos. Precisamos de mais deportações, muitas mais. E estamos trabalhando nisso".
Durante o primeiro mandato de Trump, ele foi muito criticado por ser um dos defensores da separação de crianças de famílias que imigraram ilegalmente para o país.
No novo governo ficou responsável pela fiscalização das fronteiras com o México e o Canadá, além da segurança marítima e aérea voltada ao tema imigratório.

Source: Trump envia seu 'czar da fronteira' para reforçar repressão a imigrantes em Minnesota
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Última mensagem por noticias - 27, Janeiro, 2026, 21:42
Independência em xeque? Como o Fed e outros 4 bancos centrais enfrentam a pressão política


     Brasil se une a bancos centrais globais em defesa do presidente do Fed após ameaça de Trump
A independência dos bancos centrais — ou seja, a capacidade de definir os juros sem interferência política — é considerada essencial para o bem-estar econômico de um país.
Esse é um dos motivos pelos quais a tentativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de demitir a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook, tem chamado tanta atenção.
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Em países onde os bancos centrais se alinham às preferências de políticos, os resultados costumam ser piores, com inflação mais elevada e crescimento econômico mais lento, como indicam décadas de estudos acadêmicos.
Por outro lado, a experiência histórica mostra que bancos centrais independentes têm mais sucesso na manutenção da estabilidade de preços.
Há diversos exemplos de bancos centrais submetidos à pressão política. Veja abaixo cinco casos notáveis.
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Estados Unidos
Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017.
REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo
Embora nenhum dirigente do Fed tenha sido demitido por não atender às exigências de um presidente americano sobre juros, isso não significa que líderes dos EUA não tenham tentado — e às vezes conseguido — exercer influência de outras formas.
🔎 No caso de Cook, apesar de os votos dela nas decisões de juros estarem no pano de fundo da ofensiva de Trump, a iniciativa se apoia em acusações não comprovadas de fraude hipotecária.
O ex-presidente Richard Nixon pressionou o então presidente do Fed, Arthur Burns, a manter os custos de empréstimos baixos, apesar da rápida alta dos preços, para ajudá-lo a vencer a reeleição em 1972.
O episódio é amplamente visto como o ponto de partida de um surto inflacionário que só foi contido pelas ações politicamente impopulares de um sucessor no comando do Fed, Paul Volcker, que elevou os juros para dois dígitos.
A estratégia levou o país à recessão, mas controlou a inflação por quase quatro décadas, em grande parte por restabelecer a credibilidade do banco central americano como uma instituição independente.
Nixon, porém, não foi o primeiro presidente a tentar impor sua vontade ao Fed. Em 1965, Lyndon Johnson convocou o então presidente da instituição, William McChesney Martin Jr., para seu rancho no Texas e exigiu o fim da alta dos juros — chegando a empurrá-lo e repreendê-lo fisicamente.
Martin recusou, temendo que o estímulo fiscal de Johnson alimentasse a inflação. Anos depois, porém, afrouxou a política monetária em troca da promessa do presidente de elevar impostos — acordo que mais tarde avaliou ter contribuído para a aceleração da inflação.
Turquia
Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, durante discurso em Istambul
Murad Sezer/REUTERS
O presidente turco, Tayyip Erdogan — que se autodeclara um "inimigo dos juros" — demitiu quatro dirigentes do banco central entre 2019 e 2023 por elevarem os custos de empréstimos ou resistirem aos cortes que ele exigia e que, segundo sua avaliação, reduziriam a inflação.
O efeito foi o oposto: a inflação disparou, a lira entrou em colapso e famílias passaram a ter dificuldade para arcar com itens básicos, como aluguel e alimentação.
Em 2023, Erdogan mudou de rumo e nomeou a executiva financeira americana Hafize Gaye Erkan, que elevou rapidamente a taxa básica de juros de 8,5% para 45%.
Seu sucessor e atual presidente do banco central, Fatih Karahan, apertou ainda mais a política monetária antes de iniciar, recentemente, um alívio. A inflação recuou do pico de 85% no fim de 2022, mas segue em dois dígitos.
Argentina
Casa Rosada, na Argentina
Rafael Leal/g1
A nacionalização do banco central pelo ex-presidente argentino Juan Perón, em 1946, colocou o país sul-americano em uma trajetória de crises recorrentes nas décadas seguintes.
Nesse período, o governo passou a imprimir dinheiro para financiar gastos, o que provocou sucessivas ondas de inflação elevada e hiperinflação.
Dos 14 presidentes do BC desde 2000, vários foram afastados por divergências com o governo, entre eles Martín Redrado, demitido em 2010 por se recusar a executar o plano da então presidente Cristina Fernández de Kirchner de usar bilhões de dólares em reservas cambiais para pagar dívidas.
Venezuela
Nicolás Maduro discursa durante manifestação na Venezuela
Stringer/AFP
A Constituição do país garante certo grau de independência ao banco central e proíbe o financiamento direto de déficits do governo.
Ainda assim, o líder venezuelano Nicolás Maduro — que será julgado em Nova York por acusações de tráfico de drogas, após ter sido preso por forças especiais dos EUA — aprovou leis que colocaram a instituição sob controle total do Executivo, com a direção indicada exclusivamente pelo presidente.
Após a queda dos preços globais do petróleo em 2014, o banco central passou a emitir moeda para financiar déficits elevados, alimentando uma hiperinflação que atingiu o pico em 2018, estimada por alguns cálculos em mais de 1.000.000%.
Zimbábue
O ex-presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, em foto de 3 de outubro de 2017
AP Photo/Themba Hadebe
O BC do Zimbábue também emitiu moeda para financiar gastos do governo do então presidente Robert Mugabe — incluindo, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), despesas eleitorais, transferências para entidades controladas pelo Estado e a compra de equipamentos subsidiados para agricultores.
A hiperinflação atingiu níveis extremos e, em janeiro de 2009, levou o então presidente do banco central, Gideon Gono, a emitir uma cédula de 100 trilhões de dólares.

Source: Independência em xeque? Como o Fed e outros 4 bancos centrais enfrentam a pressão política
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LEIA SEMPRE AQUI / Na Ucrânia, falta de aquecimen...
Última mensagem por noticias - 26, Janeiro, 2026, 21:40
Na Ucrânia, falta de aquecimento por causa de ataques da Rússia faz famílias buscarem abrigo; VÍDEO


     Ucranianos usam vagões de trem desativados, aquecidos por gerador, como abrigo
A falta de energia e aquecimento em várias casas da Ucrânia, devido à intensificação dos ataques russos à infraestrutura do país, tem feito muitos ucranianos buscarem alternativas de abrigo para sobreviver ao inverno rigoroso.
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Em Brovary, cidade a 20 quilômetros da capital, Kiev, vagões de trem desativados, aquecidos por geradores, tem funcionado como ponto de apoio para moradores.
A agência de notícias Reuters foi até o local e registrou como funciona o dia a dia por lá: crianças tendo aulas, uma mãe ajudando o filho com a lição de casa e idosos se aquecendo.
Ucranianos se abrigando em vagões de trem desativados, aquecidos com gerador, para fugir do inverno intenso
REUTERS/Valentyn Ogirenko
Mykhailo, de 62 anos, pai de um soldado ucraniano, contou que a temperatura de seu apartamento estava em 5 °C quando saiu de casa com a esposa, Lidia, que lamentou:
"Se alguém me dissesse que isso aconteceria na Ucrânia, eu jamais acreditaria. Ninguém quer essa guerra; queremos paz e bem-estar".
'Rússia tenta congelar ucranianos até a morte', diz Zelensky
Zelensky diz ter fechado garantias de segurança com Estados Unidos
Nesta quinta-feira (22), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de tentar "congelar os ucranianos até a morte".
Ele se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às margens do Fórum Econômico Mundial, em Davos, para discutir o fim da guerra. O encontro durou cerca de uma hora, segundo a Casa Branca.
Trump falou rapidamente com jornalistas após o encontro com Zelensky e disse que a reunião foi "muito boa" e que "a guerra precisa acabar", sem dar mais detalhes.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, e o presidente dos EUA, Donald Trump, apertam as mãos durante reunião à margem do 56º Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos
Serviço de Imprensa da Presidência da Ucrânia/Divulgação via REUTERS
Zelensky afirmou em um post na rede social X que ele e Trump discutiram o fornecimento de equipamentos de defesa aérea e o progresso nas negociações de paz, e que os documentos para encerrar a guerra com a Rússia estão quase prontos.
O presidente ucraniano disse que o que descreve as garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia foi concluído, mas que as questões territoriais ainda não foram resolvidas. Também seguiu a linha de Trump e fez críticas aos aliados europeus.
"A Europa continua sendo um caleidoscópio fragmentado de pequenas e médias potências. O problema é a mentalidade. Só ações criam uma ordem real. A Europa pode e deve ser uma ordem global e precisa da independência da Ucrânia para amanhã poder se defender".
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Source: Na Ucrânia, falta de aquecimento por causa de ataques da Rússia faz famílias buscarem abrigo; VÍDEO
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LEIA SEMPRE AQUI / Israel derruba edifícios de ag...
Última mensagem por noticias - 23, Janeiro, 2026, 00:30
Israel derruba edifícios de agência para refugiados palestinos; ONU considera o ato 'inaceitável'


     Trator derruba sede da agência da ONU para refugiados palestinos.
ILIA YEFIMOVICH/AFP
Tratores israelenses começaram a demolir estruturas na sede da Agência das Nações Unidas (ONU) para Refugiados Palestinos (UNRWA) em Jerusalém Oriental nesta terça-feira (20).
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O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que Israel interrompa a demolição do complexo da agência da ONU para refugiados palestinos em Jerusalém Oriental e restaure o local, assim como outras instalações da UNRWA, à organização "sem demora", disse um porta-voz da ONU nesta terça-feira.
"Para o secretário-geral, é totalmente inaceitável a continuidade de ações que aumentam a tensão contra a UNRWA. Essas ações não estão de acordo com as obrigações claras de Israel pelo direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas e a Convenção sobre Privilégios e Imunidades da ONU", afirmou o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq, a jornalistas.
Israel acusou repetidamente a UNRWA de ser uma fachada para milicianos do Hamas e alega que alguns de seus funcionários participaram do ataque surpresa do grupo terrorista palestino contra Israel em 7 de outubro de 2023.
"A UNRWA-Hamas já havia cessado suas operações no local e não tinha mais pessoal da ONU nem realizava quaisquer atividades das Nações Unidas ali. O complexo não goza de qualquer tipo de imunidade, e sua confiscação pelas autoridades israelenses foi realizada de acordo com o direito israelense e internacional", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.
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A agência da ONU para refugiados palestinos denunciou o ataque como "sem precedentes", segundo Roland Friedrich, diretor da UNRWA para a Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
A demolição "é uma grave violação do direito internacional e dos privilégios e imunidades das Nações Unidas", condenou ele.
"Assim como todos os Estados-membros da ONU, Israel deve proteger e respeitar as instalações da ONU", acrescentou Jonathan Fowler, porta-voz da agência.
Segundo ele, as forças israelenses "invadiram" o complexo pouco depois das 5h (2h no horário de Brasília) e expulsaram os seguranças antes que tratores entrassem e começassem a demolir os prédios.
"Isso deveria servir de alerta", acrescentou Fowler. "O que está acontecendo com a UNRWA hoje pode acontecer amanhã com qualquer outra organização internacional ou missão diplomática ao redor do mundo", afirmou.
O ministro da Segurança Nacional, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, fez uma breve visita ao local, conforme observou um fotógrafo da AFP.
Dia histórico
"Este é um dia histórico, um dia de celebração e um dia muito importante para a governança de Jerusalém", disse Ben Gvir, conforme citado em um comunicado.
"Durante anos, esses apoiadores do terrorismo estiveram aqui, e hoje estão sendo expulsos daqui, juntamente com tudo o que construíram neste local. Isso é o que acontecerá com todos os apoiadores do terrorismo", acrescentou o ministro.
O complexo em Jerusalém Oriental, a parte predominantemente árabe anexada por Israel, estava sem funcionários da UNRWA desde janeiro de 2025, quando entrou em vigor uma lei que proibia suas operações, após meses de disputa sobre seu trabalho na Faixa de Gaza.
A proibição se aplica a Jerusalém Oriental, mas a agência ainda opera na Cisjordânia ocupada e em Gaza.
No início de dezembro, o diretor-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, denunciou a apreensão de bens no complexo pelas autoridades israelenses. A polícia informou à AFP que se tratava de uma operação de cobrança de dívidas.
Em uma publicação no X, Lazzarini relatou que as autoridades haviam apreendido "móveis, equipamentos de informática e outros bens" e que a bandeira da ONU havia sido substituída por uma bandeira israelense.
Na época, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou a "entrada não autorizada" nas "instalações das Nações Unidas".
Meses após o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, as autoridades israelenses declararam Guterres e Lazzarini personas non gratas.

Source: Israel derruba edifícios de agência para refugiados palestinos; ONU considera o ato 'inaceitável'
#7
LEIA SEMPRE AQUI / Fortuna de bilionários bate re...
Última mensagem por noticias - 22, Janeiro, 2026, 00:30
Fortuna de bilionários bate recorde em 2025, aponta relatório da Oxfam


     A fortuna dos bilionários atingiu um recorde em 2025, "minando a liberdade política" e aumentando a desigualdade, segundo o relatório anual "Resistir ao domínio dos mais ricos", divulgado nesta segunda-feira (19) pela ONG Oxfam. O documento denuncia a política do presidente americano Donald Trump e coincide com o início do Fórum Econômico em Davos, na Suíça.
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Segundo o documento, os 12 bilionários mais ricos "possuem mais riqueza do que a metade mais pobre da humanidade", o equivalente a cerca de quatro bilhões de pessoas.
No ano passado, o mundo contabilizou pela primeira vez mais de 3.000 bilionários, que, juntos, somavam uma fortuna de US$ 18,3 trilhões, de acordo com a ONG.
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O valor de seus patrimônios aumentou 16,2%, três vezes mais rápido do que nos cinco anos anteriores, enquanto a redução da pobreza desacelera desde a pandemia de 2020.
O acúmulo de riqueza, lembra a Oxfam, permite aos ultrarricos garantir acesso às instituições e adquirir veículos de comunicação, "minando a liberdade política e corroendo os direitos da maioria", lamenta a organização.
Mais chances de chegarem a posições políticas
A ONG também estima que os ultrarricos "têm cerca de 4.000 vezes mais chances de ocupar um cargo político" do que cidadãos comuns. Ela cita especialmente os Estados Unidos, primeira potência mundial, onde o governo de Donald Trump conta com vários bilionários.
"Isso pode ser observado nos EUA com o envolvimento de bilionários, em particular o de Elon Musk, nas eleições americanas. Estima-se que 1 em cada 6 dólares gastos por candidatos e partidos políticos em 2024 nos Estados Unidos venha de doadores bilionários", diz Layla Abdelké Yakoub, representante da ONG.
"Também percebemos que, nos EUA, uma política que conta com o apoio dos mais ricos tem 45% de probabilidade de ser adotada, enquanto, quando eles se opõem, ela tem apenas 18%. Isso está ligado a uma série de medidas tomadas ao longo do tempo, mas também ao monopólio da mídia, das redes sociais e da inteligência artificial", diz a OXFAM.
Nenhuma legitimidade democrática
No domingo, em Davos, o presidente americano foi alvo de um protesto organizado pela Juventude Socialista Suíça sob o lema "No World Economic Forum – Stop Trump".
Alguns dos 300 manifestantes usavam máscaras — incluindo as do bilionário Elon Musk, do chanceler alemão Friedrich Merz e do vice-presidente americano JD Vance — e seguravam notas gigantes de euro feitas de papelão.
O Fórum "é o lugar onde as pessoas mais poderosas e ricas do mundo se reúnem para discutir o nosso futuro, tomar decisões sobre ele — sobre a economia ou o clima, que afetam todos — e fazem isso sem qualquer legitimidade democrática", denunciou Nathalie Ruoss, vice-presidente da Juventude Socialista, presente na manifestação.
Ela considerou "inaceitável receber fascistas como Donald Trump, já que isso também contribui para legitimar suas ações", disse.
Círculo vicioso
"As desigualdades econômicas e políticas podem acelerar a erosão dos direitos e da segurança das pessoas a uma velocidade assustadora", denuncia no relatório da Oxfam seu diretor-geral, Amitabh Behar, que cita um "círculo vicioso".
À medida que se aproximam as eleições legislativas americanas de novembro, reduções massivas de impostos estão previstas para empresas e famílias, enquanto as multinacionais americanas conseguiram isenção da taxa mínima de 15% prevista em um acordo internacional.
"As medidas tomadas durante a presidência Trump beneficiaram os mais ricos em todo o mundo", destaca a Oxfam, que pede limitar o poder dos ultrarricos, tributando-os "de verdade" e proibindo-os de financiar campanhas políticas.
"Diante dessas reações da população exausta e irritada com tanta desigualdade, ocorreram respostas autoritárias e violentas. O X é usado para rastrear, punir, sequestrar e torturar críticos do governo. Até onde alguns governos estão dispostos a ir para proteger os interesses dos ultrarricos às custas de sua população?", questiona Abdelké Yakoub.
Elon Musk em jantar de Casa Branca em 18 de novembro de 2025
REUTERS/Tom Brenner

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EU ESCOLHO MEU GOVERNANTE / O lobo solitário...
Última mensagem por marcosbr - 21, Janeiro, 2026, 12:01
 A maratona da "lagoinha" sai de Minas com destino final na papudinha.
 Vejam que só tem contador de história e políticos que não trabalham. :ami8:


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Última mensagem por noticias - 20, Janeiro, 2026, 00:27
Contingente dobrado, menos tempo de treinamento e anúncios MAGA: como os agentes do ICE são recrutados pelo governo Trump?


     Observadores acreditam que o ICE usa métodos como geolocalização para atrair grupos que seguem a ideologia de Trump.
Mostafa Bassim/Anadolu/picture alliance via DW
Outrora um ramo relativamente obscuro das agências de segurança americanas, os agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) se tornaram rapidamente o ponto central da iniciativa de deportação em massa do presidente Donald Trump.
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Desde que Trump assumiu o cargo, há um ano, o número de agentes do ICE saltou de 10 mil para 22 mil graças, em grande parte, a uma campanha de recrutamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) para alistar o que eles chamam de "americanos patriotas qualificados de todo o país".
O governo Trump afirmou ter deportado 605 mil pessoas entre 20 de janeiro e 10 de dezembro de 2025, e que 1,9 milhão de imigrantes se "autodeportaram" voluntariamente.
Uma expansão tão significativa de uma agência da lei é incomum e sem precedentes na história do ICE, que foi criado em 2002. O esforço de recrutamento levanta questões sobre a seleção e a adequação dos candidatos. Segundo o DHS, somente no ano passado foram 220 mil submissões.
Mais agentes, menos treinamento
Novas imagens feitas por agente do ICE mostram momento em que mulher é morta nos EUA
Recentemente, o tempo de treinamento para o ICE foi reduzido de 16 para oito semanas. A exigência de aprender um pouco de espanhol, o idioma da maioria dos imigrantes sem documentos do país, foi eliminada. O ICE não respondeu a uma série de perguntas da DW sobre seu modelo de recrutamento.
As preocupações com o treinamento dos agentes e a percepção de uma politização no ICE aumentaram após a morte de Renee Nicole Good, que desencadeou protestos em todo o país e levou à renúncia de uma dúzia de procuradores federais no estado de Minnesota nesta quarta-feira (14/01).
"O ICE busca candidatos que atendam a requisitos específicos de elegibilidade e adequação, incluindo cidadania, padrões de aptidão física, investigações de antecedentes e, para algumas funções, treinamento ou experiência em aplicação da lei", disse Melissa Hamilton, advogada americana e ex-policial e agente penitenciária, à DW.
"Ao mesmo tempo, iniciativas federais recentes de recrutamento têm enfatizado tanto o volume quanto a qualidade, com financiamento significativo destinado a preencher dezenas de milhares de vagas e oferecendo incentivos para atrair rapidamente um grande número de candidatos", explicou.
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'Tio Sam' na campanha de recrutamento
Milhares protestam em Minneapolis contra a presença de agentes do serviço de imigração americano
Reuters
Hamilton, que atualmente é professora de direito e justiça criminal na Universidade de Surrey, na Inglaterra, disse que elementos da estratégia de recrutamento do ICE, como ir a feiras de emprego ou publicar anúncios em sites de emprego federais, são práticas normais das agências de aplicação da lei. A entidade, contudo, também vem empregando alguns métodos incomuns.
"Onde a abordagem recente do ICE difere é na escala e intensidade da campanha na mídia, com campanhas publicitárias de orçamento excepcionalmente alto e ampla divulgação pública com o objetivo de obter um grande número de candidatos", disse a especialista.
Essa campanha na mídia, especialmente nas redes sociais, que utiliza ferramentas de recrutamento fortemente baseadas em mensagens-chave de Trump, tem se mostrado controversa. Isso inclui a exibição do Tio Sam – um símbolo personificado do governo americano notoriamente usado para recrutar soldados durante a Primeira Guerra Mundial – na página de carreiras do ICE, e a exibição da pintura Progresso americano, frequentemente criticada por mostrar colonos brancos caminhando em direção ao seu destino enquanto os nativos americanos desaparecem de vista, nos perfis oficiais em redes sociais.
O orçamento para publicidade do que o DHS descreveu como uma campanha de "recrutamento em tempos de guerra" em 2026 é de 100 milhões de dólares (R$ 583 milhões), de acordo com um documento de 30 páginas visto pelo jornal The Washington Post.
Essa tendência deve continuar, pelo menos, visto que a Big Beautiful Bill de Trump ("Grande e belo projeto de lei" – a lei orçamentária aprovada pelo Congresso que aumenta o orçamento federal) concedeu ao ICE um orçamento de 170 bilhões de dólares para os próximos quatro anos para a fiscalização de fronteiras e do interior do país.
Anúncios visam base de apoiadores de Trump
Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega detêm um homem após realizar uma batida no complexo de apartamentos Cedar Run em Denver
REUTERS/Kevin Mohatt
Mas, mais do que cartazes ou slogans, parece que são os "esforços de divulgação orientados por dados", como o Departamento de Segurança Interna (DHS) os chama, que causam o maior impacto.
Muitos observadores acreditam que o ICE está usando métodos modernos para atingir grupos que compartilham a ideologia de Trump. Hamilton aponta para a prática de geolocalização. Nesse caso, isso significa que os navegadores da web e os feeds de mídia social de qualquer pessoa próxima, por exemplo, a bases militares, eventos esportivos específicos ou feiras de armas e comércio, podem ser identificados e receber anúncios de recrutamento.
O documento afirma que o ICE também busca "inundar o mercado" com anúncios em redes sociais e usar influenciadores em sites como o Rumble, uma plataforma de compartilhamento de vídeos popular entre os simpatizantes do movimento trumpista Make America Great Again (Maga).
"As mensagens de recrutamento do ICE, especialmente as campanhas recentes, parecem projetadas para ressoar com pessoas que são receptivas a temas patrióticos e de segurança nacional. Também parecem ter sido criadas para atrair a base Maga e a mensagem implícita de 'América em primeiro lugar' dentro dela", disse Hamilton, enfatizando que os materiais de recrutamento do ICE não especificam diretamente nenhum critério político para os candidatos.
Bônus de inscrição de até 50 mil dólares e "opções de reembolso e perdão de dívidas estudantis" também estão disponíveis para novos recrutas.
"A campanha tem como alvo os subempregados e aqueles de origem operária", disse Hamilton. "Provavelmente não atrai quem se interessa por justiça social."
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Campanha de recrutamento é um sucesso?
Embora o ICE pareça visar um determinado grupo demográfico político e econômico, a agência também aboliu seus limites de idade desde o início do ano, o que lhe dá um leque maior de candidatos em potencial para recrutar. O limite inferior de idade era anteriormente de 21 anos, e o superior, de 37 a 40 anos, dependendo da função.
O DHS insiste que seus processos de recrutamento garantem "padrões rigorosos de treinamento e prontidão". Hamilton avalia que, embora não esteja isenta de críticas, a campanha de recrutamento funcionou, pelo menos em alguns níveis.
"O sucesso depende dos critérios utilizados: se o objetivo era expandir significativamente o quadro de funcionários de maneira rápida, o recrutamento parece ter sido bem-sucedido. Se o objetivo é atrair policiais altamente experientes, as evidências são mistas, com alguns relatando preocupações sobre os níveis de experiência dos novos recrutas em relação às demandas do complexo trabalho de fiscalização da imigração."
Tais distinções não são necessárias para o DHS. "Com esses novos patriotas na equipe, seremos capazes de realizar o que muitos dizem ser impossível e cumprir a promessa do presidente Trump de tornar a América segura novamente", afirmou o Departamento no início do mês.

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LEIA SEMPRE AQUI / É #FAKE áudio de Maduro dizend...
Última mensagem por noticias - 19, Janeiro, 2026, 00:24
É #FAKE áudio de Maduro dizendo que existe ligação entre Lula e cartel de drogas da Venezuela; conteúdo foi gerado com IA


     É #FAKE áudio de Maduro dizendo que existe ligação entre Lula e cartel de drogas da Venezuela; conteúdo foi gerado com IA
Reprodução
Circula nas redes sociais um áudio atribuído ao ditador venezuelano Nicolás Maduro, no qual ele alega existir uma ligação entre o presidente Lula (PT) e um cartel da Venezuela. É #FAKE.
🛑 Como é o vídeo?
Publicado no Facebook e no Instagram em 11 de janeiro deste ano, o conteúdo mentiroso tem a seguinte legenda: "Já era! Maduro denuncia Loola e Foro de São Paulo!".
Os posts exibem o vídeo em preto e branco de um homem com um colete militar dizendo: "Maduro no tribunal resolveu denunciar o Foro de São Paulo, o Lula, o José Dirceu e falar para os Estados Unidos como que funciona a distribuição de tudo".
Em seguida, o homem pega um celular na mão e reproduz um áudio em espanhol criado com inteligência artificial (IA), atribuído a Maduro: "Eu digo sem rodeios, eu participo ativamente do Foro de São Paulo apenas para acompanhar Lula para que o movimento continue funcionando. Ali a linha ideológica se sustenta, a política se coordena, se alinha ao discurso. As prioridades são definidas e a estratégia continental é articulada. Há algo que as pessoas não veem, a cooperação logística, a estrutura logística. O Cartel de los Soles da Venezuela está integrado ao Brasil e à América do Sul. [...] Nesse espaço, há figuras com peso e capacidade organizacional, José Dirceu, por exemplo, sabe como movimentar o tabuleiro, sabe como construir uma causa, porque o fórum não é uma reunião, é uma estrutura".
O Cartel de Los Soles foi apontado pelos Estados Unidos em 2025 como um grupo terrorista que atuaria no tráfico de drogas da América do Sul para os EUA, supostamente sob o comando de Maduro.
O governo Trump, no entanto, recuou nas acusações e mudou o discurso na ação judicial que move contra Maduro, em 6 de janeiro.
⚠️ Por que isso é falso?
O Fato ou Fake submeteu dois trechos do áudio à plataforma Hiya/InVid, que identifica falas criadas ou manipuladas por IA. Os resultados apontaram que os materiais foram "provavelmente gerados por IA" .
O perfil que publicou o vídeo enganoso costuma compartilhar áudios criados com IA para disseminar informações falsas. O Fato ou Fake já desmentiu materiais atribuídos ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a Lula e ao jornalista William Bonner.
O Fato ou Fake mostrou o áudio para a assessoria de imprensa da Presidência, que respondeu, por e-mail: "Conforme já constatado pela própria reportagem, o conteúdo é FALSO. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República lamenta a disseminação de conteúdos falsos, que têm como único objetivo desinformar a população, enfraquecer instituições e manipular a opinião pública".
Durante sua 1ª audiência, realizada em 5 de janeiro, Maduro se declarou inocente e alegou ser um "prisioneiro de guerra" do governo Trump. Não houve qualquer menção a Lula ou ao Brasil.
A audiência é um trâmite burocrático da Justiça americana, no qual réus devem comparecer para ouvir formalmente por que estão sendo julgados. Um novo depoimento foi marcado para 17 de março.
Hiya/InVid aponta que trechos do áudio são provavelmente criações de inteligência artificial.
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